Reitor da Ufac oficializa: não há negociação com professores

Minoru e o Comando de Greve em reunião, na sexta-feira (11)
Minoru e o Comando de Greve em reunião, na sexta-feira (11)

Durante reunião com membros do Comando de Greve, o reitor alegou estar sendo atacado na imprensa por membros da Adufac

Assessoria de Imprensa

Na última sexta-feira (11) em reunião com o comando de greve da Associação de Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac), o reitor Minoru Martins Kinpara declarou oficialmente que não haverá negociação com a categoria em relação à pauta local.

O documento apresentava 12 pontos para a discussão com a reitoria, porém, Minoru alegou que grande parte dos pontos foi discutida no Conselho Universitário recentemente – entidade que reúne professores, estudantes e comunidade acadêmica – e foram vencidas por voto.

“Essas ideias que apresentam mudanças de regimento, como por exemplo a prática religiosa, a questão da entrada de livre acesso à Universidade, a aplicação do regimento disciplinar são coisas do regimento que já foram debatidas e que algumas pessoas se colocaram contra, então a gente não se sentiu à vontade para ficar passando por cima do conselho universitário”, disse.

Um outro motivo declarado pelo reitor para que não fosse aberta a mesa de negociação, foi o posicionamento e o histórico político de alguns membros do Comando de Greve que estariam se aproveitando do momento da paralisação para fazer atacar a atual gestão.

Além disso, a confecção do Jornal da Adufac, com uma edição especial apontando uma “Política de Maquiagem” na Universidade, teria sido um estopim para que não houvesse negociação, já que assim a Adufac estaria contrariando o discurso de parceria com a reitoria, reforçando os ataques que já feitos na imprensa local ao reitor.

A greve da Ufac foi deflagrada em 29 de maio deste ano e acompanhou o movimento nacional em protesto contra os cortes na educação anunciados pelo Governo Federal. A paralisação já ultrapassa os 100 dias.