Professores reafirmam a justeza da pauta e continuam em greve

Em manobra política frustrada, professores mobilizados pela Reitoria não conseguiram impor uma votação pelo fim da greve, que já dura quatro meses.

Assessoria de Imprensa

Na última quinta-feira (24), em Assembleia Geral na Associação de Docentes da Ufac (Adufac), 162 professores presentes, após uma longa e conturbada discussão sobre a greve, reafirmaram a justeza das reinvindicações colocadas nas pautas nacional e local e assim decidiram pela maioria dos votos manter a greve e fazer nova avaliação da situação somente após a reunião com o ministro da Educação, no dia 5 de outubro.

Na análise da greve, foram levantados pontos como a intransigência do Governo Federal em se negar ao longo dos meses a abrir qualquer diálogo com a categoria, desqualificando a pauta, que busca a reestruturação da carreira docente.  Simultaneamente, foi informado que durante a assembleia 16 professores estavam ocupando o gabinete do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), estes pressionaram o Governo a marcar uma reunião onde será finalmente discutida a pauta nacional diretamente com o Ministério da Educação (MEC).

Durante a assembleia um grupo de professores participantes da manobra política imposta pela reitoria – que mobilizou professores e servidores – propôs o fim da greve imediatamente. Em contraproposta, os membros do Sindicato explicaram a importância de permanecer em greve até que de fato exista alguma resposta concreta das negociações com o Governo Federal. João Lima, participante do Comando de Greve, avaliou que voltar às aulas no momento em que começam a ser encaminhadas as negociações seria “uma traição ao movimento docente nacional, um golpe à luta da categoria”.

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Apesar da manobra da Reitoria, professores que queriam a manutenção da greve também se dirigiram à assembleia e defenderam a legitimidade da mesma. Parte dos professores que foram orientados a impor a votação do término do movimento já na próxima assembleia (29/09), após ouvir as diversas razões para manter a paralização votaram a favor da manutenção da greve e também que somente após o dia 5 de outubro e da avaliação da reunião com o MEC, seja analisado o indicativo para a saída. Foram contabilizados 68 votos a favor da manutenção da greve, 24 a favor de pauta única de saída de greve na terça-feira e três abstenções.

Durante a assembleia, foi destacado que a Adufac tem consciência da responsabilidade de conduzir uma greve e que assim, no momento adequado esta saída será discutida, porém, não será neste momento onde as circunstâncias apontam para um possível e esperado diálogo com o Governo Federal.