Comissão analisa denúncia contra Temer e “quadrilhão do PMDB”

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados analisará na terça-feira (17) a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral) por participarem de esquema com objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública.

Segundo a PGR, Temer e os ministros fazem parte do “quadrilhão do PMDB”, que teria recebido R$ 587 milhões de propina. Fazem parte do “quadrilhão” Eduardo Cunha, Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Rodrigo Loures, Eliseu Padilha e Moreira Franco, além de executivos da JBS-Friboi.

A CCJ votará o parecer sobre a Solicitação para Instauração de Processo (SIP) 2/17 elaborado pelo relator, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que já se declarou pela absolvição dos acusados. Independentemente do resultado na comissão, o Plenário deverá decidir se autoriza ou não a abertura de processo no STF contra Temer, como determina a Constituição.

No debate, serão usados os mesmos procedimentos da primeira denúncia contra Temer, com 15 minutos para cada integrante da CCJ – são 66 titulares e 66 suplentes – e 10 minutos para não membros contra e a favor do prosseguimento da denúncia, com até 20 em cada grupo. Cada advogado terá 20 minutos para o pronunciamento final. A reunião está marcada para terça-feira (17), às 10 horas, no plenário 1.

Demissão de servidor estável ganha relator na CAS

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 116/17, que prevê a demissão de servidor público estável por “insuficiência de desempenho” teve o senador Airton Sandoval (PMDB-SP) escolhido como relator na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Depois de ser examinado pela CAS, a matéria ainda passará, respectivamente, pelas comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa; e de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor. Por fim, vai ao plenário.

De acordo com o projeto da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), os servidores públicos concursados passarão por avaliação periódica, a fim de medir seu desempenho. Caso não atinjam juízo satisfatório, poderão ser exonerados por insuficiência de desempenho. Curiosamente, a senadora que preza por desempenho e assiduidade faltou em 60% das votações no Senado apenas no ano de 2017.

Com informações de Agência Câmara e Diap. Imagem de EBC.

 

Fonte: ANDES-SN