Chapa “Resistir para não privatizar” é eleita como nova diretoria da Adufac

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Nova diretoria escolhida assume por dois anos a instituição

Por Assessoria de Comunicação

Nesta segunda-feira (14) realizou-se a eleição que elegeu a próxima diretoria que irá comandar a Associação de Docentes da Ufac (Adufac) pelos próximos dois anos. A votação começou a partir das 8h e seguiu até as 20h com tranqüilidade. Em números, participaram 109 professores associados, que votaram em Rio Branco e em Cruzeiro do Sul.

A chapa única “Resistir para não privatizar” foi eleita e tem como projeto dar continuidade a luta que foi travada ainda durante o período da greve dos docentes deflagrada em maio de 2015. Sávio Maia, novo presidente eleito, conta quais são os novos desafios que a nova diretoria deve enfrentar durante a gestão.

“O nosso principal desafio para o próximo ano é manter a categoria organizada, no sentido de que o enfrentamento de que nós temos com os cortes anunciados na Universidade, nos coloca essa grande necessidade de estarmos organizados coletivamente para fazer este enfrentamento”, declara Sávio.

Para Maia, apesar da dificuldade em manter os docentes com a mesma sinergia que houve durante a greve, as novas circunstâncias impostas pelo Governo Federal para este e o próximo ano deram “uma energia muito grande aos docentes de todo país”, e assim a missão de tentar reverter os cortes deve continuar.

“Tudo que nós colocamos no decorrer da greve e o nosso slogan ‘Em Defesa do Caráter Público da Educação’, continua. Nossa luta pela gratuidade dos serviços no ano que vem será um desafio ainda maior e a nossa diretoria tem que colocar esse debate não só para nós, mas também para a comunidade, para fortalecer a luta, para ajudar a combater esse plano sistemático de privatização”, explica o presidente.

Sávio conta que apesar dos docentes terem voltado à rotina das aulas e se dispersarem um pouco dos movimentos sindicais, os planos são para que em breve, mecanismos de divulgação e mobilização sejam instalados, para que os professores que se interessarem em continuar lutando e debatendo sobre a carreira possam continuar informados e ativos.

“Quando nós voltamos para as nossas atividades normais, houve a dispersão. Contudo, eu penso que nesta última greve formou-se um núcleo de pessoas que saíram da greve, mas continuaram a manter o ímpeto e um senso de responsabilidade sobre tudo que nós vivenciamos. Eu acredito que esse núcleo, que já se colocou à disposição, vai trabalhar no estilo de um comitê de mobilização e a partir disso, vamos motivar os colegas a trabalharem nesta luta”, finaliza.