Por todo o país, docentes participam de Greve Geral nesta sexta-feira (30)

Nesta sexta-feira (30), trabalhadores e trabalhadoras de várias categorias irão parar o Brasil em mais uma Greve Geral, convocada pelas Centrais Sindicais. A paralisação tem como pautas a luta para barrar as contrarreformas da Previdência e Trabalhista, e exigir a revogação da Lei das Terceirizações e a saída de Michel Temer da presidência da República.

Além de trancamento de vias, piquetes e atos públicos, a adesão dos metroviários e rodoviários deve fazer com que o transporte público em diversas cidades seja suspenso. Atendo ao chamado das centrais sindicais e do ANDES-SN, os docentes aprovaram participação em massa ao movimento e irão integrar os vários atos previstos para acontecer, em conjunto com outras categorias, em quase todos os estados, como no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas, Amapá, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Confira algumas das atividades previstas:

No Rio de Janeiro, os docentes da Uerj irão realizar uma aula pública pela manhã no Palácio Guanabara, sede do governo do estado. A tarde, se juntam aos docentes das universidades federais UFRJ, UFF e Unirio em manifestação unificada com demais categorias no centro da capital Fluminense. Os docentes da UFF de Rio das Ostras também irão participar de ato unitário no centro da cidade. Em São Paulo, as centrais sindicais convocaram um ato unificado, às 11h, em frente à Superintendência Regional do Trabalho (SRT).

Em Minas Gerais, os docentes da UFJF e do IF do Sudoeste de Minas, realizaram panfletagem e ato show para esquenta da Greve Geral durante a semana em Juiz de Fora e nessa sexta participarão de ato na praça do Estado, no centro da cidade. Já em Uberlândia, os docentes da UFU participam de ato unificado na praça Ismene Mendes, com concentração a partir das 16h. Pela manhã, integrarão também um ato pelas pautas locais – como pagamento de salários dos servidores municipais e contra a retirada dos cobradores e cobradoras do transporte público da cidade, na Praça Cívica. Os docentes da UFOP fazem atos públicos em Mariana, às 10h, na Praça da Sé, e em Ouro Preto, às 15h, no Campus UFOP, com descida em caminhada até a Praça Tiradentes. Docentes das seções sindicais das federais de Viçosa, Triângulo Mineiro, Lavras e São João del Rei também participarão das atividades locais.

Na Bahia, os docentes das estaduais Uneb, Uesc, Uesb e Uefs também irão integrar as atividades locais da Greve Geral em Salvador, Itabuna, Vitória da Conquista e Feira de Santana, respectivamente. E, no domingo, participarão também do tradicional cortejo de 2 de julho, em capital baiana.

No Ceará, docentes da Uece realizarão ato na capital, na Praça da Bandeira. Já no Piauí, os docentes da Uespi farão manifestação em frente a universidade e depois integrarão ato no centro da cidade. No Pará, professores da UFPA irão participar de protesto que deve reunir dezenas de categorias a partir das 10 horas, na Praça da República, em Belém, de onde os manifestantes sairão em caminhada até o Mercado de São Brás. Antes da manifestação, a Greve Geral será marcada por atos nos locais de trabalho, piquetes e bloqueio de vias.

No Amazonas, professores da UFAM farão concentração, a partir das 7h, na Praça da Saudade. Depois, seguirão em passeata pela cidade até o centro de Manaus. No Amapá, os docentes da Unifap realizaram panfletagem durante a semana na universidade convocando a comunidade acadêmica a aderir a Greve Geral e participar do ato previsto para às 8 horas, na praça da Bandeira, em Macapá.

No Mato Grosso, docentes da UFMT realizam paralisação, distribuição de materiais e outras ações na luta em defesa dos direitos, com atividades durante o dia na universidade e participação de ato conjunto às 15h, na Praça Ipiranga, centro de Cuiabá. No Paraná, professores da UFPR e da UFTPR participam de manifestação na Boca Maldita, na capital Curitiba. Os docentes das Estaduais do Paraná – UEM, Unespar, UEPG, Unicentro e Unioeste – realizarão atos localizados nas cidades onde há campi das instituições, como Maringá, Paranaguá, Ponta Grossa, Guarapuava, Cascavel, Cândido Rondon, por exemplo.

No Rio Grande do Sul, ocorrerão diversas atividades como a dos docentes da Ufpel, que fazem manifestação, junto com as demais categorias da cidade de Pelotas, com concentração marcada às 14h, no mercado público da cidade. E a dos professores da UFSM, em Santa Maria, que integram grande ato unificado, com concentração a partir das 16h, na praça Saldanha Marinho.

Eblin Farage, presidente do ANDES-SN, ressalta que a adesão dos docentes tem se mostrado positiva e que todas as assembleias realizadas nas bases para deliberar sobre a Greve Geral tiveram como resultado a adesão ao dia 30. “Isso demonstra a disposição dos nossos professores e das nossas professoras para continuar lutando para barrar as contrarreformas. E nós temos um adicional à nossa luta que é a aprovação, na CCJ, da Reforma Trabalhista nessa quarta, o que deve servir para motivar ainda mais a nossa luta”, avaliou.

A presidente do Sindicato Nacional reforçou ainda que não há alternativa aos trabalhadores e trabalhadoras que não seja seguir na luta e nas ruas. “Nós não temos outra saída a não ser ir para as ruas, pressionar o governo, pressionar os parlamentares, expor aqueles que estão votando pela retirada de direito dos trabalhadores. Esse é um momento de intensificar a luta e a pressão para que não seja fianlizada a votação das contrarreformas Trabalhista e da Previdência”, conclamou.

 

Fonte: ANDES-SN

This article was written by Ascom