Mineiros peruanos deflagram greve por tempo indeterminado

Trabalhadores do setor do minério do Peru iniciaram, na última quarta-feira (19), uma greve por tempo indeterminado, em protesto contra uma série de medidas anti-trabalhistas promulgadas em maio deste ano, a reforma Trabalhista do presidente Pedro Paulo Kuczynski (conhecido como PPK), em curso, e o projeto mineiro Tia Maria, que já deixou três mortos e mais de 200 feridos. O Peru é o segundo maior produtor mundial de cobre e a mineração corresponde por 60% das exportações do país.

De acordo com o presidente da Federação Nacional de Trabalhadores Mineiros, Metalúrgicos e Siderúrgicos do Peru, Ricardo Juarez, trabalhadores de 50 sindicatos estão paralisados contra a reforma Trabalhista do governo, que facilita demissões, restringe a segurança no trabalho, enfraquecendo os organismos de inspeção do trabalho, entre outras medidas.  Os mineiros exigem melhores condições de segurança e saúde no trabalho, e maiores salários.

Professores em greve

O governo do Peru decretou estado de emergência na província de San Roman, na região de Puno e Cusco, Wanchaq, San Sebastián, Ollantaytambo e Machu Picchu, após protestos de professores contra as políticas econômicas do governo PPK. Em greve desde o dia 15 de junho, os professores têm feito manifestações em aeroportos, estradas e linhas de transporte até as ruínas de Machu Picchu.

A medida suspende por 30 dias os direitos constitucionais ligadas à liberdade e segurança individual, à liberdade de movimento e de montagem e permite buscas e detenções sem ordem judicial. A ministra da Educação, Marilú Martens Cortés, anunciou que cortará o ponto dos docentes que estão em greve.
 

Com informações de Telesur, da Federal Nacional de Trabalhadores Mineiros, Metalúrgicos e Siderúrgicos do Peru e Diario Correo. Imagem de Izquierda Diário.

 

Fonte: ANDES-SN