Adufac se reúne com senador Sérgio Petecão para discutir PEC 395

Diretoria esclareceu os perigos da PEC 395 durante a reunião

Assessoria de Comunicação

Na última quinta-feira (29), a Associação de Docentes da Ufac (Adufac) recebeu o senador Sérgio Petecão (PSD) para um bate-papo sobre o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 395, que autoriza a cobrança de cursos de extensão e especialização nas Universidades Federais. A PEC foi aprovada pela Câmara de Deputados e em breve será votada também no Senado.

Participaram da reunião a diretoria da Adufac e os assessores do senador, que juntos esclareceram dúvidas sobre o projeto, que foi uma das grandes bandeiras de luta durante a greve dos docentes que durou 139 dias.

João Lima, vice-presidente da Adufac, explicou ao senador que a PEC é um retrocesso na educação pública e gratuita, e que a emenda pode representar um perigo maior no futuro, onde cursos regulares também poderão ser cobrados.

“O Brasil é o único país da América Latina que ainda tem esse modelo de ensino, público e sem cobranças. O Governo quer, com esse projeto, se esquivar da obrigação de ter que investir na educação e redirecionar esse dinheiro para colocar em outras áreas”, relata Lima.

Para Petecão, é primordial que os políticos se interessem no real conteúdo da PEC, porque na maioria das vezes, segundo ele, os parlamentares não conseguem medir as consequências de se aprovar certos projetos.

“Muita gente vota de acordo com a bancada, às vezes não sabe nem no que está votando, por isso foi bom eu vir aqui, para saber como essa PEC pode mudar o futuro da Universidade Pública”, esclareceu o senador.

Professor Moisés Lobão também destacou que a greve lutou para levar à população esta informação, dos ataques que o ensino superior estava sofrendo. “Essa foi uma das nossas reinvindicações, que a nossa greve chamasse a atenção da mídia para que isso fosse denunciado, e de certa forma funcionou”, explicou Lobão.

O senador disse que a conversa feita com a Adufac será ecoada por ele dentro do Senado, para que os outros políticos também entendam a seriedade do assunto e que possam pensar nas consequências de se aprovar a cobrança de cursos dentro da Universidade Pública.

“Eu vou conversar com meus colegas para que eles entendam que esta PEC ser aprovada é uma decisão muito séria. Nós estaríamos mudando a forma como a universidade será no futuro, para os próximos jovens que aqui estudarão”, finalizou o senador.