Deputados do Acre votam a favor de cobranças em cursos das Universidades Federais

Quatro dos sete deputados concordam com as cobranças em cursos de extensão e especialização

Assessoria de Comunicação

Após o término da greve dos docentes federais do Acre sem avanços na melhoria carreira, a educação pública teve mais um ataque à sua gratuidade, feito pela aprovação do Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na Câmara Federal dos Deputados na noite desta quarta-feira (21). Dos sete deputados representantes do estado, os que votaram a favor da cobrança em cursos de extensão e especialização foram César Messias (PSB), Jéssica Sales (PMDB), Rocha (PSDB), Sibá Machado (PT).

A PEC altera a Constituição em seu artigo 206, onde é garantida a gratuidade de ensino em instituições públicas. Com a aprovação da PEC abrem-se possíveis cobranças de mestrado e doutorado, afirma o Andes-SN. Para o presidente da Associação de Docentes do Acre (Adufac), Gilberto Melo, o perigo se encontra na abertura para que a educação pública e gratuita aos poucos seja “desmontada” e comecem a cobrar pelo ensino público em vários níveis de ensino.

“A aprovação desta PEC é extremamente danosa na questão da privatização do ensino superior, porque ela passa a cobrar esses cursos e abre a possibilidade de cobrança de cursos regulares de mestrado e doutorado, no futuro. O mais grave disso tudo, é que essa cobrança quebra com a o caráter público da educação que inclusive é previsto na Constituição”, diz Melo.

Apesar do cenário desanimador, a proposta ainda segue para o Senado antes de ser oficializada e pode surpreender. A PEC necessita de mais de 300 votos para sua aprovação final e é neste momento que as mobilizações do Sindicato Nacional devem ser intensificadas mesmo após o término da greve.

“Deve ser dada a continuidade das ações que estavam sendo feitas ainda no período da greve, ou seja,  o Andes como Sindicato Nacional deve intensificar as ações junto aos Deputados Federais lá em Brasília e talvez remeter às seções sindicais que faça algo similar com seus representantes locais”, esclarece o presidente da Adufac.