MST realiza Jornada de Luta pela Reforma Agrária

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) iniciou, na terça-feira (25), mais uma Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Com o lema “Corruptos, devolvam nossas terras!”, os sem-terra exigem que seja feita reforma agrária nas terras de propriedade de parlamentares e empresários denunciados por corrupção.

Foram realizadas, desde a manhã de terça, diversas ocupações de terras por todo o Brasil para denunciar o apoio do agronegócio ao governo de Temer – que retribui com o avanço no desmonte da agenda ambiental, a liberação da grilagem de terras, a permissão do aumento do desmatamento e o congelamento de novas demarcações de terras indígenas e quilombolas, além da paralisação da reforma agrária e o aumento da violência no campo.

Em Piraí (RJ), a fazenda escolhida para a ocupação foi a de propriedade de Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e investigado em dezenas de casos de corrupção. A fazenda é local de lavagem de dinheiro, e ali funcionou uma empresa que servia para receber propinas em contratos de venda de jogos da seleção brasileira de futebol. Em Duartina (SP), a fazenda ocupada foi de Coronel Lima, que o MST classifica como “laranja” de Michel Temer. No Mato Grosso, os sem terra ocuparam a fazenda de Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do atual governo federal e ex-governador do estado.

Em São Joaquim de Bicas (MG), o MST ocupou a fazenda de Eike Batista. As terras do empresário estão abandonadas, depois de terem sofrido crimes ambientais devido à exploração mineral desordenada. Em Aracaju (SE), São Luis (MA), Recife (PE) e em Salvador (BA), o movimento ocupou a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Também houve ocupação de terras no Mato Grosso do Sul e no Rio Grande do Norte – essa em fazenda de Henrique Eduardo Alves, ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-ministro do Turismo nos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer.

Com informações de Brasil de Fato e MST. Imagem de MST.

Fonte: ANDES-SN

 

This article was written by Ascom