Adufac participa do 24º Grito dos Excluídos em Brasileia

Com o lema “Desigualdade gera violência – Basta de privilégios – Vida em primeiro lugar”, ocorreu no último dia 07 de setembro, na cidade de Brasiléia, a 24ª edição do Grito dos Excluídos no Acre, reunindo professores e estudantes da UFAC , moradores da Reserva Extrativista Chico Mendes e seu entorno, além de representantes dos movimentos sociais e da juventude para refletir sobre a soberania nacional, que é o eixo central das mobilizações do Grito.

Nesta perspectiva, o Grito se propõe nessa data a superar o patriotismo passivo pregado pela mídia e os governos neoliberais e buscar exercer uma cidadania ativa, de participação popular e livre, colaborando na construção de uma nova sociedade, justa, solidária, plural e fraterna.

Sendo assim, o grito dos excluídos no Acre teve como principal pauta a resistência dos seringueiros frente ao avanço do agronegócio nas reservas extrativistas do Acre e seu entorno. Pois vários moradores que ali já habitam a décadas e outros que saíram da Bolívia e que retornaram para o Acre com intuito de continuar seu trabalho como extrativistas estão sendo ameaçados por fazendeiros, sendo que em alguns casos, alguns tiveram suas casas incendiadas ou destruídas, obrigando-os a sair das suas colocações.

Foi também feita a denuncia de que o poder público, além de não dar a mínima condição para que os moradores da reserva possam continuar sobrevivendo, pela falta de acesso a escola a seus filhos e de ramais em condições de se fazer o escoamento de sua produção, está aplicando multas ambientais impagáveis, o que faz como que esses moradores se veem obrigados a entregar suas colocações aos fazendeiros que as transformam em pastagens para o seu gado.

Portanto, este dia serviu para denunciar a estrutura opressiva e excludente da sociedade e do sistema neoliberal que nega a vida e quer nos impedir de sonhar. Temos que dar continuidade a essa luta para que seja valorizada a vida, realizando mais atividades como esta, com mais frequência e regularidade, construindo ações a fim de fortalecer e mobilizar a classe trabalhadora nas lutas populares, pois só isso vai nos trazer a esperança de um mundo melhor.

Texto escrito por Moisés Silveira Lobão – Professor da Engenharia Florestal – Campus UFAC.
Fotos de Marcel Fialho.

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