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I Mostra de Curtas-Metragens Críticos tem exibição adiada para dia 28

Após a realização do seminário de formação, em outubro, os participantes da I Mostra de Curtas-Metragens Críticos tiveram o período de cerca de um mês para produzirem e enviarem os curtas que concorrerão no evento. Com os filmes concluídos, a próxima etapa é a exibição e votação dos curtas que será no dia 28 de novembro, a partir das 18 horas, no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac). A data de exibição foi adiada, conforme disposto no edital complementar nº 5, publicado nesta segunda-feira, no site da Adufac.

Os curtas-metragens serão julgados por um júri técnico e por outro júri popular. O juri técnico terá como critério de seleção: abordagem e coerência de acordo com o tema proposto; originalidade e criatividade; Clareza da ideia e Qualidade de roteiro e crítica. A votação popular será feita pelo público presente na mostra e ocorrerá durante a exibição das peças, no dia 28.

Os três filmes que obtiverem maior pontuação serão premiados com equipamentos audiovisuais nos valores de 1.600, 800 e 600 reais, para o primeiro, segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Os curtas devem ter relação com os temas debatidos no seminário de formação: Reformas da previdência e trabalhista; Financiamento e mercantilização da educação; Escola sem mordaça, reforma do ensino médio e a educação inclusiva em uma sociedade excludente.

A I Mostra de Curtas-Metragens Críticos promovida pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac) em parceria com o Sindicato dos Servidores do Instituto Federal do Acre (Sinasefe/Ifac) visa fomentar a produção audiovisual e promover o debate em torno de questões políticas urgentes no país.

Confira os editais:

– Edital de inscrição: https://drive.google.com/file/d/0Bx29-G4WsfPkRDBBRjNNQWxWNlk/view

– Edital Complementar nº 01/2017 – Prorroga o prazo de inscrições da I Mostra de Curtas-Metragens Críticos: https://drive.google.com/file/d/0B2Ep-jqNt2bvbUlaRHBqaEpjeHM/view

– Edital Complementar nº 02/2017 – altera o cronograma do concurso I Mostra de Curtas-Metragens Críticos: https://drive.google.com/file/d/0B2Ep-jqNt2bvSlFJVXJ4ZkhXR28/view

– Edital Complementar nº 03/2017 – Adia a data de entrega dos curtas-metragens: https://drive.google.com/file/d/1GL4T-UJYo6WmBAMBvDkiBkul9lHmrpPH/view?usp=sharing

– Edital Complementar nº 04/2017 – Adia a data de entrega e exibição dos curtas-metragens: https://drive.google.com/file/d/1ZxUQbKQwke3Wnbfq1tgFW1gFhEYySaj1/view?usp=sharing

– Edital Complementar nº 05/2017 – Adia a data de exibição e premiação dos curtas-metragens:

https://drive.google.com/file/d/1ngWMjUHk-laCOJOw70fh5r6ET6z1mq6Z/view?usp=sharing

Ingleses marcham por gratuidade nas universidades

Estudantes da Inglaterra se reuniram em Londres, capital do país, na quarta-feira (15), para reivindicar a gratuidade das universidades no país. Os estudantes ingleses, que sofrem com altas mensalidades e endividamento estudantil, defendem que os mais ricos sejam taxados para que a gratuidade seja garantida.

A marcha saiu de Malet Street e, com milhares de participantes, se encerrou em frente ao Parlamento Britânico. A manifestação se dá na semana anterior ao início da discussão sobre o orçamento de 2018 no parlamento inglês.

Segundo o jornal The Guardian, a previsão, caso a cobrança de mensalidades continue nas universidades inglesas, é de que vários estudantes terminem seu curso com dívidas superiores a 50 mil libras (aproximadamente 215 mil reais).

Em comunicado público, o Ministério da Educação defendeu o sistema universitário do país, ressaltando que empréstimos estudantis estão disponíveis a todos e garantem o acesso à universidade a todos que o queiram.

Com informações de The Guardian. Imagem de Socialist Worker.

 

Fonte: ANDES-SN

Docentes participarão de Caravana à Brasília dia 28 contra os ataques do governo

No dia 28 de novembro, o ANDES-SN participará, em conjunto com demais categorias dos servidores públicos federais, da caravana à Brasília (DF), com manifestação na Esplanada dos Ministérios. O protesto foi definido pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), e tem, entre seus eixos, a luta contra a Medida Provisória 805/2017, contra a Reforma da Previdência e pelas revogações da Emenda Constitucional 95 – que congelou o orçamento da União para despesas primárias -, e da Lei das Terceirizações, além de outros ataques aos direitos dos trabalhadores e aos serviços públicos.

Na circular 392/17, encaminhada nessa segunda (13), a diretoria do Sindicato Nacional convoca todas as seções sindicais a participarem da caravana e da manifestação na Esplanada dos Ministérios “como forma de enfrentar os ataques do Governo e defender os SPF e os serviços públicos, bem como o conjunto da classe trabalhadora”.

MP 805/2017
Dando sequência aos ataques aos servidores públicos federais, o presidente Michel Temer editou, no dia 30 de outubro, a Medida Provisória 805/2017, que aumenta a contribuição previdenciária dos atuais 11% para 14% sobre a parcela do salário que exceder R$ 5.531,31 (teto que é pago pelo Regime Geral, a cargo do INSS), alterando a Lei 10.887/04, quanto à alíquota da contribuição social do servidor público. A MP também congela os reajustes remuneratórios previstos para algumas categorias dos servidores públicos para 2018, adiados para 2019.

No caso dos docentes, a medida posterga para daqui dois anos as modificações nas tabelas remuneratórias da carreira do professor federal, previstas para agosto de 2018. Estas tabelas são frutos da Lei 12.772/2012, modificadas pela Lei 13.325/2016.

Embora já em vigor, a medida precisa ser votada no Congresso para ter sua validade mantida. Segundo informação da Câmara dos Deputados, a proposta sobrestá a pauta a partir de 14 de dezembro. E tramita no Congresso Nacional até 7 de fevereiro de 2018.

De acordo com Claudio Ribeiro, 2º vice-presidente da regional Rio de Janeiro do ANDES-SN e da coordenação do Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes) do Sindicato Nacional, a medida provisória representa mais um ataque do governo ilegítimo de Michel Temer aos servidores e aos serviços públicos. O diretor ressalta que o Sindicato Nacional planeja apoiar as ações diretas de inconstitucionalidade que serão apresentadas contra a MP. “Iremos levar esse debate, de ação jurídica, ao nosso Congresso”, contou. O 37º Congresso do ANDES-SN será realizado de 22 a 27 de janeiro de 2018, em Salvador (BA).

“Politicamente, é essencial lutar contra essa medida, em conjunto com os demais servidores públicos federais. Estamos coordenando uma ação junto ao Fonasefe [Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais], para alertar inclusive para o fato de que os ataques aos servidores públicos também representam um ataque ao serviço público, utilizado pela população”, acrescentou Ribeiro, chamando todos os professores e todas as professoras a participarem da manifestação em Brasília (DF), no dia 28.

Confira a pauta central da Caravana à Brasília: 

  • Em defesa dos serviços públicos de qualidade para a população;
  • Revogação e retirada de todas as MPs e PLs que atacam o funcionalismo. Ex: MPs nº805 e nº792/ 2017.  PL nº116/2017;
  • Não à reestruturação das carreiras do funcionalismo! Nenhum direito a menos!;
  • Não à Reforma da Previdência!;
  • Revogação da EC nº 95;
  • Não à Reforma do Ensino Médio;
  • Não à Reforma Trabalhista, pelo fim das Terceirizações. Contra as privatizações, não a entrega do patrimônio público!;
  • Abaixo o ajuste fiscal contra os trabalhadores, que os bancos e as grandes fortunas paguem pela crise!

 

 

Fonte: ANDES-SN

Reorganização da classe é debatida em reunião no Rio de Janeiro

Seguindo deliberações de seu 36º Congresso e de seu 62º Conad, o ANDES-SN organizou, na Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na capital fluminense, uma “Reunião nacional de entidades classistas, movimentos sociais e estudantis, para debater a reorganização da classe”. O evento aconteceu no último sábado (11).

A primeira mesa, de manhã, foi composta por algumas organizações políticas: a Nova Organização Socialista (NOS), o Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista (MAIS), o Movimento Esquerda Socialista (MES), o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU).

À tarde, participaram da mesa de debates representantes de centrais sindicais e movimentos sociais e estudantis. Foram eles o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a CSP-Conlutas, a Intersindical, a Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (Anel) e a Oposição de Esquerda da União Nacional dos Estudantes (OE-UNE).

Luis Eduardo Acosta, 1º vice-presidente do ANDES-SN e um dos coordenadores do Grupo de Trabalho de Política de Formação Sindical (GTPFS) do Sindicato Nacional, avaliou positivamente a reunião. “Para o ANDES-SN, o resultado foi muito positivo porque queríamos justamente poder ampliar o debate sobre a reorganização da classe com outros lutadores e lutadoras com os quais estamos juntos nas lutas cotidianas. Nesse sentido, o objetivo traçado pelo Conad e Congresso do ANDES-SN foi cumprido, dando o primeiro passo, que foi fazer essa reunião. E, em 2018, realizando uma segunda reunião, daremos continuidade a esse processo, em meio à essa nova conjuntura política de crise do Projeto Democrático Popular”, disse.

Como resultado da reunião, foi constituída uma comissão integrada tanto por partidos como pelos movimentos, para dar continuidade aos debates sobre a reorganização da classe, para articular uma nova reunião nacional e promover reuniões e atividades nos estados.

“Há um consenso na análise de que temos que superar a fragmentação da classe, o apassivamento da classe e de que se está fechando um ciclo da vida política no Brasil. Aquele ciclo que começou com as lutas contra a Ditadura Empresarial-Militar está acabando, e isso coloca os sindicatos e os trabalhadores em uma nova situação. Infelizmente, o ciclo está acabando com um brutal ataque aos trabalhadores. Devemos trabalhar para construir a resistência e a luta em esse novo período”, concluiu Acosta.

 

Fonte: ANDES-SN

Docentes da Ufop sofrem perseguição política ideológica

A Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) foi notificada, no dia 30 de outubro, pela Polícia Federal sobre a abertura de um inquérito policial federal contra os docentes André Luiz Mayer e o ex-reitor da Ufop, Marcone J. Sousa. Eles estão sendo investigados por “desobedecer” uma decisão judicial de 2013 suspendendo as atividades do programa de extensão Centro de Difusão do Comunismo (CDC-Ufop) – que contava com dois projetos e dois grupos de estudo, debate e crítica à ordem do Capital. Os docentes foram intimados a prestarem depoimento, no dia 29 de novembro, em Belo Horizonte (MG). 

Um dos projetos do Centro era o Núcleo de Estudos Marxistas – Liga dos Comunistas -, coordenado pelo André Luiz Mayer, atual presidente da Associação dos Docentes da Ufop (Adufop-Seção Sindical do ANDES-SN). Após a decisão judicial de 2013, o CDC suspendeu as suas atividades, entretanto, a Liga dos Comunistas manteve os trabalhos por ser vinculado ao diretório do Grupo de Pesquisas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A abertura do inquérito foi solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF) em maio deste ano, após uma denúncia anônima sobre a “continuidade das atividades” do Núcleo de Estudos Marxistas.

De acordo com André Luiz Mayer, o inquérito é fruto de uma perseguição política e ideológica, parte de uma política ampla, relacionada às ideias de projetos como o “Escola Sem Partido”. “Esse não é um caso isolado. Está havendo um conjunto de ações que visam perseguir grupos que tencionem o estado das coisas. É uma perseguição política e ideológica”, critica.

Segundo o docente, a defesa tem sido articulada em duas frentes, a jurídica e a política. “Em meio a esse processo fomos recebendo uma série de denúncias de perseguição política dentro da universidade, que não tinham vindo à tona porque ainda não chegaram a um inquérito”, completa André. O docente articula para que os apoiadores da liberdade de cátedra estejam presentes no depoimento, em Belo Horizonte, para demonstrar solidariedade.

Casos semelhantes de perseguição judicial e policial vêm acontecendo contra outros docentes, técnico-administrativos e estudantes em razão da militância política e social em defesa da universidade pública e do direito de organização desses segmentos que compõem a comunidade universitária. Recentemente, os docentes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) foram vítimas de processos administrativos que investigam a “conduta” deles durante a ocupação estudantil no prédio da UTFPR em 2016, contra o desmonte das políticas públicas educacionais, entre elas, a contrarreforma do Ensino Médio e, na época, a “PEC do Teto dos Gastos” – Emenda Constitucional 95/16.

Moção de repúdio

O ANDES-SN publicou uma moção em repúdio a casos como esses, que tem por finalidade “perseguir trabalhadores ou estudantes e enfraquecer a luta por uma sociedade justa, privilegiando assim, os interesses do capital de contenção dessa luta”.

“Expressamos nossa solidariedade e nosso apoio ao professor André Mayer e a todo(a)s militantes que não se intimidam e se mantém, junto com os movimentos sociais, entidades classistas e movimento estudantil, na luta intransigente pela educação pública, gratuita, laica, socialmente referenciada e de qualidade”, diz a nota.

A reitoria da Ufop também declarou seu repúdio ao inquérito e o apoio aos docentes investigados.

Sobre o Núcleo

O Núcleo de Estudos Marxistas é registrado no Diretório dos Grupos de Pesquisa CNPq desde 2009. O núcleo é aberto a toda comunidade acadêmica, realizando encontros quinzenais para leitura e debate de textos da teoria social de Marx sobre o Capital na cena contemporânea e sobre o comunismo, além de incentivar a investigação científica (pesquisa), a produção de artigos e a divulgação em eventos e revistas.

 

Fonte: ANDES-SN

Medida Provisória modifica superficialmente reforma Trabalhista e mantém ataques

O presidente Michel Temer editou, na terça-feira (14), a Medida Provisória (MP) 808/17, que traz algumas modificações superficiais na contrarreforma Trabalhista (Lei 13.467/17). O caráter de ataque direto aos direitos dos trabalhadores, entretanto, não é modificado pela medida.

Inicialmente, a matéria vai ser examinada por uma comissão mista, de deputados e senadores. O prazo para apresentação de emendas ao texto encerra-se na próxima terça-feira (21). Depois da comissão, a MP vai à Câmara e, posteriormente, ao Senado. Enquanto não for analisada pelo Congresso, a MP tem força de lei. A MP tem o prazo de vigência de sessenta dias, prorrogáveis uma vez por igual período. Se não for aprovada no prazo de 45 dias, contados da sua publicação, a MP tranca a pauta de votações do Congresso até que seja votada. Caso não seja aprovada dentro do prazo, a MP perde sua validade.

Imposto sindical

Apesar do divulgado acordo entre o governo de Temer e a burocracia sindical para que a MP trouxesse de volta à legislação o imposto sindical obrigatório, o texto não trata do tema. Deputados ligados às centrais sindicais burocratizadas devem apresentar tal proposta por meio de emenda. Por princípio, o ANDES-SN é contrário à contribuição sindical.

A avaliação do Sindicato Nacional é que o tripé formado por contribuição, investidura e unicidade é prejudicial à luta dos trabalhadores e favorece a formação de burocracias sindicais. Desde 1998 o ANDES-SN publica aviso no Diário Oficial da União (DOU) instruindo às instituições de ensino superior do país a não efetuarem desconto do imposto sindical obrigatório.

O Sindicato Nacional abriu mão deste imposto herdado na legislação brasileira de um dos períodos de maior tutela do Estado sobre as organizações sindicais, e, por decisão política da sua base, vive exclusivamente da contribuição mensal deliberada pela base da categoria em assembleias gerais e congressos.  Tal compromisso é disposição estatutária do ANDES-SN.

Principais mudanças

– Contrato intermitente: A MP estabelece que são necessários 18 meses para a migração de um contrato tradicional para um de caráter intermitente. Mas a regra só valerá para demissões que ocorrem até 31 de dezembro de 2020. A partir daí, será possível demitir e imediatamente recontratar. As novas regras vedam aos trabalhadores intermitentes o acesso ao seguro-desemprego. Estabelecem ainda que aqueles que receberem menos que um salário mínimo, no somatório de um ou mais empregadores, terão que recolher a diferença ao INSS. Caso o trabalhador não complemente a contribuição, o tempo deixará de contar para efeito de concessão de benefícios previdenciários.

– Grávidas e lactantes: Pela redação aprovada inicialmente com a contrarreforma, a mulher poderia trabalhar em locais de insalubridade média ou mínima, a menos que apresentassem um atestado indicando o afastamento. A MP proíbe o trabalho em ambiente insalubre, mas permite a exceção se a gestante apresentar um atestado liberando o serviço. Ou seja, a trabalhadora seguirá sob a ameaça de pressão da empresa, podendo ser obrigada a trabalhar em local que prejudique a sua saúde. No caso das mulheres que estiverem amamentando, no entanto, vale a regra prevista inicialmente pela lei da reforma.

– Ajudas de custo: Ajudas de custo, ainda que habituais, não integram a remuneração do empregado desde que limitadas a 50% do salário mensal. Ou seja, a empresa pode manter pagamento de direitos que, por lei, eram integrados ao salário, como se fossem extras que não entraram na contagem para IR, FGTS e contribuição ao INSS.

– Jornada de 12 por 36 horas: Empresas e funcionários poderão estabelecer a jornada de 12 horas de trabalho com 36 horas de descanso apenas por meio de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Mas, a MP mantém a permissão para que possa ser feito acordo individual por escrito para profissionais e empresas do setor de saúde.

Com informações de CSP-Conlutas, Diap, Agência Senado e Blog do Sakamoto.

 

Fonte: ANDES-SN

Técnico-administrativos em educação entram em greve

Os técnico-administrativos em educação (TAEs) das universidades federais entraram em greve na última sexta-feira (10). A paralisação por tempo indeterminado foi aprovada em uma plenária nacional da Fasubra, realizada no Rio de Janeiro (RJ) em 22 de outubro. Entre as pautas da categoria estão a defesa da educação e dos serviços públicos, o combate ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV), e ao aumento da contribuição previdenciária para servidores e a luta para barrar a contrarreforma da Previdência.

Segundo quadro de greve divulgado pela Fasubra, no dia da deflagração nacional da greve, TAEs de 29 universidades federais já haviam deliberado favoravelmente ao movimento paredista, e em 8 universidades havia sido aprovado o estado de greve.

Em nota, a Fasubra afirma que “a classe trabalhadora nunca presenciou tamanho retrocesso na retirada de direitos. O governo do presidente ilegítimo de Michel Temer tem como objetivo aprofundar e acelerar o ajuste fiscal. Com a aprovação da PEC do Fim do Mundo (EC 95/16), a ampliação da terceirização, a reforma trabalhista, a reforma do ensino e o decreto que fortalece o trabalho escravo no país, o governo federal impõe mais sacrifícios aos trabalhadores”.

A Fasubra também ressalta os ataques à educação pública e aos serviços e servidores públicos. “O pacote de medidas, anunciado nos últimos dias, envolve o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%, a reestruturação das carreiras do serviço público, destruindo conquistas e vitórias acumuladas pelos trabalhadores técnico-administrativos em educação nos últimos anos, com muitas lutas e greves”, completa a nota.

A plenária nacional da Fasubra também deliberou pela participação da categoria na Caravana Nacional à Brasília, no dia 28 de novembro.

Confira os eixos da Greve:

Defesa da Carreira dos TAEs!

Negociação Salarial Já! Nenhum direito a menos!

Contra o aumento da contribuição previdenciária! Não à Reforma da Previdência!

Revogação do PDV!

Em defesa do ensino superior público, gratuito e de qualidade!

Em defesa dos serviços públicos!

Contra o PLS 116/17 – demissão por avaliação negativa (fim da estabilidade)

Em defesa dos hospitais universitários.

Com informações e imagem de Fasubra.

 

Fonte: ANDES-SN

ADUFAC participa do dia de mobilização contra a Reforma Trabalhista

Fórum dos Movimentos Sociais do Acre resiste contra os ataques do Governo

Na última sexta-feira (10), foi realizado o Dia Nacional de Lutas, Mobilizações e Paralisações com atos em todo o país contra as Reformas Trabalhista e da Previdência e outros ataques feitos à população pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Os professores da ADUFAC aderiram ao movimento, que teve a participação de diversas categorias e entidades em uma mobilização concentrada na Praça da Revolução, em Rio Branco. O dia 10 está inserido no calendário de lutas da CSP-Conlutas, do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e do ANDES-SN.

10 de novembro: Dia Nacional de Lutas, Paralisação e Greve

Em todo o país, diversas categorias de trabalhadores – dos setores público e privado – se organizam para mais um grande Dia Nacional de Lutas, Paralisação e Greve, que acontecerá na próxima sexta-feira (10). A data foi incluída no calendário de lutas da CSP-Conlutas, do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e do ANDES-SN.

Várias assembleias de seções sindicais do Sindicato Nacional, dos Setores das Instituições Federais de Ensino (Ifes) e Instituições Estaduais e Municipais de Ensino (Iees/Imes), já deliberaram a adesão dos docentes à data que irá marcar a luta em defesa dos direitos sociais e acontecerá um dia antes da entrada em vigor da Reforma Trabalhista. Paralisações, atos, panfletagens estão programadas nas universidades municipais, estaduais, federais e nos institutos federais, em conjunto com os técnico-administrativos e estudantes.

A presidente do ANDES-SN, Eblin Farage, destaca a importância da mobilização na próxima sexta-feira. “O dia é importante para elevarmos o patamar de luta e a mobilização, a exemplo do que foi o primeiro semestre deste ano. Temos que reagir, de forma organizada e em ampla unidade de ação, com todas as categorias e movimentos sociais, que estão contra a retirada de direitos”, conclamou.

Eblin lembra os diversos ataques que os servidores vêm sofrendo como o Programa de Demissão Voluntária (PDV) e a recém-editada Medida Provisória 805, que, entre outras mudanças, adia para 2019 os reajustes negociados com diversas categorias de servidores e posterga, inclusive, as modificações nas tabelas remuneratórias da carreira do professor federal, previstas para agosto de 2018. Estas tabelas são frutos da Lei 12.772/2012, modificadas pela Lei 13.325/2016. A MP também eleva a contribuição previdenciária, de 11% para 14%, sobre a parcela do salário que exceder R$ 5.531,31 (teto que é pago pelo Regime Geral, a cargo do INSS). “Especialmente, nós, do funcionalismo público, temos o dever de ir para a rua e defender as políticas públicas, a nossa carreira e os direitos sociais”, reforçou.

100 anos da Revolução Russa e a Reorganização dos Trabalhadores

Nos dias 9 e 11 (quinta e sábado), o ANDES-SN realiza, no Rio de Janeiro, o Seminário “100 anos da Revolução Russa e os desafios da (re)organização da classe trabalhadora no Brasil” e a reunião “Reunião nacional de entidades classistas, movimentos sociais e estudantis” para debater a reorganização da classe”.
O seminário acontecerá na sede do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), e é aberto à participação de todas as seções sindicais. Já a reunião será na Escola de Serviço Social da UFRJ – Campus Praia Vermelha.

Confira a programação completa.

Seminário “100 anos da Revolução Russa e os desafios da (re)organização da classe trabalhadora no Brasil”

1º dia – 9 de novembro – Conjuntura e Revolução Russa
Local: Auditório do SINDIPETRO-RJ – Av. Passos, 34 – Centro – Rio de Janeiro – RJ.

9h às 12h: “Crise capitalista mundial e os rebatimentos para a classe trabalhadora”. Palestrante: Virgínia Fontes (UFF)
14h às 18h: “100 anos da revolução russa, 50 anos do assassinato do “Che” e as perspectivas do socialismo na atualidade”.
Palestrantes: Alícia Sagranichiny (LIT-QI), Mauro Iasi (PCB), Felipe Demier, Douglas Diniz (Luta Socialista/Psol-Seção Simpatizante da UIT-QI).
Programação Cultural – Noite

2º dia – 11 de novembro – (Re)organização
Local: Escola de Serviço Social da UFRJ – Campus Praia Vermelha

9h às 12h: “Reunião nacional de entidades classistas, movimentos sociais e estudantis” para debater a reorganização da classe.
1ª  Mesa: Partidos e organizações políticas.
Entidades Convidadas: PSTU; Nova Organização Socialista (NOS); Movimento de Esquerda Socialista (MES); Movimento por uma Alternativa independente e Socialista (MAIS); PCB.
14h às 17h: “Reunião nacional de entidades classistas, movimentos sociais e estudantis” para debater a reorganização da classe.
2ª Mesa: Movimentos Sociais, estudantil e Centrais Sindicais.
Entidades Convidadas: Intersindical- Central Sindical; Oposição de Esquerda da UNE; CSP-Conlutas; MTST; ANEL.
17h às 19h: Sistematização de propostas e encaminhamentos.

 

Fonte: ANDES-SN