36º Congresso do ANDES-SN define centralidade da luta para 2017

Na primeira plenária temática do 36º Congresso do ANDES-SN “Movimento Docente, Conjuntura e Centralidade da luta”, os mais de 460 participantes do Congresso debateram as lutas travadas no último período, os desdobramentos do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o recrudescimento do conservadorismo e a intensificação da retirada de direitos, a partir do governo de Michel Temer.

Em comum nas diversas análises apresentadas pelas falas dos autores dos textos de apoio apresentados no Caderno do 36º Congresso, a necessidade da construção de uma ampla unidade com os diversos segmentos da classe trabalhadora para barrar os retrocessos dos direitos sociais, pelo Fora Temer e rumo à construção da greve geral.

Durante os debates e propostas de alteração do texto aprovado, alguns dos participantes apontaram a necessidade de identificar as entidades com as quais o ANDES-SN irá construir a luta, o que foi rejeitado, no sentido de ampliar as possibilidades de articulação da unidade.

Após debates, foi aprovada como centralidade da luta do Sindicato Nacional para 2017: “Defesa dos serviços públicos e do projeto de educação do ANDES-SN, referenciado no Plano Nacional de Educação da Sociedade Brasileira, lutando pela autonomia e valorização do trabalho docente, construindo ações na luta contra a intensificação da retirada de direitos, contra a apropriação do fundo publico pelo capital, e a criminalização dos movimentos sociais e todas as formas de opressão. Intensificação do trabalho de base, em unidade com a CSP-Conlutas, as entidades da educação e demais organizações do campo classista, na perspectiva da reorganização da classe trabalhadora, pelo Fora Temer e da construção da greve geral”.

Para a presidente do ANDES-SN, Eblin Farage, a centralidade da luta aprovada mostra o caminho que o sindicato já está trilhando que é o de combater toda e qualquer retirada de direitos, identificando que neste governo houve uma intensificação dos ataques aos trabalhadores, e que, nesse sentido, é necessária uma ampla articulação entre os diferentes segmentos da classe trabalhadora. “É muito importante que tenhamos aprovado uma centralidade da luta em que conste que nós temos que nos articular com as entidades da educação e do campo classista na perspectiva do Fora Temer e da construção da greve geral. É uma centralidade da luta que nos permite continuar construindo a unidade, lutando contra a retirada de direitos e buscando avançar na reorganização da classe trabalhadora, em defesa da educação pública”, avaliou.

Números do 36º Congresso
Ao todo, 467 docentes de 73 seções sindicais participam do 36º Congresso do ANDES-SN, que acontece até sábado, na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, sendo 356 delegados, 70 observadores, 4 convidados e 37 diretores nacionais.

Fonte: ANDES-SN

 

Centrais Sindicais aprovam Dia Nacional de Paralisações em março

As Centrais Sindicais CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central, CSB, CTB, Intersindical, CGTB, NCST, CSB se reuniram na última sexta-feira (20) e decidiram realizar uma campanha ampla para barrar as contrarreformas da Previdência e Trabalhista. Reunidas na sede do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em São Paulo, as Centrais aprovavam a organização de um Dia Nacional de Paralisações na segunda quinzena de março, com data a ser definida.

Outra importante data será a realização, no dia 22 de fevereiro, de uma ação em Brasília (DF) para pressionar os deputados federais a não aprovarem essas medidas. O mesmo ocorrerá nos estados, onde devem ser formados comitês unitários que vão pressionar os parlamentares, e esclarecer a população sobre os malefícios dessas medidas.

Para Amauri Fragoso de Medeiros, 1º tesoureiro do ANDES-SN, as deliberações são importantes, especialmente a unidade na luta e no embate à contrarreforma Previdenciária. “A reunião das Centrais é a segunda do ano. Na primeira, realizada em 10 de janeiro, foram definidos elementos e eixos para que pudéssemos compor essa segunda reunião. O mais importante foi a definição de que todas as Centrais são contrárias à contrarreforma previdenciária. Neste sentido vamos organizar paralizações nacionais na segunda quinzena de março, com outras categorias – centrais, confederações e sindicatos – na tentativa de barrar a contrarreforma Previdenciária. Além disso, no dia 22 de fevereiro vamos fazer um movimento sindical de ocupação do Congresso Nacional. A expectativa é de que 5 mil sindicalistas participem, pressionando os parlamentares que estiverem no Congresso para que não aprovem a contrarreforma da Previdência.” Explicou Amauri.

Fonte: ANDES-SN