Assembleia discute privatização e precarização de ensino na Universidade

 

12079191_889943717762910_7622713669387904395_nPrecarização e terceirização foram pontos fortes  do debate

Assessoria de Comunicação

Na manhã desta terça-feira (29) professores e servidores da Universidade Federal do Acre se reuniram no auditório da Associação de Docentes da Ufac (Adufac) para a primeira assembleia geral de greve desta semana. Durante a reunião foi lido o último comunicado nº43 do CNG-Andes que trata do balanço da greve dos docentes após 120 dias, e também sua importância a fim de impedir a privatização da Universidade.

12063366_889943807762901_1511976937583099209_nA assembleia teve a presença de 64 professores, incluindo cinco pró-reitores da atual gestão da Ufac. Foi encaminhado e votado que os pró-reitores, já na próxima assembleia quinta-feira (29), apresentem sua visão sobre o reflexo em suas pastas do pacote de medidas do ajuste fiscal que está sendo implementado pelo Governo Federal.

Para a professora Raquel Ishii, a Universidade já estaria sendo privatizada há algum tempo através das atividades meio, como limpeza e vigilância. “Isso fica claro quando eu vejo as funcionárias da limpeza, que não conseguem cumprir as tarefas impostas pela empresa pela precariedade das suas condições de trabalho, além disso elas são cobradas pela comunidade universitária que não compreende esse contexto de ‘salários atrasados’ e falta de condições de trabalho”, relata. Desta forma, a última parte do processo de privatização que faltava ser implantada era de fato a contratação de professor via Organização Social (que está sendo proposta), arrematando o objetivo final, de privatização da Universidade.

Professor aposentado e integrante do Comando Local de Greve, Jair Vicente, disse que as reivindicações do movimento docente devem ser respeitadas, pois, todos os professores estando ou não na gestão sentirão o impacto das medidas do Governo Federal na sala de aula, quando for finalizada a greve. “Nós temos, na atual estrutura de carreira docente uma realidade indigna, por isso temos que lutar. Não dá para fazer o que foi feito na última assembleia e lidar com a greve como se fosse um joguete de grupo”, explicou o professor, relatando a proposta de saída de greve na última assembleia, feita por um professor, que nunca participou das assembleias de greve. Porém, sua proposta foi derrotada pela maioria da categoria, reforçando que a greve dos docentes é legítima.