Docentes da Uern decidem manter greve contra atrasos salariais

Professores e professoras da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte se reuniram em assembleia na manhã desta quinta-feira (4), para avaliar o movimento paredista na universidade e encaminhar estratégias de luta para fortalecer a greve, iniciada em 10 de novembro.

Os docentes destacaram a  importância da ação unificada junto ao sindicato dos servidores da Saúde (Sindsaude), os quais estão em greve desde do dia 13 de novembro, e a necessidade de aglomerar  um maior número de professores e professoras às ações. A luta contra os atrasos salariais continua sendo a principal pauta dos servidores, que ainda não receberam os salários de novembro, dezembro e o 13º.

A diretora da Associação dos Docentes da Uern (Aduern Seção Sindical do ANDES-SN), Ana Lúcia Gomes, rememorou a ocupação na Governadoriae na Secretaria de Planejamento (Seplan). Ela lembrou que o movimento foi muito vitorioso e provou a força e resistência dos trabalhadores e trabalhadoras do estado. Ana Lúcia ponderou que novas ações de greve precisam ter maior participação da categoria, para que possam garantir resultados positivos.

A diretora do Sindsaude, Rosália Fernandes, participou da assembleia e destacou o ganho político que tem sido a greve unificada entre os docenets da Uern e os servidores da Saúde. “Esta greve tem mostrado a capacidade de luta que temos se estivermos juntos. Precisamos ampliar isso, convocando as demais categorias a parar este estado em uma grande greve geral, que garanta nossos salários em dia”, avaliou.

Manifestação
Nessa terça (3), os docentes e servidores da saúde realizaram mais uma manifestação em Mossoró (RN), para cobrar os salários atrasados. O ato teve início na reitoria da universidade e se encerrou no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Os servidores públicos potiguares não recebem salários em dia desde janeiro de 2016. De lá pra cá, o governo vem dilatando ainda mais a data para pagamento das categorias, que ainda aguardam pelos vencimentos de novembro, dezembro e do 13º.

Os atrasos de pagamento ganharam proporções nacionais com a decisão de aquartelamento da Polícia Militar do estado, a partir do dia 19 de dezembro, que só foi encerrada por decisão judicial. A Polícia Civil potiguar também aderiu ao protesto, trabalhando apenas em regime de plantão, mesmo com ameaças de prisão.

* Com informações da Aduern SSind

 

Fonte: ANDES-SN