O “sem fronteiras” da ciência: passe livre ao capital

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Solenidade de Abertura: Tributo à resistência dos povos da Amazônia

Na manhã e tarde do dia 23 de julho, na sede da ADUFAC, inciaram-se as atividades relacionadas ao evento Tributo à resistência dos povos da Amazônia: do progresso que mata e destrói as ciências para o ‘vivir bien’, cuja programação se estende até dia 25 de julho.

A partir das perguntas/provocações:   “A destruição tem preço? Pode-se confiar nas garantias da Ciência? As revelações do megadesastre das hidrelétricas no rio Madeira”duas mesas de debates foram organizadas com presença de ativistas do Movimento de Atingidos por Barragens – RO, de pesquisadores e professores de diferentes instituições.

“A Amazônia é um território repleto de fronteiras. A ideia de não haver fronteiras, como proposto no tema da 66ª Reunião Anual da SPBC ‘Ciência e Tecnologia em uma Amazônia sem Fronteiras’, é de sem fronteiras para o mercado, não para a ciência ou para o conhecimento.”, pontuou a Professora Edna Castro (UFPA), ao iniciar sua fala que compôs a mesa “A ciência a serviço do modelo neoextrativista e a ciência recíproca com a resistência social: Licenciamento fraudado e novos estudos do Madeira em questão”.

Professora Edna Castro (UFPA)
Professora Edna Castro (UFPA)

 

A professora destacou ainda que é preciso se pensar em um modo de reconhecimento e identificação de pesquisas e pesquisadores que deixe claro qual o compromisso dessa ciência: o de responsabilidade social ou de crescimento/desenvolvimento mercadológico.

Para (re)ver as falas do dia 23 de julho ou acompanhar a transmissão on-line do evento clique aqui.

 

Fotos: Talita Oliveira