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Convocação dos candidatos classificados para a 2ª etapa do Processo Seletivo para contratação de secretária da ADUFAC

A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre – ADUFAC torna pública vem convocar as candidatas listadas abaixo para … More Convocação dos candidatos classificados para a 2ª etapa do Processo Seletivo para contratação de secretária da ADUFAC

Déficit da previdência? Que déficit? Audiência Pública no Senado esclarece a farsa do discurso do Governo Federal

5 de Fevereiro de 2016 às 18:38:59 Fonte: Carta Capital / Adunicentro Dois dias após a presidenta Dilma Rousseff ir ao Congresso … More Déficit da previdência? Que déficit? Audiência Pública no Senado esclarece a farsa do discurso do Governo Federal

Jornada de Mobilização de Aposentados e Aposentadas acontece em agosto

No período de 16 a 18 de agosto deste ano acontece a Jornada de Mobilização de Aposentados e Aposentadas, na sede do ANDES-SN em Brasília (DF). O tema do encontro será “Previdência e perdas históricas dos direitos de aposentadoria”.

A mesa de abertura será na quarta-feira (16) pela manhã. Logo após, será realizado o debate “As perdas históricas de direitos dos aposentados e aposentadas”. De tarde, os docentes aposentados irão ao Congresso Nacional. No dia seguinte, pela manhã, os docentes retornam ao Congresso Nacional e, de 15h às 18h, se encontram na sede do Sindicato Nacional para a troca de experiências dos coletivos de aposentados e aposentadas das sessões sindicais. 

Na sexta (18), das 9h às 12h, será realizado um debate sobre as questões dos aposentados e aposentadas, com o pleno do Grupo de Trabalho de Seguridade Social e Aposentadoria (GTSSA) do ANDES-SN e, a partir das 14h, os participantes do encontro participam de atividade cultural.

Lana Bleicher, 1ª secretária da Regional Nordeste III e uma das coordenadoras do GTSSA do ANDES-SN, ressalta que a Jornada é uma deliberação do 36º Congresso do Sindicato Nacional, realizado em janeiro na cidade de Cuiabá (MT). “Foi uma reivindicação dos docentes aposentados para que o ANDES-SN possa debater profundamente a retirada de direitos desse setor da categoria, que tem acontecido em todos os governos”, diz a docente. Segundo Lana, a Jornada agregará tanto espaços de formação política, quanto mobilização no Congresso Nacional e espaços de troca de experiências entre os docentes.

Agenda temática de lutas

Em consequência da atualização do plano de lutas do Setor das Ifes, durante a realização do 62º Conad, de 13 a 16 de julho, em Niterói (RJ), foi aprovada a agenda temática de lutas para o mês de agosto. Entre os apontamentos está o de “desenvolver ações e debates sobre os impactos da reforma da Previdência e da EC 95/16 em relação aos direitos de aposentadoria e o preenchimento de vagas docentes, bem como os desdobramentos da Portaria Interministerial nº 109/17, ampliando, onde for possível, essa discussão aos conselhos superiores, colegiados de curso, e outras esferas das IFE”, além da elaboração de um Informandes especial com a temática de direitos de aposentadoria e vagas docentes, que contará com a participação das seções sindicais no envio de perguntas acerca da situação em sua respectiva Instituição Federal de Ensino (IFE).

Para mais informações, acesse a Circular n° 222/17

Serviço

Jornada de Mobilização de Aposentados e Aposentadas

Data: 16 a 18 de agosto

Local: Sede do ANDES-SN

Endereço: Setor Comercial Sul (SCS), Quadra 2, Bloco C, Edifício Cedro II, 3º Andar, Brasília (DF).

 

Fonte: ANDES-SN

Angela Davis: ativista anticapitalista mostra o caminho da luta

Em conferência em Salvador, a professora falou sobre a importância do enfrentamento feito pelos movimentos de negras feministas contra o machismo, o racismo e outras formas de opressão

Quem ouve Angela Davis, sem saber de sua história, não imagina a coragem e a liderança revolucionária que estão por trás da voz calma e do constante sorriso na face. Filósofa e militante do feminismo negro, a estadunidense proporcionou ao povo baiano, nesta terça-feira (25), uma noite histórica de força e resistência. Centenas de ativistas, sobretudo, mulheres do movimento de negritude, compareceram à conferência, que não por acaso ocorreu no Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. O evento fez parte do Julho das Pretas, organizado pelo Instituto Odara, Coletivo Angela Davis, Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher e relações de gênero – NEIM / UFBA e UFRB. A atividade foi realizada no salão nobre da Universidade Federal da Bahia, em Salvador.

Aos mais atentos, o cabelo Black Power já demonstra sua ideologia, os cachos grisalhos dão o tom do tempo e mostram que ali existem muitas experiências vividas. Etapas de uma vida que, em sua maioria, foram na militância anticapitalista e antirracista. Conhecida como uma das principais lideranças mundiais do movimento feminista negro, Angela milita desde a década de 60 contra as discriminações social, racial e pelos direitos das mulheres. Foi na década seguinte, após sua contravertida prisão, que a luta da ativista ganhou notoriedade, com milhares de apoiadores em todo o mundo. Davis já integrou organizações políticas como o Partido Comunista americano e o movimento Black Power e apoiou o Panteras Negras.

As primeiras análises da conferencista foram referentes ao atual retrocesso conservador, no cenário político mundial. Angela citou que a guinada à direita acontece em vários países da Europa, nos Estados Unidos, na América do Sul e, especialmente, no Brasil. Após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que denominou como “golpe antidemocrático”, Davis observou que os movimentos das mulheres negras brasileiras surgem como a melhor condição de resistência e mudança do país. Afirmou que as feministas estadunidenses viram com muita satisfação a reação nas ruas, proporcionada pela Marcha das Mulheres Negras, em 2016, que fizeram o enfrentamento ao governo Temer.

Após lamentar a eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos, Angela Davis ressaltou a resistência das negras. “Não podemos esquecer que apenas um dia após a posse do atual presidente, o movimento das mulheres negras levou à Washington três vezes mais manifestantes do que na posse de Trump”, afirmou. Naquele período, cerca de 5 milhões de mulheres, em todo o mundo, ocuparam as ruas em protesto contra o novo chefe de estado. Para se contrapor ao presidente, a ativista ressalta que a tarefa é resistir. Todos os dias acontecerá a resistência ao capitalismo, ao heteropatriarcado, ao preconceito, ao ataque do Capital ao meio ambiente.

Protagonismo feminino
De acordo com Angela Davis, após tantas décadas de luta, as mulheres finalmente começam a ser reconhecidas por manterem acesas as chamas da liberdade. Diferente do que acontece com outros modelos de lideranças, a protagonizada pelo sexo feminino não é baseada em carisma ou individualismo, mas enfatiza as intervenções coletivas e apelo às comunidades em luta. “A liderança feminina negra é fundamentalmente coletiva”, reforça Angela.
Segundo a ativista, outra característica fundamental trazida pelas lideranças feministas negras é a necessidade de ir além das questões de raça e classe. Torna-se importante superar o binário de gênero, pois é preciso incluir as mulheres trans, as encarceradas, as com deficiência e demais grupos minoritários.

Aprendendo com as brasileiras
Essa foi a sexta vez que Angela Davis veio ao Brasil, sendo a sua quarta visita à Bahia. Em seu relato, ela citou que, embora haja muitas figuras nos Estados Unidos associadas à luta do movimento negro, que têm suas ideias difundidas pelo mundo, as estadunidenses precisam aprender com as histórias de resistência das negras brasileiras. Angela cita que a antropóloga feminista Lélia Gonzalez, antes do conceito de interseccionalidade, já pautava que deveria existir a complexa relação classe, raça e gênero, mas, também com a inclusão das negras e dos povos indígenas.

Ainda sobre as lutas das negras brasileiras, Davis cita que também é necessário aprender o poder feminino negro presente no candomblé. A organização política das domésticas em sindicatos também recebe especial atenção da conferencista. Ela relata que, nos Estados Unidos, a categoria das domésticas ainda não teve êxito na organização enquanto classe trabalhadora.

Complexo industrial carcerário 
Presa em 1970, por um suposto auxílio a réus negros, em uma tentativa da fuga de um tribunal, Angela sentiu na carne o que era a vida na cadeia. Após julgada e absolvida, foi solta meses depois, com massiva repercussão na imprensa mundial. Para ela, o sistema carcerário é um “vasto depósito de lixo, no qual as pessoas sem importância são descartadas”, sendo que os indivíduos identificados como sem relevância são, geralmente, as mulheres negras, os muçulmanos e os indígenas.

Para ratificar o que ela chama de indústria carcerária, traz dados alarmantes: os Estados Unidos aprisionam 1/4 da população carcerária do mundo. Das presidiárias femininas, aproximadamente 1/3 também estão em solo norte americano. Já no Brasil, 2/3 das mulheres encarceradas são negras. De acordo com Davis, o cenário reflete o tipo de sistema capitalista global e como ele negligencia o ser humano em seus pontos mais básicos: moradia, educação, saúde, entre outros.

Reprodução da violência
A violência cotidiana cometida, geralmente, por maridos e namorados também foi trazida à discussão. Na análise de Angela, a violência doméstica está diretamente ligada à violência estatal e policial. “Temos que acabar com o encarceramento como forma principal institucional de punição. Temos que ter formas de justiça decoloniais, que não tenham como principal método a violência”, falou a professora.

Resistência da mulher negra
Já próximo ao final da conferência, Angela Davis reforçou sobre a necessidade de permanecer em resistência, principalmente, em período de aumento do conservadorismo.

Na ótica da ativista, no Brasil atual de medidas reacionárias, o mito da democracia racial foi completamente exposto. Este momento é a chance para que o movimento das mulheres negras possa ser assimilado. “Não queremos ser inclusas em uma sociedade racista, misógina e heteropatriarcal. Dizemos não à pobreza e não queremos ser contidas dentro de uma estrutura capitalista, que visa o lucro e não o ser humano”, explicou a revolucionária Davis.

Angela diz reconhecer os que defendem as reformas institucionais e carcerárias, mas frisa que isso não basta. A militante finaliza convocando todas à mudança, por meio da união para além das fronteiras geográficas, na construção do feminismo radical negro decolonial. Uma luta coletiva que grita “sim ao feminismo abolicionista e não ao feminismo carcerário”.

*Murilo Bereta, da Aduneb SSind. especial para o ANDES-SN

 

Fonte: Aduneb SSind

MST realiza Jornada de Luta pela Reforma Agrária

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) iniciou, na terça-feira (25), mais uma Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Com o lema “Corruptos, devolvam nossas terras!”, os sem-terra exigem que seja feita reforma agrária nas terras de propriedade de parlamentares e empresários denunciados por corrupção.

Foram realizadas, desde a manhã de terça, diversas ocupações de terras por todo o Brasil para denunciar o apoio do agronegócio ao governo de Temer – que retribui com o avanço no desmonte da agenda ambiental, a liberação da grilagem de terras, a permissão do aumento do desmatamento e o congelamento de novas demarcações de terras indígenas e quilombolas, além da paralisação da reforma agrária e o aumento da violência no campo.

Em Piraí (RJ), a fazenda escolhida para a ocupação foi a de propriedade de Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e investigado em dezenas de casos de corrupção. A fazenda é local de lavagem de dinheiro, e ali funcionou uma empresa que servia para receber propinas em contratos de venda de jogos da seleção brasileira de futebol. Em Duartina (SP), a fazenda ocupada foi de Coronel Lima, que o MST classifica como “laranja” de Michel Temer. No Mato Grosso, os sem terra ocuparam a fazenda de Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do atual governo federal e ex-governador do estado.

Em São Joaquim de Bicas (MG), o MST ocupou a fazenda de Eike Batista. As terras do empresário estão abandonadas, depois de terem sofrido crimes ambientais devido à exploração mineral desordenada. Em Aracaju (SE), São Luis (MA), Recife (PE) e em Salvador (BA), o movimento ocupou a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Também houve ocupação de terras no Mato Grosso do Sul e no Rio Grande do Norte – essa em fazenda de Henrique Eduardo Alves, ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-ministro do Turismo nos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer.

Com informações de Brasil de Fato e MST. Imagem de MST.

Fonte: ANDES-SN

 

Servidores Federais solicitam audiência com ministro do Planejamento

Pauta de reivindicações dos SPF foi protocolada em fevereiro e segue sem resposta

Na tarde de quarta-feira (26), o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) protocolou, no Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (Mpog), um documento no qual solicita uma audiência com o ministro para debater a Pauta de Reivindicações dos SPF – entregue ao governo em fevereiro e não respondida desde então. Os representantes do Fonasefe, entre os quais diretores do ANDES-SN, foram impedidos de entrar no prédio do Mpog, e o protocolo teve de ser realizado na entrada do ministério.

Jacob Paiva, 1º secretário e um dos coordenadores do Setor das Instituições Federais de Ensino (Setor das Ifes) do ANDES-SN, afirmou que o Fonasefe espera ser recebido em audiência pelo ministro para debater a pauta de reivindicações dos servidores federais. “A expectativa em solicitar essa audiência é sensibilizar o ministro para que o Estado brasileiro respeite a Constituição Federal e as convenções internacionais de direitos dos trabalhadores, para que tenhamos com urgência essa audiência. Queremos a resposta do governo à pauta do Fonasefe”, diz o docente. 

“Alguns ministérios, isoladamente, têm recebido entidades sindicais e afirmaram que dificilmente haverá atendimento às reivindicações salariais em razão da crise econômica e da Emenda Constitucional (EC) 95, do teto de gastos. Isso corrobora com a posição que o Fonasefe e o ANDES-SN tinham, de que o governo usaria a EC 95 como desculpa para se negar a conceder a recomposição das perdas salariais, bem como discutir outros aspectos da nossa pauta”, critica Jacob.

Confira aqui o documento protocolado

A pauta do Fonasefe

A pauta protocolada em fevereiro aponta os três eixos de reivindicações dos servidores públicos federais: Negociação e Política Salarial; Previdência; e Condições de Trabalho e Financiamento.

Dentre as principais exigências, se destacam a luta por uma política salarial permanente; paridade entre ativos, aposentados e pensionistas; definição de data-base (1º de maio); isonomia salarial entre os poderes e de todos os benefícios. Neste ano, com os ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários, os servidores especificaram, também, a retirada das propostas de contrarreformas da Previdência e Trabalhista, e a revogação da Emenda Constitucional (EC) 95/2016 (antiga PEC 55) e da Lei 156/2016 (antigo PLP 257).

No que diz respeito à Previdência, as categorias exigem a anulação da reforma da Previdência de 2003 e a retirada de pauta da PEC 287; revogação do Funpresp e o fim da adesão automática; a garantia de aposentadoria integral; aprovação da PEC 555/06, que extingue a cobrança previdenciária dos aposentados, e da PEC 56/2014, que trata da aposentadoria por invalidez; extinção do fator previdenciário e da fórmula 90/100; entre outros.

Sobre Condições de Trabalho e Financiamento, os SPF reivindicam a liberação de dirigentes sindicais com ônus para o Estado; o fim da terceirização e toda forma de precarização, com a retirada do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 30/15, das terceirizações; o fim da privatização no serviço público; criação de novas vagas para concurso público; revogação da lei de criação das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e Organizações Sociais (OS); contra a exigência de controle de ponto por via eletrônica no serviço público; pelo cumprimento dos acordos assinados entre entidades do SPF e governo federal; entre outras medidas.

Fonte: ANDES-SN

 

II Etapa do Curso de Formação Política e Sindical abordará questão indígena

 

Nos dias 18 e 19 de agosto, a cidade de Dourados (MS) receberá a segunda etapa, de uma série de quatro, da edição de 2017 do Curso Nacional de Formação Política e Sindical do ANDES-SN, que tem como eixo central: “Movimentos Sociais: exploração, opressão e revolução”. O segundo encontro, cuja temática é “Indígenas, opressão pelo viés de classe na perspectiva revolucionária”, terá atividades na sede da Associação dos Docentes da UFGD (Adufdourados – Seção Sindical do ANDES-SN, na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e também saídas de campo, com visita à Reserva Jaguapirú e à escola da Aldeia Panambizinho. Confira a programação completa.

O curso atende à resolução do 36° Congresso do Sindicato Nacional, ocorrido em janeiro deste ano em Cuiabá (MT), e está sendo organizado pelo Grupo de Trabalho de Política de Formação Sindical (GTPFS) do Sindicato Nacional em parceria com a Adufdourados – SSind. As inscrições poderão ser feitas até o dia 10 de agosto.

Entre os objetivos dessa segunda etapa está o de compreender o processo de colonização ao qual os povos indígenas têm sido submetidos no Brasil; analisar os mecanismos de opressão e exploração aos quais os povos indígenas têm sido submetidos pelo Estado brasileiro e pelo agronegócio; compreender a natureza os direitos indígenas no ordenamento jurídico nacional; e, ainda, refletir sobre o papel do movimento sindical na construção de mecanismos para a libertação dos povos indígenas por meio de um caminho de luta revolucionária.

Para que os docentes possam aprofundar os debates, foi recomendada a leitura prévia do volume 2 do relatório da Comissão Nacional da Verdade, da tese de doutorado de Thiago Cavalcante “Colonialismo, Território e Territorialidade: a luta pela terra dos Guarani e Kaiowa em Mato Grosso do Sul”, do livro “’Terra indígena’: aspectos históricos da construção e aplicação de um conceito jurídico”, do mesmo autor, do relatório do Cimi “Violência contra os povos indígena no Brasil. Dados de 2015”, e do relatório da Plataforma de Direitos Humanos Dhesca Brasil “Violações de direitos humanos dos indígenas no Estado de Mato Grosso do Sul”.

Inscrições

O Sindicato Nacional disponibilizou 50 vagas para as seções sindicais do ANDES-SN, que terão até às 14h, do dia 10 de agosto para indicar os docentes interessados em participar do encontro, através do e-mail secretaria@andes.org.br, com o nome completo, e-mail e telefone de contato do indicado. É necessário colocar no assunto do e-mail “Curso Nacional de Formação Política e Sindical do ANDES-SN”.

Cada seção sindical terá direito a uma indicação, e o preenchimento das vagas será definido a partir da ordem cronológica dos pedidos. As que desejarem enviar mais de um participante deverão informar tal demanda no pedido de inscrição do seu representante. A confirmação das inscrições dos demais representantes de uma mesma seção sindical dependerá da existência de vagas remanescentes.

Serviço
II Etapa do Curso de Formação Política e Sindical
Tema: “Indígenas, opressão pelo viés de classe na perspectiva revolucionária”
Data: 18 e 19 de agosto
Local: Dourados (MS)

Saiba Mais
ANDES-SN realiza o 1º encontro do Curso de Formação Política e Sindical em 2017

Curso Nacional de Formação Política e Sindical do ANDES-SN termina após 4 etapas

 

Fonte: ANDES-SN

Governo publica medida provisória com plano de demissão voluntária para servidores

Uma medida que trata do Programa de Desligamento Voluntário (PDV) no âmbito do Poder Executivo Federal foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (27). A Medida Provisória (MP) nº 792/17, assinada pelo presidente Michel Temer, tem como objetivo demitir 5 mil servidores públicos federais e economizar, de acordo com cálculos do governo, cerca de R$ 1 bilhão por ano. O ajuste fiscal, iniciado no final de 2014, vem se intensificando nos últimos meses com o governo ilegítimo de Michel Temer.

O PDV valerá para servidores do Poder Executivo. Os trabalhadores que aceitarem o desligamento vão receber 1,25 salário para cada ano trabalhado. Por exemplo, um servidor que tenha remuneração de R$ 5 mil por mês, caso resolva aderir ao plano de demissão voluntária, vai receber mais R$ 6,2 mil por cada ano de serviço prestado.

O Programa também prevê a redução da jornada de 8 horas diárias e 40 semanais para 6 ou 4 horas diárias e 30 ou 20 horas semanais, respectivamente, com redução proporcional do salário, calculada sobre o total da remuneração. Como incentivo à diminuição da jornada e do salário, o governo oferece o pagamento adicional correspondente a meia hora diária. Os funcionários públicos que optarem por uma jornada reduzida poderão ter outro emprego no setor privado, desde que não haja conflito de interesses entre as duas atividades.

Outra proposta apresentada no PDV do governo é a licença incentivada em pecúnia sem remuneração. Pela proposta, o servidor tira uma licença não remunerada de três anos, que pode ser prorrogável por igual período, e recebe, no momento da suspensão das atividades, um valor correspondente a três vezes seu salário. É proibida a interrupção da licença.

Eblin Farage, presidente do ANDES-SN, explica que o Programa de Demissão Voluntária faz parte um conjunto de medidas que visam o total desmonte dos serviços púbicos no país – como exemplo, a Emenda Constitucional (EC) 95, que congela gastos públicos por 20 anos -, para manter o pagamento de juros e amortizações da dívida ao sistema financeiro e aumentar a arrecadação da União.

“Esse conjunto de medidas, que o governo vem intensificando, tem como foco central a diminuição de políticas públicas para diminuir os gastos e se ‘adequar’ à EC 95. E, uma dessas formas, é diminuir o número de servidores públicos. Se o contingente que o governo espera de adesão do PDV se concretizar, as nossas políticas públicas estarão condenadas para o segundo semestre de 2017”, alerta a presidente do Sindicato Nacional, que antecipa que o PDV, certamente, se replicará nos estados e municípios.

Eblin Farage alerta também para o preocupante fato de uma redução significativa do quadro de servidores públicos, que já está escasso com a suspensão de concursos, e que ainda deve diminuir com o aumento pedidos de aposentadoria daqueles que têm receio de perder direitos a contrarreforma da Previdência seja aprovada.

“Atacar os servidores é uma maneira de atacar toda a classe trabalhadora, porque, automaticamente, os serviços serão diminuídos ou até suspensos. Em cada lugar que um funcionário aderir ao PDV, serão menos servidores para atender a população, em áreas essenciais como Saúde, Educação, Previdência, Segurança e outras”, disse. Confira o texto do PDV.

Demissão de Servidores
Não é de hoje que o governo federal tenta emplacar o PDV para os servidores públicos federais, estaduais e municipais. A proposta quase foi aprovada no Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/16, enviado pela ex-presidente Dilma Rousseff, em abril do ano passado. O projeto previa, entre outras medidas, a suspensão dos concursos públicos, congelamento de salários, não pagamento de progressões e outras vantagens (como gratificações) e, ainda, o programa de demissão. Durante as votações do PLP 257 no Congresso Nacional, o PDV, e outros ataques aos servidores, foi retirado.

Logo depois, já no governo Temer, foi enviado ao Congresso o PLP 343/2017, que também trata do renegociamento de dívida dos estados e municípios com a União e recuperou em seu texto uma série de propostas que foram retiradas do PLP 257, como a autorização de contratação de crédito, com garantia da União, financiar programas de desligamento voluntário de pessoal, em troca da renegociação das dívidas.  O PLP 343/2017, convertido em maio na Lei Complementar 159/2017 prevê ainda, entre outras medidas, a instituição de regime de previdência complementar nos estados e municípios e a revisão do regime jurídico único dos servidores estaduais da administração pública direta, autárquica e fundacional para suprimir benefícios ou vantagens não previstos no regime jurídico único dos servidores públicos da União.

Para a presidente do ANDES-SN, o PDV não pode ser uma alternativa ao trabalhador. Eblin Farage relembra que o Programa realizado na década de 90, no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), resultou em um número grande de casos de suicídio no país.

“O PDV tem um lado extremamente cruel, como o que ocorreu na época do governo FHC, que ninguém mostra. Muitos servidores se suicidaram, pois não conseguiram retornar ao mercado de trabalho. O Programa vai atrair aqueles servidores que estão adoecidos por conta das condições precárias de trabalho e endividados, cada vez mais, por conta do congelamento dos seus salários. Eles veem o PDV como uma saída imediata para resolver o seu problema imediato, mas em médio prazo a situação não se resolve, pois o trabalhador não consegue se inserir no mercado de trabalho, e passa a ter uma condição de vida ainda mais precarizada”, afirma.

Para Eblin Farage, “o servidor que aderir ao PDV perderá a sua estabilidade no serviço público para se inserir, depois, em uma economia totalmente insegura, que só atende os interesses do mercado financeiro e coloca nas costas do trabalhador a conta”. A presidente do ANDES-SN conclama ainda toda a categoria docente a se posicionar contrária à esse plano e intensificar a luta contra os ataques aos trabalhadores e aos serviços públicos, que resultam, entre outras coisas, no desmonte da Educação pública e gratuita, especialmente das universidades e institutos federais.

Isenções fiscais, dívidas e empréstimos
Nos últimos meses, Michel Temer concedeu uma série de isenções fiscais às empresas, perdoou dívidas bilionárias de bancos, autorizou empréstimos a bancos internacionais e liberou a emendas parlamentares. De janeiro a junho, segundo levantamento da ONG Contas Abertas, o total liberado pelo governo para emendas foi de R$ 2,12 bilhões. Nas três primeiras semanas de julho, foram liberados R$ 2,11 bilhões de acordo com a entidade. O período corresponde ao de votação, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, da denúncia de corrupção contra o presidente Michel Temer, e também de conclusão da votação da contrarreforma Trabalhista.

Recentemente, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, decidiu favoravelmente ao Itaú-Unibanco e Santander, em processo que cobrava, das empresas, o não pagamento de tributos em valor superior a R$ 25 bilhões à Receita Federal e R$ 338 milhões de cobranças de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), respectivamente.

No dia 17 de julho, o Ministério da Educação (MEC) foi autorizado pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (Mpog) a solicitar um empréstimo de até US$ 250 milhões (cerca de R$ 800 milhões) ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), do Bando Mundial, para implementar a contrarreforma do Ensino Médio nos estados brasileiros.

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Fonte: ANDES-SN

CONVOCAÇÃO

 

O Presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre – ADUFAC, no uso de suas atribuições legais e em conformidade com o que preceitua o Art. 47 do Estatuto Social, bem como o Art. 14 de seu Regimento Interno, convoca todos docentes para uma Assembleia Geral, dia 03/08/2017 (Quinta-Feira), às 14h30 no Auditório da Entidade.

PAUTA:

  • Informes locais e nacionais.
  • Analise de Conjuntura.
  • Escolha de representantes para o Encontro de Mobilização Nacional dos Aposentados em Brasília.
  • Discussão dos Docentes que tem a receber retroativos referente a exercícios anteriores na UFAC.
  • Discussão nova exigência de apresentação do diploma para progressão vertical nas IFE.

 

 

 

 

Rio Branco, AC-25 de Julho de 2017

 

Prof. Dr. José Sávio da Costa Maia

Presidente

Mineiros peruanos deflagram greve por tempo indeterminado

Trabalhadores do setor do minério do Peru iniciaram, na última quarta-feira (19), uma greve por tempo indeterminado, em protesto contra uma série de medidas anti-trabalhistas promulgadas em maio deste ano, a reforma Trabalhista do presidente Pedro Paulo Kuczynski (conhecido como PPK), em curso, e o projeto mineiro Tia Maria, que já deixou três mortos e mais de 200 feridos. O Peru é o segundo maior produtor mundial de cobre e a mineração corresponde por 60% das exportações do país.

De acordo com o presidente da Federação Nacional de Trabalhadores Mineiros, Metalúrgicos e Siderúrgicos do Peru, Ricardo Juarez, trabalhadores de 50 sindicatos estão paralisados contra a reforma Trabalhista do governo, que facilita demissões, restringe a segurança no trabalho, enfraquecendo os organismos de inspeção do trabalho, entre outras medidas.  Os mineiros exigem melhores condições de segurança e saúde no trabalho, e maiores salários.

Professores em greve

O governo do Peru decretou estado de emergência na província de San Roman, na região de Puno e Cusco, Wanchaq, San Sebastián, Ollantaytambo e Machu Picchu, após protestos de professores contra as políticas econômicas do governo PPK. Em greve desde o dia 15 de junho, os professores têm feito manifestações em aeroportos, estradas e linhas de transporte até as ruínas de Machu Picchu.

A medida suspende por 30 dias os direitos constitucionais ligadas à liberdade e segurança individual, à liberdade de movimento e de montagem e permite buscas e detenções sem ordem judicial. A ministra da Educação, Marilú Martens Cortés, anunciou que cortará o ponto dos docentes que estão em greve.
 

Com informações de Telesur, da Federal Nacional de Trabalhadores Mineiros, Metalúrgicos e Siderúrgicos do Peru e Diario Correo. Imagem de Izquierda Diário.

 

Fonte: ANDES-SN

 

Cortes orçamentários ameaçam funcionamento das Instituições Federais de Ensino

A série de cortes e contingenciamentos no orçamento do Ministério da Educação (MEC) para as Instituições Federais de Ensino (Ifes) tem ameaçado a continuidade das atividades acadêmicas de norte a sul do país. As Ifes sofrem desde 2015 com repetidas reduções nos valores repassados pela União para custeio e manutenção das instituições.

Os impactos no enxugamento dos recursos já são sentidos há um tempo pela comunidade acadêmica, com a precarização das condições de trabalho, de infraestrutura e também de permanência estudantil. Muitos reitores vêm, inclusive, se manifestando publicamente, afirmando que, depois de setembro, não haverá condições financeiras para manter as instituições funcionando.

De acordo com a Associação Nacional Dos Dirigentes Das Instituições Federais De Ensino Superior (Andifes), em 2017, o custeio das universidades federais foi reduzido em R$ 1,7 milhão, e os investimentos tiveram uma queda de R$ 40,1 milhões. Em comparação com o orçamento de 2016, levando em conta o Índice de Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o orçamento das universidades federais teve uma perda de 11,8% e o corte nos investimentos foi de 46,2%. Além disso, há o problema de que o governo não libera a totalidade dos recursos, já escassos. O limite liberado para custeio foi de 70%, enquanto apenas 40% foram liberados para investimentos.

Já de acordo com o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF), o orçamento e investimento da rede de Institutos Federais teve uma queda acentuada a partir de 2016. Em 2017 com o corte, os institutos receberam apenas R$ 291 milhões. De 2014 a 2017, o investimento por aluno caiu em 24% e a permanência estudantil também sofreu uma queda.

Segundo Rogério Marzola, coordenador geral da Fasubra, a partir da Emenda Constitucional 95/16 (antiga PEC 55/16), a previsão de orçamento para 2017, de acordo com a Lei Orçamentária Anual (LOA), seriam os gastos de 2016, mais os restos a pagar, “o que deveria gerar congelamento de salários, auxílios e concursos, punindo os trabalhadores com o corte orçamentário”, explicou.

Marzola denunciou a redução dos recursos nas universidades, “na LOA de 2017, o recurso foi subtraído em quase 7% a menos em relação a 2016. No âmbito do Ministério da Educação (MEC) isso significa R$ 4,3 bilhões, ou 12% de seu orçamento”, disse em audiência pública na Câmara dos Deputados.

Avaliação

Cláudio Ribeiro, 2º vice-presidente da Regional Rio de Janeiro e um dos coordenadores do Setor das Ifes do ANDES-SN, afirma que a redução no orçamento é um problema enfrentado há tempos, mas que se agrava principalmente após a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), na medida em que se começa a diminuir o repasse de recursos para as instituições públicas, e, ao mesmo tempo, a se utilizar mais verbas públicas para financiamento das instituições privadas.

“Esse quadro piora com a aprovação da Emenda Constitucional 95, pois, a partir dessa da nova lei, o orçamento da educação, que foi calculado esse ano, servirá como referência para os próximos 19 anos”, ressalta o docente. O coordenador do Setor das Ifes lembra, ainda, que os cortes incidem, inicialmente, sobre os setores mais precarizados das instituições de ensino, por meio da demissão de terceirizados e de corte de bolsas estudantis.

Cláudio Ribeiro encerra citando a agenda de lutas e de mobilizações do Setor das Ifes, aprovada durante o 62º Conad, realizado no mês de julho em Niterói (RJ). A agenda é dividida por temas, e entre eles está a luta por orçamento. “Já temos um calendário de ações como resposta aos ataques que estamos sofrendo. No dia 11 de agosto, por exemplo, haverá uma grande manifestação em defesa da educação pública, organizada em conjunto com Fasubra e Sinasefe”, conclui o docente.

Exemplos de crise se espalham pelo país

Em informes dados durante a última reunião do Setor das Ifes do ANDES-SN, algumas seções sindicais relataram as dificuldades enfrentadas pelas suas instituições diante dos cortes e contingenciamentos. Segundo o relato dos docentes, a Universidade Federal do Acre (Ufac), por exemplo, tem orçamento apenas até setembro. Na Universidade Federal do Piauí (Ufpi), a reitoria afirmou que haverá grande impacto nas verbas de custeio, afetando contratação e manutenção dos terceirizados. A Ufpi recebeu nesse ano, até o momento, apenas 20% do orçamento capital e 60% dos recursos para custeio.

Na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), entre o exercício empenhado em 2016 e o exercício autorizado de 2017, houve uma redução no orçamento na ordem de 22,64% e, com o bloqueio de 15% para o exercício de 2017, essa redução atinge 34,24% do orçamento da instituição. Já na Universidade Federal do Rio Grande (Furg), houve demissão de 122 terceirizados nas áreas de limpeza, portaria, segurança e motorista; foram cortadas as saídas de campo, pois a universidade não teve condições de continuar o contrato com uma empresa de ônibus; não há mais novas vagas na Casa do Estudante; e, de acordo com a reitoria, sem novas verbas, não há condições de seguir as atividades acadêmicas até setembro.

Na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no mês de junho, a administração superior optou pelo desligamento de cerca de 25% dos contratos de trabalhadores terceirizados. Segundo o reitor da UFPel, Pedro Hallal, a medida foi necessária devido aos bloqueios de orçamento do Executivo. Até então, tinham sido liberados 60% do orçamento de custeio e 30% do orçamento de capital previstos para 2017. A expectativa é de que sejam liberados entre 85% e 90% do total de custeio até o fim do ano. Quanto à receita de capital, a reitoria teme que não haja liberação nem de 50%.

Na Universidade de Brasília (UnB) também houve, recentemente, demissão de terceirizados por falta de recursos. O orçamento da instituição sofreu corte de 45%, segundo informação do dirigente da Fasubra, Rogério Marzola. Ele disse ainda que na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por exemplo, em 30 meses foi subtraído cerca de R$ 150 milhões do financiamento e na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) ocorrem demissões desde abril por falta de recursos.

Na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o discurso é o mesmo: após setembro, não há condições de funcionamento. Foi o que disse o pró-reitor de Planejamento e Administração (Proplad), Darizon Alves de Andrade, em reunião do Conselho Diretor (Condir). O pró-reitor informou que, em 2016, a UFU obteve cerca de R$ 30 milhões para a realização de investimentos. Em 2017, esta rubrica sofreu um duro corte, com redução de cerca de 50%, chegando a R$ 15,230 milhões. Como se não bastasse, o governo federal contingenciou 37% deste montante nos últimos meses, retirando mais R$ 5,644 milhões desta rubrica. Em suma, o orçamento real da UFU para investimentos para todo o segundo semestre de 2017 é de R$ 9,585 milhões. Andrade também informou que a UFU já executou 98,47% deste montante. Isso quer dizer que, para todo o segundo semestre do ano de 2017, a UFU contará com apenas R$ 239,7 mil para fazer todos os seus investimentos.

 

Fonte: ANDES-SN

Seminário paralelo à SBPC debate produção de ciência e tecnologia para o povo

Para fazer contraponto à política de desmonte e privatização a produção científica pública no Brasil, foi realizado, nos dias 18 e 19 de julho, o seminário “Universidade e Política de C&T: por uma ciência e tecnologia para o povo”, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. O evento, organizado pelo ANDES-SN em parceria com o Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública (MCTP), aconteceu em paralelo à 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e marcou oposição à postura da entidade, que não abre espaços para discussões sobre políticas tão controversas nessa área, como é o caso do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Durante dois dias, o evento debateu questões referentes às políticas e produção de Ciência e Tecnologia (C&T) no país. Na abertura do seminário, representantes das entidades envolvidas na organização do evento e convidados falaram sobre a importância da iniciativa, realizada em um momento de forte desmonte do Estado e da necessidade de resistência aos ataques que vem sendo cometidos contra o povo. Mais cedo, no local onde ocorria a reunião anual da SBPC, no campus da UFMG, houve panfletagem com entrega de uma cartilha editada pelo ANDES-SN e da programação do seminário.

No final da tarde de terça-feira (18), ocorreu a primeira mesa “Dependência, desenvolvimento e política de C&T na América Latina” com os professores Nildo Ouriques, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e José Domingues de Godoi Filho, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e representante da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat – Seção Sindical do ANDES-SN). Os docentes fizeram críticas em relação ao atual processo de produção de C&T no país, às relações entre empresas, universidades e Estado, as formas como são conduzidas as políticas para estas áreas e as graves consequências para o país.

No dia seguinte (19), a mesa “Política industrial, meio ambiente e Marco Legal de CTI” contou com participação de Epitácio Macário, 3° tesoureiro e um dos coordenadores do Grupo de Trabalho de Ciência e Tecnologia do ANDES-SN (GTCT) do ANDES-SN, e Rafael Lopo, do Grupo de Estudos Temáticas Ambientais (Gesta) da UFMG, que explicou como o crime ambiental cometido pela Samarco em Mariana, interior do estado de Minas, afetou a vida da população. Já Macário falou sobre o Marco Legal e os impactos da medida na condução de C&T no país, nas universidades e institutos públicos e para a carreira de professor e pesquisador, com a possível disseminação das Organizações Sociais (OS) dentro destes espaços.

No início da tarde, o seminário, através da professora Angélica Lovatto e diretora da Associação dos Docentes da Universidade Estadual Paulista (Adunesp – SSind.), homenageou a obra e vida do intelectual e sociólogo, Antonio Candido, que faleceu este ano. Após a homenagem, ocorreu o lançamento de algumas publicações. Entre elas, a cartilha “Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13.243/16): riscos e consequências para as universidades e a produção científica no Brasil” e a revista Universidade e Sociedade n° 59 “Limites do capital: questões urbanas, agrárias, ambientais e de ciência e tecnologia”, ambas publicações do ANDES-SN.

A última mesa do evento, “Universidade e Política de C&T no Brasil”, com as explanações pelo professor Luiz Fernando Reis, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), que falou sobre a dívida pública brasileira, o financiamento das universidades federais e de Ciência e Tecnologia no Brasil. O pesquisador Rogério Bezerra da Silva, do Grupo de Análise de Políticas de Inovação (Gapi) da Universidade de Campinas (Unicamp) e do MCTP, falou sobre parques tecnológicos e o MCTI.

Segundo Epitácio Macário, diretor do ANDES-SN, o seminário resultou, no mínimo, em três elementos importantes. “O primeiro ponto a ser destacado é que conseguimos distribuir as cartilhas sobre o Marco Legal para 1, 5 mil pessoas que participaram de ambos os seminários de C&T [a reunião da SBPC e o evento paralelo]. Em segundo, a temática tratada nosso seminário levantou questões da relação entre a produção e política de C&T, a política industrial, o modelo de desenvolvimento brasileiro e a dependência do Brasil e da América Latina em relação aos países centrais. Por último, os palestrantes abriram novos caminhos em torno da Ciência e Tecnologia e, um deles, é que precisamos tratar este tema dentro de um projeto de nação e de emancipação da classe trabalhadora”, pontuou Macário.
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ANDES-SN promove seminário sobre Ciência e Tecnologia em Belo Horizonte (MG)

*Foto 1: Matheus Ruas / Sindicefet MG SSind.

*Foto 2: Veronique Hourcade

 

Fonte: ANDES-SN

Entidades acionam Ministério Público para anular contrarreforma fundiária

A medida provisória, já aprovada e sancionada, legaliza a ‘grilagem’ de terras e impede a Reforma Agrária no país

As entidades Fian Brasil – Rede de Informação e Ação pelo Direito a se Alimentar -, do Instituto de Regularização Fundiária Popular (IRFUP), do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Distrito Federal (IAB/DF)-, e do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) acionaram o Ministério Público Federal (MPF) para que este ingresse com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a recente Lei nº 13.465/17, que trata da regulamentação da questão fundiária urbana e rural em todo o país, como também no âmbito da Amazônica Legal – que abrange os estados do Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Acre, Tocantins, Amapá e parte do Maranhão.
Daniel Beltrá/Greenpeace
A nova lei permite, entre outros pontos, a regularização de grandes condomínios construídos em terras ‘griladas’, a compra de lotes da Reforma Agrária por ruralistas após dez anos da titulação e a venda de terras na Amazônia Legal. Críticos a nova lei, afirmam que medida aumentará a pobreza no campo e o êxodo rural, além de facilitar a vida dos grileiros em todo o país e fragilizar os pequenos proprietários, além de promover a reconcentração de terras. Já o governo federal defende que a medida pode beneficiar 150 mil famílias com título definitivo de propriedade.

A Lei 13.465/17 é oriunda da Medida Provisória (MP) nº. 759/16, enviada ao Congresso Nacional pelo presidente Michel Temer no final do ano passado, e sancionada no dia 11 de julho deste ano, com vetos. Na prática, permite a transferência de terras da União para grandes especuladores fundiários, anistia grileiros de terras e acaba com o conceito de uso social da terra. A partir de agora, quem ocupou terras ilegalmente até 2011 deverá ser beneficiado por meio de uma anistia sem precedentes, será permitida a regularização de propriedades com até 2,5 mil hectares e, para fins de regularização, a lei permite a cobrança de 10% a 50% do valor mínimo determinado pelo Incra, que terá como base os valores já adotados para a Reforma Agrária. Na hipótese de pagamento à vista, haverá desconto de 20%, e a quitação poderá ocorrer em até 180 dias da entrega do título. O prazo de pagamento parcelado de 20 anos e a carência de três anos continuam conforme a legislação anterior.

Em suas petições, as entidades apontam diversas irregularidades no projeto, aprovado com alterações em 31 de maio pelo Senado e, posteriormente, pela Câmara dos Deputados em 27 de junho de 2017. Entre elas, a falta de participação popular na elaboração da MP 759, a expiração do prazo final para a sua votação no Congresso e violações de diversos direitos e funções sociais, como da propriedade pública, do direito de propriedade rural, da soberania e da probidade administrativa na gestão do patrimônio da União, com gravíssima lesão ao patrimônio socioambiental nacional.

A nova lei trará grandes impactos à Amazônia Legal, além de prejuízos às regiões costeiras, ilhas oceânicas e costeiras. É o caso da Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha – Rocas – São Pedro e São Paulo, constituída pelos Arquipélagos de São Pedro e São Paulo e de Fernando de Noronha, que poderá vir a ser loteada, com os terrenos vendidos para condomínios fechados e para exploração comercial.

Após a sanção da nova lei, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) emitiu uma nota denunciando a legalização da grilagem e o impedimento da Reforma Agrária no país. “Esta legislação é um grave retrocesso para as políticas de reforma agrária e um obstáculo real para a democratização da terra no Brasil. A legislação sancionada – aprovada em um contexto de sítio da Câmara dos Deputados pelas Forças Armadas e às pressas pelo Senado Federal – tende a acirrar os conflitos e a violência no campo, que já assassinou 44 trabalhadores e trabalhadoras só no primeiro semestre de 2017”, afirmou o MST, em nota.

Para o Instituto Socioambiental (ISA), o texto da nova lei traz a possibilidade de regularização de grandes áreas griladas mais recentemente na Amazônia. “Estima-se que, só na Amazônia, poderá disponibilizar a iniciativa privada, por valores bem abaixo do mercado, em torno de 40 milhões de hectares de terras públicas”, afirma a organização.

ANDES-SN em luta contra os latifúndios
Entre as deliberações aprovadas no 62° Conad do ANDES-SN, realizado de 13 a 16 de julho em Niterói (RJ), foi reforçado o combate à ofensiva do latifúndio, agronegócio e mineração contra as populações originárias, tradicionais, pequenos agricultores e trabalhadores rurais, expressa em projetos de leis, CPIs e medidas provisórias. E, ainda, a realização de denúncia junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e organizações de direitos humanos da intensificação de massacres, perseguições, prisões, mortes e criminalização de trabalhadores no campo na cidade.

*Com informações do Senado Federal, Jornal GGN, Greenpeace. Foto: Daniel Beltrá/Greenpeace

 

Fonte: ANDES-SN

Conad atualiza plano de lutas das Federais, Estaduais e Municipais

Em plenária realizada na manhã de domingo (16), no 62º Conad, em Niterói (RJ), os docentes atualizaram os planos de lutas dos setores do ANDES-SN.

Setor das Iees/Imes

No debate sobre o Setor das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino (Setor das Iees/Imes) foi definido que a Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Aduern – Seção Sindical do ANDES-SN) sediará, em Mossoró (RN), o XV Encontro Nacional do Setor, entre 7 e 9 de setembro – e a inclusão de novas seções sindicais na planilha que garante solidariedade às seções menores para participação no Encontro. Também foi deliberada a articulação, por meio das seções sindicais, a partir dos estados, de uma Frente Nacional em Defesa dos Sistemas de Ensino Superior Públicos Estaduais.

A exigência de que os Conselhos Universitários e Reitorias não autorizem a cobrança de cursos de pós-graduação latu sensu também foi aprovada, assim como a construção de um Dia Nacional de Lutas em Defesa da Educação Pública e Gratuita, em 11 de agosto, em conjunto com entidades do movimento estudantil, sindical e popular.

Setor das Ifes

Quanto ao Setor das Instituições Federais de Ensino (Setor das Ifes), o 62º Conad deliberou a proposição de nova reunião da CNESF para dar continuidade à rearticulação política e organizativa da entidade. As seções sindicais também formarão, onde não houver, Fóruns Estaduais de Servidores Públicos Federais, e, onde houver, os fortalecerão.

A unidade dos servidores públicos federais com servidores estaduais, municipais, e outras entidades e movimentos sociais também foi pautada, na perspectiva de ampliar o combate à contrarreforma da Previdência e pela revogação da contrarreforma Trabalhista e da Lei das Terceirizações, por meio da construção de uma nova Greve Geral.

Foi aprovado pelos delegados presentes que o central da pauta específica do Setor das Ifes no segundo semestre será a defesa da previdência pública e a luta pela manutenção e ampliação da preferência pelo regime de dedicação exclusiva, como forma de defesa do caráter público da educação e da carreira docente.

Para isso, o ANDES-SN ampliará a Campanha em Defesa da Previdência Pública, intensificará a pressão em parlamentares e continuará desenvolvendo ações políticas, administrativas e judiciais para garantia de progressões e promoções. Assim como o Setor das Iees/Imes, o setor das Ifes também exigirá que os Conselhos Superiores das instituições de ensino não autorizem a cobrança de cursos de pós-graduação latu sensu.

Foi deliberado, ainda, um calendário de ações para o segundo semestre, no qual estão incluídos a luta pelos direitos de aposentadoria e vagas docentes em agosto, a luta por orçamento e contra a terceirização em setembro, a luta pela carreira docente em outubro, e a luta contra a precarização em novembro. A construção do dia 11 de agosto como Dia Nacional de Lutas em Defesa da Educação Pública e Gratuita também foi aprovada, assim como no Setor da Iees/Imes. Destaque da agenda aprovada é a participação dos docentes na Reunião Ampliada do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Público Federais, que ocorrerá entre 4 e 6 de agosto em Brasília

A última deliberação foi a luta contra o corte de bolsas de estudantes estrangeiros e outros projetos que atacam o caráter de integração e internacionalismo da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

Avaliação

Caroline de Araújo Lima, 1ª vice-presidente da Regional Nordeste III do ANDES-SN e da coordenação do Setor das Iees/Imes, coordenou os trabalhos da plenária e avaliou positivamente a atualização realizada nos planos de lutas dos setores. “Houve elementos muito importantes aprovados na plenária, como a construção do Encontro do Setor das Iees/Imes, que consolidará as pautas unificadas do setor, em especial nesse momento de acirramento da política neoliberal que tem como meta privatizar as universidades. O Setor das Ifes aprovou uma agenda temática que prioriza barrar a contrarreforma da Previdência e revogar a contrarreforma Trabalhista. E, conjuntamente, ambos os setores aprovaram a realização de um grande dia de lutas em defesa da educação pública em 11 de agosto”, afirmou a docente.

 

Fonte: ANDES-SN

Com pedido de urgência, reforma trabalhista pode ser votada nesta semana no Senado

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), deve definir nessa terça-feira (4) o calendário de votação da contrarreforma trabalhista no Plenário. A primeira sessão está agendada para ter início às 14 horas e deve votar o requerimento para regime de urgência do PLC 38/2017 – encaminhado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na última semana, logo após o parecer do Senador Romero Jucá (PMDB-RR) pelo desmonte dos direitos trabalhistas ter recebido 16 votos favoráveis e 9 contrários. Se o pedido de urgência for aprovado, o PLC 38/2017 entra na Ordem do Dia da segunda sessão ordinária.

Perda de apoio
O governo ilegítimo de Michel Temer tem perdido apoio no Congresso Nacional devido à série de denuncias de corrupção envolvendo o presidente e sua base aliada, além da pressão popular demonstrada nas duas últimas Greve Gerais (28/4 e 30/6), bem como as crescentes manifestações dos trabalhadores, que culminaram no Ocupe Brasília de 24 de maio, que reuniu mais de 150 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, na capital federal.

Nessa terça-feira (4), a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) deve anunciar o relator da denúncia contra Michel Temer pelo crime de corrupção passiva.

Desmonte dos direitos trabalhistas
O PLC 38/2017 altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), retirando direitos historicamente conquistados. O texto estabelece, por exemplo, que os acordos coletivos de trabalho podem retirar direitos legais. Com isso, poderão ser negociados temas como parcelamento de férias, cumprimento de jornada e trabalho remoto.

Histórico
A contrarreforma trabalhista já passou por três comissões do Senado. Na última semana (28), a CCJ aprovou o parecer de Romero Jucá, favorável ao PLC 38/2017, por 16 a 9. No dia 20 de junho, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) rejeitou o parecer do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), por 10 votos a 9, o que representou uma importante derrota do presidente ilegítimo Michel Temer e sua base aliada. No início de junho (6), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), aprovou, também em votação apertada – 14 votos a 11 –, o relatório de Ferraço.

Dos 52 senadores que votaram durante a tramitação, 20 posicionaram-se contrários a proposta e um se absteve, enquanto 31 declararam voto a favor do texto que veio da Câmara, onde a matéria onde foi aprovada por 296 votos a 177, em 27 de abril. O Senado tem 81 parlamentares.

*Com informações da Agência Senado

 

Fonte: ANDES-SN

Por todo o país, docentes participam de Greve Geral nesta sexta-feira (30)

Nesta sexta-feira (30), trabalhadores e trabalhadoras de várias categorias irão parar o Brasil em mais uma Greve Geral, convocada pelas Centrais Sindicais. A paralisação tem como pautas a luta para barrar as contrarreformas da Previdência e Trabalhista, e exigir a revogação da Lei das Terceirizações e a saída de Michel Temer da presidência da República.

Além de trancamento de vias, piquetes e atos públicos, a adesão dos metroviários e rodoviários deve fazer com que o transporte público em diversas cidades seja suspenso. Atendo ao chamado das centrais sindicais e do ANDES-SN, os docentes aprovaram participação em massa ao movimento e irão integrar os vários atos previstos para acontecer, em conjunto com outras categorias, em quase todos os estados, como no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas, Amapá, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Confira algumas das atividades previstas:

No Rio de Janeiro, os docentes da Uerj irão realizar uma aula pública pela manhã no Palácio Guanabara, sede do governo do estado. A tarde, se juntam aos docentes das universidades federais UFRJ, UFF e Unirio em manifestação unificada com demais categorias no centro da capital Fluminense. Os docentes da UFF de Rio das Ostras também irão participar de ato unitário no centro da cidade. Em São Paulo, as centrais sindicais convocaram um ato unificado, às 11h, em frente à Superintendência Regional do Trabalho (SRT).

Em Minas Gerais, os docentes da UFJF e do IF do Sudoeste de Minas, realizaram panfletagem e ato show para esquenta da Greve Geral durante a semana em Juiz de Fora e nessa sexta participarão de ato na praça do Estado, no centro da cidade. Já em Uberlândia, os docentes da UFU participam de ato unificado na praça Ismene Mendes, com concentração a partir das 16h. Pela manhã, integrarão também um ato pelas pautas locais – como pagamento de salários dos servidores municipais e contra a retirada dos cobradores e cobradoras do transporte público da cidade, na Praça Cívica. Os docentes da UFOP fazem atos públicos em Mariana, às 10h, na Praça da Sé, e em Ouro Preto, às 15h, no Campus UFOP, com descida em caminhada até a Praça Tiradentes. Docentes das seções sindicais das federais de Viçosa, Triângulo Mineiro, Lavras e São João del Rei também participarão das atividades locais.

Na Bahia, os docentes das estaduais Uneb, Uesc, Uesb e Uefs também irão integrar as atividades locais da Greve Geral em Salvador, Itabuna, Vitória da Conquista e Feira de Santana, respectivamente. E, no domingo, participarão também do tradicional cortejo de 2 de julho, em capital baiana.

No Ceará, docentes da Uece realizarão ato na capital, na Praça da Bandeira. Já no Piauí, os docentes da Uespi farão manifestação em frente a universidade e depois integrarão ato no centro da cidade. No Pará, professores da UFPA irão participar de protesto que deve reunir dezenas de categorias a partir das 10 horas, na Praça da República, em Belém, de onde os manifestantes sairão em caminhada até o Mercado de São Brás. Antes da manifestação, a Greve Geral será marcada por atos nos locais de trabalho, piquetes e bloqueio de vias.

No Amazonas, professores da UFAM farão concentração, a partir das 7h, na Praça da Saudade. Depois, seguirão em passeata pela cidade até o centro de Manaus. No Amapá, os docentes da Unifap realizaram panfletagem durante a semana na universidade convocando a comunidade acadêmica a aderir a Greve Geral e participar do ato previsto para às 8 horas, na praça da Bandeira, em Macapá.

No Mato Grosso, docentes da UFMT realizam paralisação, distribuição de materiais e outras ações na luta em defesa dos direitos, com atividades durante o dia na universidade e participação de ato conjunto às 15h, na Praça Ipiranga, centro de Cuiabá. No Paraná, professores da UFPR e da UFTPR participam de manifestação na Boca Maldita, na capital Curitiba. Os docentes das Estaduais do Paraná – UEM, Unespar, UEPG, Unicentro e Unioeste – realizarão atos localizados nas cidades onde há campi das instituições, como Maringá, Paranaguá, Ponta Grossa, Guarapuava, Cascavel, Cândido Rondon, por exemplo.

No Rio Grande do Sul, ocorrerão diversas atividades como a dos docentes da Ufpel, que fazem manifestação, junto com as demais categorias da cidade de Pelotas, com concentração marcada às 14h, no mercado público da cidade. E a dos professores da UFSM, em Santa Maria, que integram grande ato unificado, com concentração a partir das 16h, na praça Saldanha Marinho.

Eblin Farage, presidente do ANDES-SN, ressalta que a adesão dos docentes tem se mostrado positiva e que todas as assembleias realizadas nas bases para deliberar sobre a Greve Geral tiveram como resultado a adesão ao dia 30. “Isso demonstra a disposição dos nossos professores e das nossas professoras para continuar lutando para barrar as contrarreformas. E nós temos um adicional à nossa luta que é a aprovação, na CCJ, da Reforma Trabalhista nessa quarta, o que deve servir para motivar ainda mais a nossa luta”, avaliou.

A presidente do Sindicato Nacional reforçou ainda que não há alternativa aos trabalhadores e trabalhadoras que não seja seguir na luta e nas ruas. “Nós não temos outra saída a não ser ir para as ruas, pressionar o governo, pressionar os parlamentares, expor aqueles que estão votando pela retirada de direito dos trabalhadores. Esse é um momento de intensificar a luta e a pressão para que não seja fianlizada a votação das contrarreformas Trabalhista e da Previdência”, conclamou.

 

Fonte: ANDES-SN

84% dos brasileiros apoiam discutir gênero nas escolas, diz pesquisa Ibope

Na contramão de projetos de lei que pregam a Escola Sem Partido, a maior parte dos brasileiros é a favor de discutir assuntos ligados a gênero em sala de aula. É o que revela pesquisa Ibope encomendada pela instituição Católicas pelo Direito de Decidir.

De acordo com a sondagem, feita em fevereiro e divulgada, com exclusividade, pelo site HuffPost Brasil, 72% dos entrevistados concordam total ou em parte que professores promovam debates sobre o direito de cada pessoa viver livremente sua sexualidade, sejam elas heterossexuais ou homossexuais.

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Já 84% concordam totalmente ou em parte que professores discutam sobre a igualdade entre os sexos com os estudantes. O nível de apoio oscila de acordo com algumas variáveis, como idade, escolaridade, classe social e religião.
Questionados sobre estudantes de escolas públicas receberem aulas de educação sexual, 88% dos entrevistados se mostraram a favor. Desse percentual, 42% acreditam que tal conteúdo deva ser abordado a partir dos 13 anos, 36% a partir dos 10 anos e 10% antes dos dez anos. Outros 9% acham que o assunto não deve ser abordado e 3% não soube ou não respondeu.

De acordo com a sondagem, 87% concordam total ou parcialmente que aulas e livros informem sobre DST e prevenção. Já 80% concorda com o uso de material sobre métodos contraceptivos modernos como pílula, injeção e DIU.
Na avaliação de Regina Soares, doutora em Sociologia da Religião e uma das coordenadoras da organização Católicas pelo Direito de Decidir, a pesquisa indica que, em geral, não há resistência dos pais em tratar desses assuntos na escola. “As pessoas estão querendo que o Estado cumpra essa função”, afirmou ao HuffPost Brasil.

Ela destacou que os indicadores em todas as perguntas são em torno de 80% e que não há grandes oscilações entre diferentes regiões, faixas etárias, classes sociais ou religião. A maior resistência aos temas de gênero aparece entre os evangélicos entrevistados, na pergunta sobre liberdade sexual, em que 59% concordam em abordar em sala de aula o direito de cada pessoa viver livremente sua sexualidade.

“Essa ideia de chamar isso de ideologia de gênero quando não é uma questão de ideologia. Existe a diversidade sexual e agora está sendo mais enfatizada pela sociedade. É uma questão civilizatória reconhecer que pessoas vivem sexualmente de forma diferente, não só heterossexual”, afirma Soares.

O Brasil é o país com maior número de assassinatos a pessoas LGBT. Nos quatro primeiros meses desse ano, 117 pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) foram assassinadas no Brasil devido à discriminação à orientação sexual, de acordo com levantamento do Grupo Gay da Bahia. O que representa uma morte a cada 25 horas.

A pesquisa Ibope, encomendada pela  instituição Católicas pelo Direito de Decidir, foi realizada entre os dias 16 e 20 de fevereiro de 2017, com 2002 brasileiros com 16 anos ou mais, em 143 municípios. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança utilizado é de 95.

Escola sem Partido
A “Escola Sem Partido” é uma associação de perfil conservador que tenta coibir a atuação de professores em sala de aula e limitar a liberdade de expressão e pensamento nas escolas. Quase todos os projetos reproduzem o texto do programa Escola Sem Partido, idealizado pelo advogado Miguel Nagib. Os projetos dizem defender a “neutralidade do ensino”, por meio da proibição da “doutrinação ideológica” nas escolas. Mas as entidades e educadores que o contestam alertam que por trás dessa neutralidade está a tentativa de cercear a atividade pedagógica e impor a mordaça ao ato de lecionar.

Em discussão na Câmara dos Deputados, o PL 7180/14 altera o artigo 3º da Lei de Diretrizes Básicas da Educação (9.394/1996) e acrescenta como base do ensino o “respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, tendo os valores de ordem familiar precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa, vedada a transversalidade ou técnicas subliminares no ensino desses temas”.

Leis similares foram aprovadas em âmbito regional, mas algumas já foram suspensas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em março, o ministro Luís Roberto Barroso, suspendeu a lei do estado de Alagoas, que proibia professores da rede pública de opinarem sobre diversos temas em sala de aula e determinava que os docentes mantivessem neutralidade política, ideológica e religiosa.

Nesse mês de junho, Barroso também suspendeu a lei do município de Paranaguá (PR), que proíbe o ensino e menção sobre gênero e orientação sexual nas escolas do município. Para o juiz, proibir o ensino desses temas significa impedir a superação da exclusão social. A decisão, em caráter liminar, se refere à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 461).

“Impedir a alusão aos termos gênero e orientação sexual na escola significa conferir invisibilidade a tais questões. Proibir que o assunto seja tratado no âmbito da educação significa valer-se do aparato estatal para impedir a superação da exclusão social e, portanto, para perpetuar a discriminação”, ressaltou.

*Com informações do HuffPost Brasil (via Portal Geledes) 

 

Fonte: ANDES-SN

CCJ deve votar contrarreforma Trabalhista nesta quarta-feira (28)

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) deve votar nesta quarta-feira (28) o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre a contrarreforma trabalhista (PLC 38/2017). Representantes do ANDES-SN, bem como do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e das Centrais Sindicais realizam nessa terça (27) e na quarta-feira atividades no Congresso Nacional para cobrar dos senadores que se posicionem contrários ao PLC 38.

Além disso, de acordo com a agenda de lutas convocada pelas Centrais Sindicais, durante essa semana atividades estão sendo realizadas nos aeroportos, nas bases dos senadores e no senado federal para pressionar os parlamentares. E, na sexta-feira (30), trabalhadores e trabalhadoras de todo o país irão parar o Brasil em mais uma greve geral contra os ataques aos direitos sociais.

PLC 38/2017 altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), retirando direitos historicamente conquistados. O texto estabelece, por exemplo, que os acordos coletivos de trabalho podem retirar direitos legais. Com isso, poderão ser negociados temas como parcelamento de férias, cumprimento de jornada e trabalho remoto.

A votação
Jucá apresentou voto favorável à aprovação do texto que veio da Câmara dos Deputados, mas outros cinco parlamentares vão oferecer votos em separado (relatórios alternativos) pela rejeição do projeto.

Dois desses votos em separado já foram divulgados pelos senadores Eduardo Braga (PMDB-AM) e Paulo Paim (PT-RS). Também devem apresentar votos em separado os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Lídice da Mata (PSB-BA) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

A reunião da CCJ está marcada para as 10h. Mas, antes da votação, todos os votos em separado precisam ser lidos na comissão. Só o voto do senador Paulo Paim tem quase 90 páginas. Segundo informação da agência Senado, a perspectiva é que a votação se inicie só à noite.

O PLC 38/2017 já passou por dois colegiados do Senado. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deu parecer favorável ao texto, com a aprovação do relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), enquanto a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) decidiu pela rejeição do relatório de Ferraço e pela aprovação de voto em separado do senador Paulo Paim, contrário ao projeto. A palavra final sobre a reforma trabalhista será do Plenário do Senado. Se o texto for aprovado como veio da Câmara, segue para sanção do presidente da República. Se houver mudanças, a matéria volta para análise dos deputados.

Acesso restrito à reunião
A reunião da CCJ terá acesso limitado, por determinação do presidente da Comissão, senador Edison Lobão (PMDB-MA). Na Ala Alexandre Costa, onde se localiza a sala da CCJ, a Polícia Legislativa somente permitirá a entrada de parlamentares, assessores indicados pelos senadores, servidores que trabalham nos gabinetes do local e imprensa credenciada.

Cada senador terá direito a ser acompanhado por apenas um assessor. De acordo com o chefe do Gabinete Administrativo da Polícia Legislativa, Helicon Douglas Ferreira, após a entrada das pessoas indicadas, se ainda houver espaço qualquer pessoa poderá ter acesso à reunião, conforme as regras dos artigos 3º e 4º do Ato da Comissão Diretora 18/2014.

PGR denuncia Temer por corrupção passiva
Às vésperas da votação da contrarreforma Trabalhista na CCJ, o procurador-geral Rodrigo Janot apresentou, na segunda (26), denúncia contra o presidente ilegítimo Michel Temer e o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Os dois são acusados de corrupção passiva (art. 317 do Código Penal), pelo recebimento de vantagem indevida no valor de R$ 500 mil, ofertada por Joesley Batista e entregue pelo executivo da J&F Ricardo Saud. Segundo o procurador-geral, os pagamentos poderiam chegar ao patamar de R$ 38 milhões ao longo de 9 meses.

A denúncia baseou-se em investigação criminal que comprovou a materialidade e a autoria do crime de corrupção passiva. Conforme a narrativa apresentada na peça, os diversos episódios narrados apontam para o desdobramento criminoso que se iniciou no encontro entre Michel Temer e Joesley Batista no Palácio do Jaburu, em 7 de março de 2017, por volta das 22h40min, e culminou com a entrega de R$ 500 mil, efetuada por Ricardo Saud a Rodrigo Loures em 28 de abril deste ano. Confira aqui íntegra da denúncia.
*Com informações da Agência Senado.

Fonte: ANDES-SN

 

ANDES-SN participa do Congresso da central sindical francesa Solidaires

O ANDES-SN esteve presente, entre os dias 12 e 15 de junho, no 7º Congresso da Solidaires, central sindical francesa que faz parte da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas – a qual também é composta pela CSP-Conlutas. O congresso foi realizado na cidade de Saint Brieuc, e, entre outras deliberações, aprovou o apoio à Greve Geral que será realizada no Brasil no dia 30 de junho.

Participaram do evento 400 delegados, com a presença de delegações internacionais da Tunísia, Argélia, Martinica, do Estado Espanhol e a brasileira. O Sindicato Nacional foi representado pela encarregada de relações internacionais da entidade, Olgaíses Maués. Estiveram presentes também na delegação brasileira, Herbert Claros, do setorial internacional da CSP-Conlutas, e Marcela Azevedo, da Executiva Nacional do Movimento Mulheres em Luta (MML).

Durante o congresso, foram discutidos temas internos da Solidaires, como as lutas dos setores dos Correios, ferroviários, professores e da indústria, a conjuntura política nacional e a reforma trabalhista de Emmanuel Macron – recém-empossado presidente francês.

Olgaíses Maués, 3ª vice-presidente e encarregada de relações internacionais do ANDES-SN, ressalta a importância do Sindicato Nacional em eventos internacionais. “O movimento operário é internacional, pois o capitalismo é internacional. Logo, a exploração para retirada de mais valor toma formas semelhantes. A crise do capital também é internacional e as saídas são muito parecidas. As medidas anunciadas pelo novo governo francês relativas à previdência, à aposentadoria, à saúde, à educação são de uma semelhanças impressionante. As propostas de leis trabalhistas e de aposentadoria são tão cruéis quanto àquelas propostas pelo Brasil. A participação nossa, como convidados, reforça os laços de luta e solidariedade, mostrando que o inimigo é o mesmo, na França ou no Brasil”, afirma a docente.

Após o congresso, as mulheres da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas se reuniram, na França, para organizar o debate deste segmento que será realizado no próximo encontro internacional. Participaram representantes do MML brasileiro, da CGT da Espanha, e do Solidaires da França. O III Encontro da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas será realizado em janeiro de 2018, em Madrid, na Espanha. O primeiro encontro aconteceu em 2013, na França, e o segundo em 2015, em Campinas (SP).

CSP-Conlutas lança site em inglês

Na quarta-feira (14), a CSP-Conlutas lançou uma versão em inglês do site da entidade. Nela estão sendo publicadas as notícias de destaque, campanhas e moções de apoio internacionais, vídeos e outros materiais. O portal em inglês pode ser acessado clicando em “English” no menu do topo do site da CSP-Conlutas, ou por meio desse link: http://cspconlutas.org.br/English/

Com informações e imagem de CSP-Conlutas.

 

Fonte: ANDES-SN

Contrarreforma trabalhista é rejeitada em Comissão no Senado

Embora a contrarreforma siga tramitando no Senado, a decisão impõe importante derrota ao governo de Michel Temer

Por 10 votos contrários e 9 favoráveis, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado rejeitou, na manhã dessa terça-feira (20), o parecer do senador Ricardo Ferraço (PSDB/ES) ao projeto de desmonte dos direitos trabalhistas, previsto no PLC 38/2017. Logo após, em votação simbólica, os senadores aprovaram, como relatório da CAS, o voto em separado apresentado pelo senador Paulo Paim (PT/RS), rejeitando o conteúdo do projeto.

Embora a contrarreforma siga tramitando no Senado, a decisão impõe importante derrota ao governo de Michel Temer. O projeto da contrarreforma Trabalhista deve ainda ser analisado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde o senador Romero Jucá (PMDB/RR) deve apresentar seu relatório nesta quarta (21). Depois, o PLC 38/2017 seguirá para o plenário da Casa, já com um parecer contrário.

A previsão inicial da base do governo era de que o calendário de votação da contrarreforma Trabalhista se encerrasse no dia 28 de junho – dois dias antes da Greve Geral convocada pelas Centrais Sindicais. Na sexta-feira (30), trabalhadores de todo o país devem realizar nova paralisação nacional para barrar o PLC 38/2017 e a contrarreforma da Previdência, além de exigir a revogação da lei da Terceirização e a saída de Michel Temer da Presidência da República.

O PLC 38/2017 altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), retirando direitos historicamente conquistados. O texto estabelece, por exemplo, que os acordos coletivos de trabalho podem retirar direitos legais. Com isso, poderão ser negociados temas como parcelamento de férias, cumprimento de jornada e trabalho remoto. O relatório de Ferraço recomenda o veto presidencial a seis pontos da proposta, entre eles, o trabalho intermitente, a jornada de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso /e a possibilidade de atividade insalubre para gestantes mediante atestado médico.

 

Fonte: ANDES-SN

Docentes colombianos estão em greve há um mês por melhores condições de trabalho

Cerca de 300 mil docentes estão parados há 30 dias

Cerca de 300 mil professores colombianos completaram, nesse domingo (11), um mês de greve por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Os docentes pedem um aumento fixo de 42%, a ser distribuído pelos próximos dez anos.

O presidente da Federação Colombiana de Trabalhadores da Educação (Fecode), Carlos Rivas, reforçou que a greve de professores não é só pelo aumento salarial, mas também pela melhoria das instituições e pela qualidade da educação.

Rivas indicou que “se fosse só por assuntos salariais, já teríamos decretado o final da greve.” Além disso, apontou que a Fecode voltará para as mesas de negociação quando não houver mais mediadores e quando o governo se dispuser a falar sobre a situação da educação no país.

“Não é só uma questão salarial. Nós estamos exigindo alimentação, transporte e infraestrutura para as crianças. Lutamos pela qualidade da educação na Colômbia”, afirmou, a meios de imprensa locais, Carlos Rivas, presidente da Federação Colombiana de Educadores.

O governo de Juan Manuel Santos diz que não pode atender ao pleito. A ministra de Educação, Yaneth Giha, anunciou na semana passada que os professores terão um reajuste salarial de 8,75% neste ano, dois pontos acima dos outros servidores públicos.

“O governo ainda precisa resolver muitos problemas. A luta é por educação, por alimentação de qualidade para as crianças, por boas escolas, e não só pelo salário”, insistiu o presidente da Fecode.

Violência

Desde o início do movimento, houve várias manifestações, na capital e em outras cidades da Colômbia. Na última quinta-feira (8), policiais reprimiram um protesto em Bogotá com canhões de água e gás lacrimogêneo.

A Fecode também enviou uma carta ao governo do presidente Juan Manuel Santos e a outros órgãos de controle e justiça para exigir que o assassinato e o desaparecimento de professores nos últimos dias no país sejam investigados.

Na carta, a organização informa que os disparos com arma de fogo aconteceram quando os professores estavam em sala de aula. “Enquanto os professores e toda a comunidade escolar protestavam para exigir melhores condições de trabalho e educação pública de qualidade, na zona rural do município de Puerto Escondido, em Córdoba, Washington Cedeño Otero, que trabalhava há 20 anos como professor do ensino fundamental, na escola Sabalito Arriba, era assassinado”, afirmou a associação de professores em um comunicado.

Em outro município, um professor foi alvo de um disparo e está internado em estado grave. A federação de professores também informou que uma professora segue desaparecida.

A Fecode espera um esclarecimento das autoridades sobre estes crimes, para saber se eles estão relacionados com a greve de professores que já completou trinta dias.

*Com informações da Telesur e OperaMundi. Imagem de Fecode.

 

Fonte: ANDES-SN

Comunidade acadêmica protesta em defesa do Hospital Universitário de São Paulo

Na última quinta-feira (8), docentes, estudantes e técnico-administrativos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) realizaram um ato em defesa do Hospital São Paulo (HSP). A mobilização buscou chamar atenção da comunidade universitária e da população em geral para a crise orçamentária enfrentada pelo HSP, que, sem recursos, está obrigado a cancelar atendimentos e em risco de encerrar as atividades.

Cerca de 400 manifestantes distribuíram panfletos à população e caminharam cantando “Ô presidente, presta atenção, a gente quer é saúde e educação” até a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na tentativa de alertar os deputados estaduais e entregar um documento relatando a situação de abandono e desmonte do HSP.

Segundo nota da Comissão de Mobilização da Graduação do Campus São Paulo da Unifesp, o HSP “permanece sem receber recursos do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), vinculado ao Ministério da Educação (MEC) e ao Ministério da Saúde (MS), embora tenha direito à verba de acordo com o Decreto nº 7.082/2010, que estabeleceu o programa em 2010. Nele, está inserida a Portaria Interministerial nº 883/2010, que reconhece o Hospital São Paulo como hospital universitário da Unifesp”.

“Estamos passando por um descompasso orçamentário grave que está afetando a questão assistencial e o ensino também, porque nós somos um hospital universitário, temos obrigações nos cursos de graduação, residência médica e multiprofissional”, comenta José Roberto Ferraro, Diretor Superintendente do Hospital São Paulo sobre os cortes expressivos que o governo federal realizou na verba repassada ao HSP.

Destacado como o maior hospital universitário da rede federal, o HSP atende 5 milhões de pacientes da grande São Paulo e de outras cidades. Além disso, também é responsável pela formação de 1.164 alunos da graduação, 2632 alunos da pós-graduação, 1107 médicos residentes e 575 residentes multiprofissionais.

Os números grandiosos que envolvem o hospital já começaram a mudar. Isso porque a unidade de saúde e de ensino sofreu uma grave crise orçamentária não só porque o governo federal cortou verbas, mas também porque suspendeu o repasse do Rehuf, que, nos últimos três anos, havia repassado R$ 55 milhões para a instituição.

Crise no atendimento

Os cortes no orçamento do hospital são generalizados e se refletem até na falta de materiais mais básicos, afetando pacientes e estudantes que acompanham a crise diariamente. A administração do hospital decidiu reduzir o atendimento somente para urgências, desmarcando até cirurgias que já estavam agendadas.

“A situação está muito crítica, porque estão faltando materiais como gaze, algodão e por isso até que eles fecharam o pronto-socorro e só estão atendendo casos de extrema urgência. Tem casos em que a família é obrigada a comprar a medicação e trazer, além do remédio, a roupa de cama para colocar no leito”, relata a estudante de enfermagem Bruna Soave.

Os professores e técnico-administrativos temem que o quadro se agrave ainda mais. “Infelizmente os governantes estão dizendo: vocês se adaptam ao orçamento que têm. Adaptar-se ao orçamento que tem é diminuir”, afirma Ferraro, ao fazer referência à resposta do Ministério da Saúde, para quem o HSP já recebe verba suficiente para o atendimento.

*Com informações da Adunifesp SSind e do jornal Brasil de Fato. Imagem de Adunifesp SSind

 

Fonte: ANDES-SN

Encontro do ANDES-SN abordou impactos da extração mineral no Bioma Pampa

Cerca de 400 pessoas participaram do debate promovido pelo GTPAUA e pela Regional Rio Grande do Sul, em São Lourenço do Sul

Os impactos da mineração no bioma do Pampa e para as comunidades locais foram temas do “Seminário Regional Sobre os Impactos dos Projetos de Mineração”, promovido pelo Grupo de Trabalho de Política Agrária, Urbana e Ambiental (Gtpaua) do ANDES-SN, em São Lourenço do Sul (RS), nos dias 5 e 6 de junho. O encontro foi organizado pela Regional Rio Grande do Sul e seções sindicais gaúchas do Sindicato Nacional.

Cerca de 400 pessoas – entre docentes, estudantes, técnico-administrativos, representantes de movimentos sociais, das comunidades indígenas, trabalhadores rurais, ciganos, prefeitos, vereadores, assessores políticos e moradores da região – lotaram o Galpão Crioulo do Camping Municipal. A cidade de São Lourenço do Sul está na Bacia do Rio Camaquã, uma das raras áreas ainda preservadas do bioma Pampa, mas que se encontra ameaçada por um projeto de mineração da empresa Votorantim, de chumbo, zinco e cobre.

Leandro Roberto Neves, coordenador do Gtpaua do ANDES-SN, conta que a diversidade do público garantiu um amplo e qualificado debate. “No Rio Grande do Sul está havendo um processo de especulação da Votorantim para exploração mineral. Só que esse processo vai afetar todo o bioma pampa. O Gtpaua local já vem discutindo essa questão e tem feito um amplo trabalho com os estudantes e com a comunidade local de conscientização. A proposta do evento foi ampliar esse debate, via o próprio GT, mas chamando as universidades e a comunidade. O evento teve a participação de pessoas de vários estados do país, de um representante do Chile, além da palestrante peruana convidada, e da comunidade local”, detalha.

Segundo o diretor do Sindicato Nacional, os debates apontaram, com argumentos científicos, que o empreendimento não é viável, seja do ponto de vista econômico, ambiental, social ou político. “Economicamente não é viável. Socialmente também não, porque afeta a população de uma forma geral, mas, principalmente, as comunidades rurais, a população cigana e os povos originários. E, politicamente, também não se sustenta porque tem certa consonância com o que vem ocorrendo em âmbito federal, que é o fato dessas empresas financiarem campanhas eleitorais e, em troca, os políticos flexibilizam o processo de exploração, mas não isso traz nenhum benefício para as comunidades locais. Isso ficou demonstrado através das exposições. Foi um debate qualificado, que chegou a um consenso de que se deve tentar barrar esse processo de mineração, visto que o Rio Grande do Sul tem um histórico de monocultura e mineração”, explicou.

Após os debates, os participantes se dividiram em grupos de trabalho para elaboração de três cartas – dos prefeitos, da comunidade acadêmica e dos movimentos sociais -, que foram lidos na plenária final, a qual apontou também como encaminhamentos dar ampla divulgação aos documentos, que também serão encaminhados à autoridades públicas, ampliar o diálogo com a população local, dando continuidade à realização de audiências públicas,  e realizar manifestação unificada, relacionando a luta contra a mineração e em defesa do bioma do pampa, com as contrarreformas que estão ocorrendo no âmbito federal e estadual.

“A luta tem que ser unitária e conjunta, contra as reformas previdenciária, trabalhista e a reforma, já aprovada do código florestal, que flexibilizou o processo de licenciamento ambiental. Ou seja, é uma luta local, mas que não pode estar dissociada da pauta nacional”, concluiu.

Os debates
A primeira mesa redonda, na segunda-feira (5), teve como tema “Impactos da Mineração na América Latina”, com os docentes José Domingues Godói Filho (UFMT) e Adriana Peñael (FURG –Campus São Lourenço do Sul), e com a participação especial de Ana Maria Llamoctanta Edquen, presidente de base dos Círculos de Mulheres Camponesas do povoado de El Tambo, no Peru. No povoado está localizada a Mina de Yanacocha, maior mina de ouro da América do Sul e segunda maior do mundo, e é operada por um consórcio que inclui uma empresa estadunidense, uma peruana e um órgão do Banco Mundial. Os movimentos sociais peruanos lutam contra os impactos da atividade de mineração na região, entre os quais está a contaminação por metais pesados.

Em seguida, teve lugar a mesa “Mineração e Sociobiodiversidade no Pampa: o que está em jogo?”, com os palestrantes Flávia Silvia Rieth (UFPel); Marcos Flávio Silva Borba (Embrapa/Bagé) e Paulo Brack (UFRGS).
Marcos Flávio Silva Borba ressaltou que os grandes projetos de mineração, os quais poderão ser implantados em regiões como as de Caçapava do Sul, Lavras do Sul, São José do Norte, não se resumem a uma disputa econômica. Passam por uma concepção de mundo de que é possível destruir uma bacia hidrográfica, como é o caso do Rio Camaquã, ou corromper um ecossistema, como é o caso de São José do Norte, para a extração de minerais que serão exportados para outros países, ou seja, uma forma de “neocolonialismo”.

O biólogo Paulo Brack destacou que o projeto da Votorantim Metais para exploração de zinco, chumbo e cobre, em Caçapava do Sul, poderá se dar em cima de uma área considerada “prioritária para a biodiversidade”, conforme o próprio Executivo federal. No caso das hidrelétricas mais recentes, Brack comentou que 2/3 delas foram planejadas e construídas em áreas de biodiversidade.

Conformes os números apresentados por Brack, o projeto da Votorantim pretende minerar na região de Caçapava do Sul ao redor de 36 mil toneladas de chumbo ao ano, 16 mil toneladas de zinco também anualmente, além de 5 mil toneladas ao ano de cobre.

O biólogo explicou que a extração de chumbo, que junto com os outros produtos, é considerado um metal pesado, causa não apenas uma poluição simples, mas poderá contaminar rios e nascentes d’água, gerando problemas para a fauna, flora e o próprio ser humano, pois no momento em que é ingerido, tem efeito cumulativo no organismo, se localizando nos rins e no fígado. Na avaliação do professor, a relação custo-benefício entre instalar uma empresa de mineração com o argumento de que vai gerar empregos, movimentar a economia, não é compensatório.

Especificamente em relação ao pampa gaúcho, a professora da área de Antropologia da Ufpel, Flávia Silvia Rieth, enfatizou justamente a importância de que projetos econômicos, como os de mineração, não  podem ser responsáveis pela implantação de um modelo que violente a história e a cultura de uma região. Para a professora, o pampa deve ser pensado a partir de seus protagonistas sociais, entre os quais ela inclui, desde o pecuarista familiar, passando por indígenas e quilombolas, que ainda hoje vivem às margens do Rio Camaquã, que poderá ser assassinado por projetos que devastarão o meio ambiente.

No dia seguinte, pela manhã, ocorreu a mesa “A Mineração na Metade Sul do Rio Grande do Sul”, com Luiz Bravo Gauterio (gestor ambiental e vereador em São José do Norte), que destacou a luta contra o projeto de extração de titânio, que ameaça solo e comunidades regionais; Jaqueline Durigon (Gtpaua da Aprofurg SSind.), que trouxe detalhes sobre o projeto da Votorantim Metais em relação à extração de minérios como chumbo e zinco na bacia do Camaquã; e Marcílio Machado Moraes (Unipampa/Bagé), que destacou os impactos do projeto para extração de fosfato no interior de Lavras do Sul, pela empresa de origem australiana, Águia Metais.

No período da tarde, os participantes se dividiram em grupos de trabalho, para elaboração das cartas que serão divulgadas posteriormente.

*Com informações e fotos da Sedufsm SSind.

Fonte: ANDES-SN

 

Docentes das Estaduais de São Paulo fazem manifestação e repudiam arrocho salarial

Mesmo debaixo de chuva, professores, estudantes e técnico-administrativos das três universidades estaduais paulistas – USP, Unesp e Unicamp, se reuniram na manhã de segunda-feira (5) para protestar em frente à sede do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp), em São Paulo, onde acontecia a terceira rodada de “negociação” da data-base entre o Fórum das Seis – que reúne as entidades sindicais dos docentes e técnico-administrativos – e os representantes dos reitores.

Na reunião, o Cruesp manteve sua proposta de “reajuste” salarial zero para as três universidades. “Os reitores mais uma vez colocaram na mesa de negociação, unilateralmente, a redução do poder aquisitivo dos nossos salários, que atinge, nos últimos dois anos cerca de 10% para a USP e a Unicamp e de 13% para os trabalhadores da Unesp ”, declarou o professor João Chaves, presidente da Adunesp Seção Sindical do ANDES-SN e um dos coordenadores do Fórum das Seis. “Mais uma vez vão confiscar nossos salários para manter as universidades funcionando”, completou.

Durante a reunião, os representantes do Fórum das Seis reiteraram a necessidade de que os reitores ajudem a pressionar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e sua base aliada na Assembleia Legislativa (Alesp) para solucionarem a crise de financiamento que assola USP, Unesp e Unicamp. Atualmente, parte dos 9,57% do Imposto sobre circulação de mercadoria e prestação de serviços (ICMS) dedicado ao financiamento das universidades sofre descontos indevidos. Outro problema é que o Tesouro do Estado não arca com o pagamento da “insuficiência financeira”, isto é: não cobre o montante dispendido com o pagamento de aposentados e pensionistas, para além do que se arrecada por meio da contribuição dos servidores (11%) e das universidades (22%).

Resposta pífia
“Os reitores ainda têm muito medo de se dirigir ao governador e à Alesp para exigir aquilo ao que as universidades têm direito. Nós convidamos os reitores a fazer o movimento junto com o Fórum das Seis, a levar as massas para a Alesp. A resposta deles foi pífia, não deram respostas definitivas para essas questões”, contou Chaves.

Ainda segundo o coordenador do Fórum das Seis, os membros do Cruesp foram evasivos os representantes dos docentes e dos técnico-administrativos pediram garantias de que não haverá retaliações àqueles decidiram paralisar suas atividades para participar do protesto. O professor Vahan Agopyan, vice-reitor da USP, chegou a mencionar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de outubro de 2016, de que servidores públicos podem ter o ponto cortado em caso de greve.

“O problema do salário é apenas a ponta do iceberg do que está em curso hoje nas universidades paulistas”, advertiu o professor Rodrigo Ricupero, presidente eleito da Adusp Seção Sindical, que será empossado em julho. “O que está colocado é a destruição da universidade como a gente conhece. Destruir a pesquisa, criar uma categoria de professores precários com salários baixíssimos e, com isso, destruir a qualidade das nossas universidades. A dedicação exclusiva e a indissociabilidade de ensino e pesquisa, isso tudo está em questão hoje. O projeto das reitorias é muito pior do que apenas o rebaixamento dos salários”, alertou.

*Com edição do ANDES-SN

*Foto: Bahiji Haji

 

Fonte: Adusp Seção Sindical

ANDES-SN divulga nota sobre conjuntura

O ANDES-SN divulgou, nesta sexta-feira (9), por meio da Circular 181/17, uma nota sobre conjuntura, formulada na reunião conjunta do Setor das Instituições Federais de Ensino (Setor das Ifes) e do Setor das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino (Setor das Iees/Imes) – que ocorreu na quinta (8), em São Paulo (SP).

A nota faz uma avaliação do novo cenário político surgido a partir do aumento da derrocada do governo de Michel Temer, e da tentativa incessante do governo e do Congresso Nacional de aprovar as medidas que retiram direitos historicamente conquistados, como a Lei das Terceirizações e as Contrarreformas Trabalhista e da Previdência.

“A aposta central de nossa luta deve continuar a ser barrar as contrarreformas, por meio da mobilização popular e da greve geral”, afirma a nota. “A pauta do(a)s professore(a)s e das demais categorias de trabalhadore(a)s não se restringe à mudança do presidente da república, já que as contrarreformas são aprovadas no âmbito do congresso nacional, por deputado(a)s e senadore(a)s, em sua ampla maioria denunciado(a)s em processos de corrupção”, completa a nota do Sindicato Nacional, ressaltando, entretanto, o repúdio a qualquer possibilidade de eleição indireta.

Jacob Paiva, 1º secretário do ANDES-SN, destaca que o ANDES-SN reafirma as suas bandeiras de luta aprovadas no Congresso do Sindicato Nacional e nas instâncias de deliberação dos Setores, e que novos debates serão realizados no 62º Conad, que será realizado de 13 a 16 de julho em Niterói (RJ). “Indicamos à nossa base para continuar nas ruas, lutando para barrar as contrarreformas e pelo Fora Temer. Para isso, é necessário construir ativamente a Greve Geral de 30 de junho, com a mais ampla unidade, e não deixar que diferentes posições sobre a substituição presidencial sejam impeditivas na construção dessa luta unitária”, afirmou o docente.
Confira a nota abaixo. Para acessar em PDF clique aqui.

 

NOTA SOBRE A CONJUNTURA

Greve Geral para barrar as contrarreformas!

Unidade de ação nas ruas!

 

A conjuntura se acirra com a crise política entre as frações da burguesia, expressa na economia e no congresso nacional. Diante dessa crise, surgem propostas diversas para responder a conjuntura. Mesmo reconhecendo as limitações impostas pelas regras atuais da institucionalidade, é inadmissível aceitar qualquer tipo de substituição da presidência da república por via indireta. Nesse sentido, repudiamos qualquer tentativa de eleições indiretas manobradas pelo congresso nacional e pelas elites.

Avaliamos que alternativas isoladas não respondem aos interesses do(a)s trabalhadore(a)s, já que nossa aposta não deve se restringir a vias institucionais, apesar de também considerarmos sua importância. Mas a aposta central de nossa luta deve continuar a ser barrar as contrarreformas, por meio da mobilização popular e da greve geral.

A pauta do(a)s professore(a)s e das demais categorias de trabalhadore(a)s não se restringe a mudança do presidente da república, já que as contrarreformas são aprovadas no âmbito do congresso nacional, por deputado(a)s e senadore(a)s, em sua ampla maioria denunciado(a)s em processos de corrupção. Por isso, nossa luta deve ser pelo Fora Temer e todos os corruptos do congresso nacional, por meio do povo na rua e da construção da greve geral.

A defesa do Fora Temer e a rejeição do projeto de conciliação de classes, contra as reformas e a retirada de direitos, devem estar nas ruas junto com as bandeiras das eleições, sejam as “diretas, já!” ou as “eleições gerais com novas regras”, porém sem rebaixar nossa luta ao exclusivo âmbito institucional gerenciado pelas regras e pelos interesses dos grupos econômicos.

O 62º CONAD, que acontecerá em julho de 2017 na cidade de Niterói, terá como tarefa atualizar nossa consigna de luta para o próximo período. Até lá, porém, devemos nos empenhar em construir plenárias locais, municipais e estaduais para a construção da greve geral e para barrar as contrarreformas. Devemos, também, participar de todas as atividades de rua, buscando mobilizar nossa categoria e acirrar as contradições da conjuntura, dando cada vez mais visibilidade ao projeto da burguesia de retirada de direitos e buscando, assim, juntar as bandeiras de luta por nós deliberadas com bandeiras democráticas, tais como eleições gerais e diretas já.

Greve Geral para barrar as contrarreformas trabalhista e da previdência!

Fora Temer! Não ao projeto de Conciliação de classe!

Nenhum direito a menos!

Construir a unidade nas ruas!

São Paulo, 08 de junho de 2017.

NOTA DELIBERADA NA REUNIÃO CONJUNTA DOS SETORES IFES e IEES-IMES do ANDES-SN

 

Fonte: ANDES-SN

NOTA DE REPÚDIO

Nos últimos anos as trabalhadoras e os trabalhadores brasileiros vêm sofrendo um duro golpe contra seus direitos esculpidos na Constituição Federal de 1988. A ofensiva trilhada pelo capitalismo especulativo, rentista e predatório encontrou em parte do judiciário trabalhista um apoio singular para mitigar os direitos sociais e trabalhistas. Além disso, o Presidente da República, com mão de ferro, quer impor nova derrota à classe trabalhadora com a reforma trabalhista e previdenciária, o que vai contribuir para extinguir uma rede de proteção social conquistada à custa de suor e lágrimas dos trabalhadores em luta. Como se não bastasse, nesses dias, a cúpula da Justiça do Trabalho impõe censura e exige punição ao professor de Direito do Trabalho (USP) e magistrado Jorge Luiz Souto Maior e a magistrada Valdete Souto Severo, em retaliação, por terem publicado artigos nos quais criticam de forma científica e técnica as ideias e a defesa que o Presidente do Tribunal Superior do Trabalho Ives Gandra Martins da Silva Filho, faz, abertamente em prol da reforma trabalhista, além de criticar a própria Justiça do Trabalho, acusando-a de “excessos”. Desta forma, Ives Gandra se perfila ao lado e em favor do capital e do desmonte dos direitos trabalhistas e contra a rede de proteção social à classe trabalhadora. O direito de manifestação e expressão do pensamento, ora garroteados, são garantias constitucionais, nenhum Estado, indivíduo ou pessoa jamais deve cercear esse direito. Nesse sentido, os docentes da Universidade Federal do Acre, reunidos em assembleia ordinária da Adufac, no dia seis de junho de 2017, vêm repudiar esse ato de censura a Jorge Luiz Souto Maior e a Valdete Souto Severo, por verem nesse ato uma tendência perigosa de cerceamento à livre expressão e a liberdade do pensamento divergente e anti-hegemônico.

Rio Branco -AC, 06 de Maio de 2017

ADUFAC-Andes

Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprova contrarreforma Trabalhista


Texto foi aprovado por 14 votos a 11, e segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais

Depois de longa reunião, que durou mais de 9 horas, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou, numa votação apertada, por 14 votos favoráveis e 11 contrários, nessa terça-feira (6), o projeto de lei da contrarreforma Trabalhista (PLC 38/17). Todas as mais de 240 emendas foram rejeitadas. O relator da matéria na CAE, senador Ricardo Ferraço (PSDB/ES), também relata o projeto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para onde segue o texto. Ferraço pretende apresentar parecer de mérito, no segundo colegiado, ainda nesta quinta-feira (8).

Se assim o fizer, a matéria poderá começar a ser discutida na CAS já na próxima quarta-feira (14). Depois de ser examinado por essa comissão, o projeto ainda vai ser discutido e votado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o relator será o senador Romero Jucá (PMDB/RR), antes de ir ao exame do Plenário.

O texto do relator foi aprovado na íntegra, sem mudanças em relação ao parecer aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de abril. Ferraço fez apenas sugestões de vetos à Presidência da República em temas polêmicos. Esta postura foi criticada pela oposição, que acusou o senador de abrir mão do direito do Senado de modificar e melhorar o projeto. O relator afirmou à imprensa que o PLC deve ser votado no plenário do Senado entre os dias 20 e 23 de junho. Até lá, disse Ferraço, o presidente Michel Temer deverá esclarecer quais pontos serão realmente vetados.

Os senadores que votaram pela rejeição do parecer denunciaram a rapidez como um tema de tamanha importância vem sendo discutida, e ainda que o texto é inaceitável, pois irá trazer grandes prejuízos aos trabalhadores, favorecendo apenas os empregadores. Confira como votaram os senadores da CAE.

Para vencer na CAE, o Planalto lançou mão de todo tipo de ardil. Mudou votos, que eram contrários ao projeto, com distribuição de cargos na estrutura do governo. Segundo análise do Departamento Intersindical de Assuntos Parlamentares (Diap), sem esse e outros instrumentos, o Planalto não conseguiria aprovar a matéria, que segue agora ao exame da CAS. Isto demonstra que a pressão das ruas, com a greve geral de 28 de abril, a ocupação de Brasília em 24 de maio e a intensa mobilização nos estados, bem como a pressão junto aos parlamentares, têm sido surtido resultado.

Ataques sem precedentes aos direitos trabalhistas
O texto aprovado possibilita a prevalência do “acordado sobre o legislado”, o fim da contribuição sindical obrigatória e da ajuda do sindicato na rescisão trabalhista, e a regulamentação do teletrabalho, com prestação de serviços fora das dependências do empregador. A contrarreforma trabalhista também permite a extinção do contrato de trabalho por acordo entre empregado e empregador, o que dará direito ao recebimento de metade do aviso prévio e da indenização sobre o saldo do FGTS; revoga o artigo da CLT que condiciona a validade da rescisão do contrato de trabalho à homologação do sindicato ou da autoridade do Ministério do Trabalho; e acaba com a obrigação de a empresa pagar ao trabalhador a chamada hora in itinere, ou seja, o tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, com transporte fornecido pelo empregador, entre outros pontos.

O parecer promove a maior alteração à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) desde a sua criação, pelo Decreto-Lei 5.452/1943. Serão alterados 97 artigos e 320 dispositivos da CLT, cinco artigos e 13 dispositivos da Lei do Trabalho Temporário (Lei 6.019/1974) e um dispositivo da Lei do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além de cinco dispositivos da Lei 8.212/1991, que trata do Regime Jurídico Único dos servidores públicos.

Perito da ONU critica contrarreforma
Em artigo divulgado pelo portal Viomundo, Juan Pablo Bohoslavsky, perito Independente sobre Dívida Externa e Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), ressalta que, em relação às reformas de legislação trabalhista como a pretendida no Brasil, são “muitos os exemplos que demonstram que tais reformas contribuíram para aumentar a desigualdade, a precarização e informalização do emprego, estimularam a discriminação no mercado de trabalho contra mulheres, jovens, idosos e outras pessoas pertencentes a grupos sociais marginalizados, diminuindo a proteção social dos trabalhadores”.

“A ideia de que, em termos gerais, os direitos trabalhistas se exercem de em detrimento do desenvolvimento econômico tem sido questionada tanto no aspecto teórico quanto no plano empírico, e já se tem demonstrado de forma mais concreta que as reformas trabalhistas promovidas pelas políticas de austeridade geralmente não contribuem para a recuperação econômica. Essas reformas não melhoram os resultados econômicos; pelo contrário, causam graves prejuízos aos trabalhadores, que seguirão sentindo seus efeitos por muitos anos”, aponta o perito.

Bohoslavvsky aponta ainda que, a contrarreforma Trabalhista pauta pelo governo de Michel Temer, vai na contramão do avanço em produtividade e em qualidade de vida, além de não ter nenhuma perspectiva concreta de geração de empregos ou melhora da economia do país.

“Existe uma correlação positiva a longo prazo entre a legislação laboral, incluindo a regulamentação que protege os trabalhadores contra as dispensas imotivadas, e a produtividade. Além disso, os dados mostram que uma jornada de trabalho mais curta implica em correspondente aumento de produtividade por hora de trabalho. Chegou-se a conclusões semelhantes sobre o impacto de certas normas laborais na abertura de novos empregos. De acordo com uma análise relativa a quatro países da OCDE, realizada entre 1970 e 2002, um alto grau de proteção contra a demissão arbitrária incentivou a capacitação entre os empregados”, explica.

Votação no TSE

Enquanto os senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) votavam o parecer do PLC 38/2017, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), teve início o julgamento da julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) 194358, que pede a cassação da chapa presidencial Dilma Rousseff e Michel Temer, reeleita em 2014, por suposto abuso de poder político e econômico. Durante a sessão ordinária dessa terça, foram apresentados os arrazoados da acusação, defesa e Ministério Público Eleitoral. O julgamento foi retomando na manhã dessa quarta (7).

*Com informações do Diap, Agência Senado e Viomundo

Fonte: ANDES-SN

CONVOCAÇÃO

 

O Presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre – ADUFAC, no uso de suas atribuições legais e em conformidade com o que preceitua o Art. 47 do Estatuto Social, bem como o Art. 14 de seu Regimento Interno, convoca todos os Sindicalizados para uma Assembleia Geral, dia 06/06/2017 (Terça-Feira), às 14h 30 no Auditório da Entidade.

PAUTA:

1- Informes Locais e Nacionais;

2- Análise de conjuntura;

3 – Deliberação sobre eleições diretas e gerais para presidente e para todos parlamentares do congresso nacional;

4- Construção de nova greve geral de 48h.

 

Rio Branco, AC-01 de Junho de 2017

Prof. Dr. José Sávio da Costa Maia

Presidente

Centrais Sindicais indicam nova Greve Geral no final de junho e atos nos estados

As Centrais Sindicais reunidas na tarde dessa segunda-feira (29) deliberam pela continuidade das lutas para barrar as contrarreformas do governo de Michel Temer. Uma nova Greve Geral a ser realizada no período de 26 a 30 de junho é a principal resolução. Contudo, a data exata só será definida nos próximos dias, levando em consideração a tramitação das reformas no Congresso Nacional.

 

Até lá, as mobilizações serão mantidas nos estados. Aeroportos, locais de trabalho, praças públicas, escolas, universidades deverão ser palco de panfletagens, atos e outras ações contra as reformas da Previdência e Trabalhista e pela revogação da Lei de Terceirização. As Centrais também mantêm a bandeira unitária pela Fora Temer. Uma comissão de representantes das entidades sindicais estará no Senado para pressionar os parlamentares para que arquivem os projetos. Um novo jornal de quatro páginas será lançado para organizar a luta. Uma nova reunião das Centrais Sindicais deve ocorrer no dia 5 de junho.

A CSP-Conlutas defendeu a convocação imediata de uma Greve Geral de 48 horas, principalmente pelo fato de ter havido acordo que há um acúmulo das mobilizações realizadas e de que foi positiva a manifestação em Brasília, no dia 24 de maio.  “Infelizmente, não houve acordo diante das 48 horas, de qualquer maneira a CSP-Conlutas se empenhará para organizar, desde a base, as escolas, os locais de trabalho e os comitês, uma nova Greve Geral”, frisou Luiz Carlos Prates, o Mancha, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, que representou a Central na reunião. Também participaram da reunião os dirigentes da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Gibran Jordão e Magno Oliveira.

As Centrais presentes repudiaram a repressão policial ocorrida na capital federal e consideram que a atividade foi vitoriosa no processo de organização de uma mobilização nacional unitária dos trabalhadores brasileiros. Com iniciativas desde o ano passado, expressivas lutas realizadas em 2017 contribuíram para a construção da unidade dos trabalhadores e trabalhadoras no país. O Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, foi fundamental para o sucesso do 15 de março, dia Nacional de Paralisações e Lutas. O 28 de abril coroou esse acúmulo, com a realização de uma Greve Geral que parou em torno de 40 milhões de trabalhadores no país. Assim como a marcha Ocupe Brasília, que levou mais de 150 mil trabalhadores, movimentos sociais e juventude à Brasília.

Rodada de assembleias docentes
Na última quinta-feira (25), representantes de diversas seções sindicais dos setores das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino Superior (Iees/Imes) e Federais (Ifes) do ANDES-SN se reuniram na sede do Sindicato Nacional, em Brasília (DF), para avaliar o Ocupe Brasília, grande ato realizado no dia anterior, e apontar novos encaminhamentos unificados para a categoria docente.

Na reunião conjunta dos setores, realizada no período da manhã, os docentes indicaram a realização de uma rodada de assembleias de 29 de maio a 7 de junho para deliberar sobre a reafirmação da consigna de “Fora Temer!”, redobrar as lutas para barrar as contrarreformas da Previdência e Trabalhista, revogar a Lei das Terceirizações, e construir uma Greve Geral de 48h com a maior brevidade possível. E, ainda, atualizar as consignas que orientam a política do ANDES-SN até o 62° Conad, que será realizado entre os dias 13 e 16 de julho desse ano, na cidade de Niterói (RJ). A próxima reunião conjunta dos setores da Ifes e das Iees/Imes está marcada para o dia 8 de junho, em São Paulo, antecedendo a reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, que ocorrerá de 9 a 11 de junho na capital paulista. Saiba mais.

Com informações e foto da CSP Conlutas

 

Fonte: ANDES-SN

ANDES-SN organiza seminário sobre impactos da mineração no RS

O Grupo de Trabalho de Política Agrária, Urbana e Ambiental (Gtpaua) do ANDES-SN promoverá nos dias 5 e 6 de junho, em São Lourenço do Sul (RS), o Seminário Regional Sobre os Impactos dos Projetos de Mineração. O seminário é organizado com o apoio da Regional Rio Grande do Sul do ANDES-SN e das seções sindicais gaúchas do Sindicato Nacional.

O encontro ocorrerá no Galpão Crioulo do Camping Municipal da cidade de São Lourenço do Sul, que também conta com um campus da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). A cidade está na Bacia do Rio Camaquã, uma das raras áreas ainda preservadas do bioma Pampa, mas que se encontra ameaçada por um projeto de mineração de chumbo, zinco e cobre.

A primeira mesa redonda, na segunda-feira (5), começa às 14h30 e terá como tema “Impactos da Mineração na América Latina”. O debate contará com a participação especial de Ana Maria Llamoctanta Edquen, presidente de base dos Círculos de Mulheres Camponesas do povoado de El Tambo, no Peru. No povoado está localizada a Mina de Yanacocha, maior mina de ouro da América do Sul e segunda maior do mundo, e é operada por um consórcio que inclui uma empresa estadunidense, uma peruana e um órgão do Banco Mundial. Os movimentos sociais peruanos lutam contra os impactos da atividade de mineração na região, entre os quais está a contaminação por metais pesados.

Em seguida, terá lugar a mesa “Mineração e Sociobiodiversidade no Pampa: o que está em jogo?”, com início previsto para às 18h30. Na terça-feira (6), o seminário começa às 9h, com a mesa “A Mineração na Metade Sul do Rio Grande do Sul”. No período da tarde os docentes se dividirão em Grupos de Trabalho e depois participarão da Plenária de Encerramento.

Henrique Mendonça, 2º secretário da Regional Rio Grande do Sul do ANDES-SN, afirma que a ideia do seminário surgiu durante um encontro da Regional, e que o movimento docente gaúcho têm participado do debate sobre o projeto de mineração na região da Bacia do Rio Camaquã, comparecendo a audiências públicas realizadas em diversos municípios.

“Toda a região Sul do estado está muito preocupada com esse projeto de mineração, e com seus impactos ambientais e sociais. Assim, organizamos esse seminário para que possamos estudar melhor a questão e atuar politicamente”, diz o docente.

Confira aqui a programação do seminário

Confira aqui o cartaz do seminário

 

 

Fonte: ANDES-SN

Ministros do TST se manifestam contra a Reforma Trabalhista

A Mesa do Senado Federal recebeu, na quarta-feira (24), um documento de considerações jurídicas assinado pela maioria dos ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) contrários à contrarreforma trabalhista, Projeto de Lei da Câmara (PLC) 38/17. Para eles, a contrarreforma prejudica direitos dos trabalhadores.

O documento, assinado por 17 dos 27 ministros do TST, foi entregue ao senador Gladson Cameli (PP-AC), 2º secretário do Senado, que presidia a sessão no momento. Gladson Cameli providenciou o encaminhamento do texto ao presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e pediu a distribuição a todos os demais senadores. Os ministros que foram ao Senado para entregar o manifesto foram Delaíde Alves Miranda Arantes, Hugo Carlos Scheuermann, José Roberto Freire Pimenta, Maria Helena Mallmann e Mauricio Godinho Delgado.

De acordo com o documento assinado pelos ministros do TST, a maior preocupação com o PLC 38/17 é que ele elimina ou restringe, de imediato ou a médio prazo, “várias dezenas de direitos individuais e sociais trabalhistas que estão assegurados no País às pessoas humanas que vivem do trabalho empregatício ou similares”.

Confira o documento na íntegra aqui

Reunião em comissão deu como lida reforma trabalhista

A reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, de terça-feira (23), deu como lido o parecer favorável ao PLC 38/17, da contrarreforma trabalhista do governo Temer, sem que fosse feita a leitura devida. Senadores já se movimentam para pedir a nulidade da reunião.

Em meio à repressão na Esplanada, Câmara aprovou seis MPs

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite do dia 24, seis Medidas Provisórias (MPs) que trancavam a pauta de votações da Casa. A aprovação das MPs ocorreu sem a presença da oposição, que decidiu se retirar do plenário em protesto contra a edição do decreto do presidente Michel Temer que autorizou a presença das Forças Armadas nas ruas do Distrito Federal.

A decisão de abandonar o plenário foi tomada por deputados do PT, PSOL, Rede, PDT, PCdoB e PMB. Sem a obstrução da oposição as votações foram rápidas. Todos os destaques dos deputados de oposição foram rejeitados. A primeira medida aprovada (MP 759/16) impõe regras para regularização de terras da União ocupadas na Amazônia Legal e disciplina novos procedimentos para regularização fundiária urbana e rural até 2,5 mil hectares.

O texto original determinava que a regularização deveria ocorrer em áreas contínuas de até 1,5 mil hectares (um hectare equivale à área aproximada de um campo de futebol). No entanto, o relator na comissão, senador Romero Jucá (PMDB-RR), elevou o limite. Jucá aumentou também o público-alvo da regularização, pois permite que ocupantes anteriores a julho de 2008 participem do processo. Anteriormente, isso estava limitado a ocupantes anteriores a 1º de dezembro de 2004.

Em seguida, os deputados aprovaram a MP 767/17 que trata da concessão do auxílio-doença, da aposentadoria por invalidez e do salário-maternidade no caso de o segurado perder essa condição junto ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS) e retomá-la posteriormente.  A proposta aumenta o período de carência para a concessão de tais benefícios. O texto também cria um bônus para os médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com o objetivo de diminuir o número de auxílios concedidos há mais de dois anos sem a revisão legal prevista para esse prazo.

Foram aprovadas a MP 760/16, que muda as regras de acesso de praças ao posto de oficial nos quadros dos policiais militares e dos bombeiros militares do Distrito Federal; e a 761/16, que altera o Programa Seguro-Emprego (PSE), prorrogando para 31 de dezembro de 2018 o prazo de adesão ao programa. A medida permite aos patrões reduzir em até 30% os salários e a jornada de trabalho. O prazo anterior se esgotaria em 31 de dezembro deste ano.

Outra medida aprovada (MP 762/16) prorroga isenção de tributo sobre transporte fluvial de mercadorias. A MP prorroga a isenção do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), beneficiando mercadorias cuja origem ou cujo destino final seja portos localizados nas regiões Norte ou Nordeste do país.

O plenário aprovou ainda a MP 764/16, que autoriza desconto na compra de bens e serviços com pagamento à vista, proibindo contratos de prestadoras de serviço de excluírem essa possibilidade conforme a forma de pagamento (dinheiro, cartão de crédito, cheque). Pela proposta, o lojista deverá informar, em local e formato visíveis ao consumidor, eventuais descontos oferecidos em razão do prazo ou do instrumento de pagamento utilizado. Todas as MPs foram aprovadas em votação simbólica e seguem para apreciação do Senado.

Com informações de Diap e EBC, imagem de Diap.

 

 

Fonte: ANDES-SN

Nota do ANDES-SN sobre o 24 de maio

Após a realização da forte Greve Geral do dia 28 de abril, a classe trabalhadora deu mais um sinal de sua força ao reunir 150 mil pessoas na marcha Ocupe Brasília no dia 24 de maio. Um ato histórico que enfrentou a repressão brutal do governo do Distrito Federal sobre o aval do governo federal, em uma demonstração de importante unidade na luta.
A reação da classe trabalhadora vem aprofundando a instabilidade do governo ilegítimo de Temer, que por sua vez, aprofunda contradições presentes na agenda da burguesia. Nesse contexto é necessário que enquanto as elites, a mídia e a justiça, procuram apagar as lutas, nós aprofundemos a unidade e luta dos trabalhadores/as para barrar as contrarreformas. A Greve Geral do dia 28 de abril foi inutilmente escondida em grande parte dos noticiários, que, mais tarde, foram obrigados a coloca-la em pauta diante da impossibilidade de esconder as manifestações em todas as partes do Brasil com forte adesão popular.
Outra tentativa de invisibilizar as reivindicações dos/as trabalhadores/as de todo o Brasil, foi mais uma vez criminalizar a luta, através da forte repressão ocorrida durante a manifestação do dia 24 de maio. Nossas manifestações são cada vez mais, reprimidas de modo violento, brutal e covarde: balas de borracha e de armas letais, gás lacrimogêneo, spray de pimenta e também por uma cobertura falaciosa que a grande mídia faz, inclusive mentindo sobre o quantitativo de trabalhadores/as na manifestação em Brasília. Denunciamos a gravidade da decisão do ilegítimo governo de militarizar nossas lutas: mas, saibam que não recuaremos!.
Repudiamos a divulgação por parte da grande mídia, de que a luta dos trabalhadores/as não é legítima e assim nos caracterizam como vândalos. Vandalismo é a retirada de direitos sociais, a corrupção que saqueia o fundo público à favor de empresários corruptos e contra os trabalhadores/as. Vandalismo é a repressão da polícia, que atira, bate e prende manifestantes que lutam pelos seus direitos. Vandalismo é a militarização imposta pelo governo federal, inclusive com a convocação das forças armadas para reprimir os manifestantes. Vandalismo é a violência contra os trabalhadores/as do campo, como o assassinato dos 11 trabalhadores/as rurais no dia 24 de maio no Pará; dos indígenas e da juventude pobre e negra das periferias.
A luta de classes se acirra e isso deve ser concretizado nas ruas, com a ampliação de nossa mobilização contra as reformas e pela construção da GREVE GERAL de 48h para avançar na reorganização da classe trabalhadora.
Fora Temer! Greve geral! Nenhum direito a menos!

150 mil pessoas ocupam Brasília contra Temer e as Reformas

25 maio 2017

img_3687Um mar de gente ocupou as ruas de Brasília (DF) nessa quarta-feira (24) em manifestação contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, pela revogação da Lei das Terceirizações e pelo Fora Temer. As 150 mil pessoas presentes no ato fizeram do Ocupe Brasília a maior manifestação da capital federal na última década, superando largamente em quantidade de pessoas atos como os de Junho de 2013.

Participaram da manifestação trabalhadores, estudantes e militantes de movimentos sociais de todos os estados do Brasil. O ANDES-SN, com grande bancada presente em Brasília, organizou uma coluna junto à CSP-Conlutas e demais entidades da Educação, na qual defendeu também a construção de uma nova Greve Geral, dessa vez de 48h, como tática para barrar as contrarreformas e derrubar Michel Temer da presidência.

A concentração da manifestação começou nas primeiras horas da manhã, na medida em que os ônibus chegavam de norte a sul do país no estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha. De lá, já perto das 12h, começaram a sair os primeiros blocos de manifestantes rumo à Esplanada dos Ministérios. A Polícia Militar (PM) do Distrito Federal, entretanto, realizou revistas nos manifestantes no percurso da Esplanada e impôs bloqueios à entrada de manifestantes na Praça dos Três Poderes, colocando barreiras antes do espelho d’água do Congresso Nacional.

Tão grande era o ato que os manifestantes que estavam na parte de trás demoraram quase duas horas para chegar ao final da Esplanada. Lá, a PM, comandada pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB), cumpriu seu papel de braço armado do Estado e, durante horas de repressão incessante, milhares de bombas foram lançadas contra os trabalhadores, assim como gás de pimenta e tiros de bala de borracha para impedir o direito à manifestação. Ironicamente, o governo do DF, que repete cotidianamente a necessidade de privatizar serviços como os de saúde por “falta de verba”, não se importou com os milhares de reais gastos em equipamentos de repressão policial.

Temer coloca Forças Armadas na rua

Em reação à brutal violência da polícia, manifestantes se defenderam queimando pneus e montando barricadas. O presidente Michel Temer, em um ato utilizado apenas por José Sarney em 1986 e por Dilma Rousseff no Leilão do Campo de Libra em 2013, decretou a “Garantia de Lei e de Ordem” em todo o Distrito Federal até o dia 31 de maio. Temer se valeu da Lei Complementar nº 97/1999 e do artigo 84 da Constituição Federal para colocar as Forças Armadas nas ruas. Segundo o Correio Braziliense, 1200 militares do Exército, Marinha e Aeronáutica rapidamente se apresentaram na Esplanada dos Ministérios para ajudar a polícia de Rollemberg a reprimir a manifestação. Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou a decisão de Temer em sessão na tarde desta quarta. Ele disse ter ficado preocupado com o decreto e acrescentou: “espero que a notícia não seja verdadeira”.

Policiais do DF também utilizaram, indiscriminadamente, armas de fogo letais contra os manifestantes. A Secretaria de Saúde do DF informou que há uma pessoa baleada internada no Hospital de Base. Até o momento, há notícias de mais 80 manifestantes feridos e de mais de sete detidos.

Avaliação

Eblin Farage, presidente do ANDES-SN, avaliou positivamente a manifestação, esperando que o Ocupe Brasília seja um estímulo para manter os trabalhadores brasileiros na rua até a derrota dos projetos de ajuste fiscal e a queda de Michel Temer do poder. “Foi uma manifestação muito positiva. Superou as nossas expectativas de quantitativo de trabalhadores presentes, que era de 100 mil. Colocamos 150 mil pessoas nas ruas, foi uma das maiores marchas da história de Brasília. Foi uma vitória a construção unitária entre as centrais sindicais, assim como a Greve Geral de 28 de abril. É mais uma prova de que quando queremos fazer coisas de forma unitária, temos ótimos resultados. Esse deve ser o caminho para derrubarmos o Temer, barrar as contrarreformas e reverter os projetos que já foram aprovados e retiraram direitos dos trabalhadores”, afirmou a docente.

A presidente do ANDES-SN ressaltou a necessidade de construção de uma nova Greve Geral, dessa vez de 48 horas. “É fundamental construir a Greve Geral de 48 de horas, para, acima de tudo, colocar fim às contrarreformas que, mesmo com o país nessa crise, não pararam de tramitar no Congresso. Ontem, os senadores deram como lido o parecer da Contrarreforma Trabalhista, que foi apenas apresentado na comissão no Senado. É impressionante como, mesmo em meio a uma convulsão social no país, o Congresso Nacional parece estar imune a tudo e continua apressando o processo de votação das contrarreformas. Mais do que nunca, temos que intensificar a construção de uma nova Greve Geral de 48h, e não sair das ruas até que o Temer caia e que as contrarreformas sejam barradas”, concluiu Eblin Farage.

Fonte: ANDES-SN

Governo cria nova tática para forçar adesão ao Funpresp

Ao mesmo tempo em que busca aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, da Contrarreforma da Previdência, o governo federal tem criado novas táticas para tentar forçar os Servidores Públicos Federais (SPF) a aderirem ao Funpresp, fundo de pensão criado para substituir a Previdência Pública. Agora, todos os servidores admitidos a partir da data de instituição do Funpresp, em seis de fevereiro de 2013, são surpreendidos por um pop-up ao entrar no site do Sistema Integrado de Gestão de Pessoas (Sigepe) incitando a adesão ao fundo de pensão.

Ao entrar no Sigepe, o servidor recebe a seguinte mensagem: “Quero que a minha inscrição automática ao plano de benefícios ExecPrev da Funpresp-Exe seja ativada”. Há duas opções de resposta: Sim, e Não. Abaixo do Não está a mensagem “Estou ciente de que minha aposentadoria e pensão instituída pelo RPPS estará limitada ao teto dos benefícios do RGPS”.

Para Lana Bleicher, 1ª secretária da Regional Nordeste III e uma das coordenadoras do Grupo de Trabalho de Seguridade Social e Assuntos de Aposentadoria (GTSSA) do ANDES-SN, a criação do pop-up é mais uma forma do governo aumentar a pressão para a adesão ao Funpresp. “A adesão dos SPF é muito baixa, em especial entre os docentes federais. Isso é fruto da campanha do ANDES-SN contra o Funpresp. Os docentes têm receio de aderir porque sabem que os fundos de pensão não têm quaisquer garantias de rendimentos futuros”, aponta a docente. “O pop-up é mais uma tática do governo para tentar empurrar goela abaixo dos servidores algo que já foi amplamente rechaçado”, completa Lana.

Antes da criação do pop-up, o governo já havia tentado outras táticas para forçar a adesão ao Funpresp. Entre elas, está a Lei 13.183 de 2015, que alterou as regras de adesão ao Fundo de Pensão dos Servidores Públicos Federais, tornando a participação compulsória. O ANDES-SN ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra tal lei.

MPOG libera dados pessoais de servidores ao Funpresp

O governo também tem liberado dados pessoais dos servidores ao Funpresp, para facilitar as propagandas e o assédio para a adesão. O Funpresp enviou, em 22 de maio, email a todos os servidores que assumiram seus cargos depois de fevereiro de 2013, no qual explica o fundo de pensão, ressaltando que os que não aderirem terão os benefícios limitados ao teto do INSS. O email, intitulado “4ª Campanha de Adesão Funpresp”, explica ainda a criação do pop-up no Sigepe como um facilitador para a adesão ao fundo de pensão.

Trabalhadores pagam por rombos nos fundos de pensão

A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), ligada ao Ministério da Previdência Social, publicou em janeiro de 2016 um relatório que aponta o aumento do rombo dos fundos de pensão no país. O déficit, que era de R$ 28,7 bilhões em 2014, passou a R$ 60,9 bilhões em 2015 – novo recorde histórico em perdas.

O déficit acontece, segundo a Previc, quando os ativos de um fundo de pensão não são suficientes para pagar os benefícios previstos até o último participante vivo do plano. Fundos de servidores públicos ou de trabalhadores de estatais estão entre os com maior déficit. De acordo com a Previc, dez fundos de pensão acumulam 80% do déficit registrado, sendo nove patrocinados por estatais, das quais oito são federais.

Em junho de 2016, o Conselho Deliberativo do Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP) decidiu que os trabalhadores da Petrobras pagariam parte do rombo de R$ 16 bilhões que teve o fundo de pensão.

Diga não ao Funpresp

O ANDES-SN é contrário aos fundos de pensão privados e organiza, desde a instituição do Funpresp – fundo de pensão para Servidores Públicos Federais (SPF), campanha pela não adesão, alertando os docentes federais sobre os riscos desse modelo de aposentadoria, como os problemas do Petros (Fundo de Previdência dos trabalhadores da Petrobrás). Com relação ao Funpresp, o Sindicato Nacional tem buscado meios jurídicos para impedir a adesão automática dos docentes federais ao fundo de pensão dos SPF.

Ações contra o Funpresp e para barrar a contrarreforma da Previdência foram discutidas durante o 36º Congresso do ANDES-SN, realizado entre 23 e 29 de janeiro, em Cuiabá (MT). Além de medidas para o enfrentamento à PEC 287/16, os participantes do congresso aprovaram intensificar a denúncia do Funpresp, e dos riscos que esse fundo apresenta à aposentadoria dos servidores, bem como da privatização da previdência dos servidores nos estados e municípios.

Confira aqui a Cartilha Diga Não ao Funpresp

 

 

Fonte: ANDES-SN

Pressão popular exige renúncia de Michel Temer

A pressão popular contra os ataques aos direitos dos trabalhadores virou o jogo da política brasileira. O presidente ilegítimo Michel Temer está por um fio em seu cargo e, apesar de declarar publicamente na tarde desta quinta-feira (18) que não renunciará, já vê a aprovação das contrarreformas Trabalhista e da Previdência ficarem mais difíceis, com o abandono de parte de sua base aliada no Congresso Nacional. Manifestações estão sendo organizadas em todo o país para o final da tarde desta quinta, pela saída de Temer e pela não aprovação das contrarreformas.

A crise surgiu após a divulgação da delação do grupo frigorífico JBS/Friboi de que Temer teria intermediado a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em investigações da Lava Jato. Michel Temer tem encontrado dificuldade de apoio para realizar as duras contrarreformas Trabalhista e da Previdência, pautadas pela burguesia, em meio a um cenário de crescente mobilização da classe trabalhadora e aumento do descrédito do governo frente à população. Mesmo com maioria no Congresso Nacional, o presidente ilegítimo ainda não conseguiu retirar direitos na velocidade que o empresariado esperava.

Eblin Farage, presidente do ANDES-SN, avalia o papel que cumpriram as recentes mobilizações para a instalação da crise no interior do governo Temer. “As manifestações populares ajudaram a criar instabilidade no governo e divergências entre as frações da burguesia”, diz. “Não estamos na rua apenas pelo Fora Temer, mas também contra as reformas e a retirada de direitos”, lembra a docente.

Em nota divulgada na manhã da quinta-feira, a diretoria do ANDES-SN avaliou que “o reingresso na cena política da classe trabalhadora, explicitado na greve geral do dia 28 de abril, acirrou a crise brasileira que vive mais um capítulo protagonizado pelas disputas de poder entre as frações burguesas. Pressionado pela força das movimentações da classe trabalhadora, que alteraram a correlação de forças na direção de dificultar a continuação da aprovação das contrarreformas, sobretudo após a greve geral de 28 de abril, setores da burguesia junto com a mídia corporativa se adiantam para tentar mudar as peças de transmissão de suas demandas em tempos de crise”.

Mercado financeiro rompe com Temer

Notícias divulgadas em jornais como Correio Braziliense, Exame e Valor Econômico já davam o tom do giro político brasileiro após a divulgação da delação. Representantes de fundos que atuam no mercado financeiro afirmam que não há condições de Temer continuar no poder. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), foi fechada nesta quinta com menos de 30 minutos de funcionamento com queda de quase 10%, por meio de um mecanismo chamado de “circuit breaker”, que impede bolsas de funcionarem com quedas ou altas de mais de 10%. A última vez em que isso havia ocorrido foi em 2008, durante o pico da crise econômica internacional.

O mercado financeiro também foi palco de outra jogada: antes do anúncio da delação, a JBS/Friboi comprou dólares em grande quantidade. Na prática, isso significa que a empresa teve grandes lucros com a divulgação da denúncia. A valorização do dólar foi de 1,67% na quarta (17), e é, por enquanto, de mais de 6% nesta quinta. Informações do Valor Econômico apontam, ainda, que a JBS/Friboi está de malas prontas para a Holanda, onde passará a funcionar a sede da multinacional da carne.

STF autoriza abertura de inquérito contra Temer

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu abrir inquérito para investigar o presidente Michel Temer. A medida foi tomada a partir das delações premiadas dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS/Friboi. A previsão é de que o sigilo das delações seja retirado ainda hoje (18).

Tramitação das contrarreformas é paralisada

A crise gerada pela denúncia da JBS/Friboi serviu, ainda, para paralisar momentaneamente a tramitação das contrarreformas Trabalhista e da Previdência. O relator do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 38/17, da Contrarreforma Trabalhista, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), já afirmou que adiará a entrega de seu relatório ao Plenário. Ele havia se comprometido com o governo federal a entregar o relatório no dia 23 de maio. Integrantes da equipe econômica do governo federal também descartaram a aprovação rápida da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, da Contrarreforma da Previdência. Temer queria votar o ataque à aposentadoria dos brasileiros em primeiro turno no dia 29 de maio. O governo também cancelou a veiculação da campanha publicitária a favor da aprovação da PEC.

Eblin Farage, presidente do ANDES-SN, avalia que a paralisação dos ataques é uma vitória. “A paralisação das reformas é uma vitória, ainda que parcial. Qualquer atraso no processo de retirada de direitos tem que ser considerada uma vitória, mesmo que momentânea, e fruto de nossa mobilização. Diante do caos criado pelas denúncias, os deputados e senadores estão ainda mais expostos. A base do governo não está mais segura, então é momento de intensificar a pressão sobre eles para impedir a retirada de direitos”, comenta.

Ocupe Brasília será marco da luta contra a retirada de direitos

Com a mudança na conjuntura, aumenta também a importância da manifestação Ocupe Brasília, marcada pelas centrais sindicais para o dia 24 de maio. Apoiadas na disposição de luta dos trabalhadores brasileiros, que se refletiu na força da Greve Geral de 28 de abril, a ideia é avançar na mobilização nacional para barrar as contrarreformas da Previdência e Trabalhista e revogar a Lei das Terceirizações, na perspectiva de uma nova Greve Geral, de 48 horas.

“Diante de todo o escândalo no Brasil, se ele ainda tiver forças para permanecer no poder, temos que ir com ainda mais energia para as ruas no dia 24, e levar o dobro de pessoas que imaginávamos, para garantir a queda de Temer”, afirma Eblin Farage, presidente do ANDES-SN. “Temos que derrubar Temer, rejeitar as contrarreformas, e reverter as reformas que já foram feitas, inclusive durante os governos de Lula e Dilma – como a Reforma da Previdência de 2003”, completa a docente.

Confira a nota da diretoria do ANDES-SN: A intensificação da crise do ilegítimo Governo Temer

Com informações de EBC, Valor Econômico, Exame e Correio Braziliense. Imagens de NBR/Reprodução e CSP-Conlutas

 

 

Fonte: ANDES-SN

Nota política da Diretoria do ANDES-SN – A intensificação da crise do ilegítimo Governo Temer

 

O reingresso na cena política da classe trabalhadora, explicitado na greve geral do dia 28 de abril, acirrou a crise brasileira que vive mais um capítulo protagonizado pelas disputas de poder entre as frações burguesas. Pressionado pela força das movimentações da classe trabalhadora, que alteraram a correlação de forças na direção de dificultar a continuação da aprovação das contrarreformas, sobretudo após a greve geral de 28 de abril, setores da burguesia junto com a mídia corporativa se adiantam para tentar mudar as peças de transmissão de suas demandas em tempos de crise.

O ANDES-SN tem levantado a bandeira do “Fora Temer” conjugada com a estratégia da greve geral, apostando e construindo na reorganização da classe trabalhadora como único sujeito social capaz de reverter os rumos desastrosos que o neoliberalismo reforçado pela política de conciliação de classes tem conduzido à sociedade brasileira. Neste momento de instabilidade, não podemos hesitar, temos que estar nas ruas com nossas bandeiras de forma organizada e unitária, reforçando o grito de “Fora Temer”, convocando uma nova Greve Geral mais forte, agora de 48h, e defendendo os direitos da classe trabalhadora.

Avaliamos que, nesse momento de acirramento da crise, é fundamental estarmos nas ruas, nos atos pelo Fora Temer e contra as reformas, convocados pelas centrais sindicais e movimentos sociais para essa quinta-feira (18 de maio) em várias cidades do país, seguindo o nosso histórico de unidade de ação. Sobretudo, devemos nos organizar ainda mais para a construção do #OcupeBrasília no dia 24 de maio na direção de ampliar a convocação de uma nova e urgente greve geral!

O ANDES-SN e a CSP-Conlutas conclamam aos trabalhadores e trabalhadoras a intensificar as lutas.

A hora é agora!
Fora Temer!
Derrotar as contrarreformas trabalhista, da previdência e a terceirização!
Nenhum direito à Menos!

Diretoria Nacional do ANDES-SN

Brasília, 18 de maio de 2017

Reunião dos Setores do ANDES-SN aponta paralisação dia 24 e ocupação de Brasí

Painel expôs desmonte das universidades públicas estaduais e municipais e similaridade nos ataques vivenciados pelos docentes das Iees/Imes

Representantes das seções sindicais dos setores das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino Superior (Iees/Imes) e Federais (Ifes) estiveram reunidos na última sexta-feira (12) no Rio de Janeiro. A reunião conjunta dos setores, que aconteceu no período da manhã, apontou encaminhamentos unificados. No período da tarde, foi realizado um painel no qual foi apresentada a realidade vivenciada pelos docentes nos estados e munícipios, que expôs a política de desmonte das universidades públicas e evidenciou a similaridade dos ataques vivenciados.

A reunião encaminhou a participação na caravana Ocupa Brasília, no dia 24 de maio, e envidar esforços para a construção de uma nova agenda de Greve Geral de 48 horas contra as Reformas da Previdência, Trabalhista e contra e Lei da Terceirização. Além disso, dar continuidade à pressão junto aos parlamentares para que se posicionem contrários às reformas em curso no Congresso Nacional e, ainda, denunciar aos organismos internacionais, em articulação com a CSP-Conlutas, os crimes que o Estado brasileiro está cometendo contra os direitos humanos no país.

De 15 a 19 de maio, as seções sindicais realizarão assembleias pautando a paralisação no dia 24 e a organização de caravanas à capital federal. No dia 25 será realizada uma nova reunião conjunta dos setores das Iees/Imes e Ifes, em Brasília.

Segundo Alexandre Galvão, secretário-geral do ANDES-SN, a reunião dos setores foi muito importante possibilitou fazer uma avaliação conjunta da Greve Geral, que foi considerada vitoriosa pelos participantes, e, em segundo lugar, estabelecer as estratégias gerais e os encaminhamentos do Ocupa Brasília. “Na avaliação feita na reunião conjunta dois elementos merecem destaque. Primeiro, a necessidade de nos organizarmos em comitês e fóruns locais, envolvendo todos os outros setores que também participaram da greve geral, para a caravana à Brasília, construindo essa unidade para levar um número massivo de trabalhadores e trabalhadoras para Brasília. E, segundo, a importância de, nesse momento, durante o Ocupa Brasília nós pressionarmos as demais entidades, junto com a CSP-Conlutas, para a construção de uma nova greve geral de 48 horas”, contou.

Para Galvão, o Ocupa Brasília será um momento, posterior à Greve Geral, “que servirá para fortalecer e potencializar a luta, para continuarmos numa pressão cada vez maior no sentido de levar o governo e a sua bancada aliada a retirarem as propostas que atacam os direitos da classe trabalhadora como as contrarreformas Trabalhista e da Previdência.”

O diretor do ANDES-SN salientou ainda a necessidade de intensificar a pressão junto aos parlamentares, visto que a atuação vem surtindo resultados. “Isso ficou evidente na votação da comissão especial, quando alguns parlamentares da base aliada que declaram que votariam contra a reforma trabalhista foram substituídos por seus partidos antes da própria reunião”, comentou.

O secretário-geral do Sindicato Nacional ressaltou também a preocupação manifesta na reunião com a criminalização aos movimentos sociais e a necessidade de denunciar a intensificação da repressão aos organismos internacionais.

Painel sobre as Estaduais e Municipais
Ainda na sexta (12), no período da tarde, docentes das Iees e Imes apresentaram relatos da situação vivenciada em suas instituições e dos ataques que vêm sofrendo dos respectivos governos. O painel foi uma deliberação da reunião dos setores realizada em abril, e teve por objetivo discutir de forma conjunta as medidas  de desmonte das universidades públicas que vêm sendo implementadas pelos governos estaduais e municipais, bem como estratégias de ação.

“O painel foi interessante porque enquanto as seções sindicais presentes do setor das Iees/Imes foram apresentando o caráter dos ataques sofridos, foi se percebendo que há muita similaridade. Ataques que são produtos do projeto de desmonte do serviço público e das contrarreformas levadas a cabo pelo governo federal, que já assumem as suas consequências nos estados e municípios, relacionados obviamente com o ajuste fiscal, produto do PLP 343”, contou Galvão.

O diretor do ANDES-SN apontou que, por conta dos projetos de lei que visam o ajuste fiscal nos estados, em troca de recursos e suspensão da dívida dos entes federados com a União (primeiramente o PLP 257 e agora o PLP 343), em quase todos os estados os servidores estão sem a reposição inflacionária em seus salários, e no caso de locais onde houve assinatura de acordo, os governos não estão cumprindo com o firmado. Além disso, em várias universidades os docentes estão com os direitos de progressão e promoção dos planos de carreira congelados, por conta do ajuste fiscal.

“Foram relatados também ataques relacionados à própria democracia interna nas instituções, com processo de militarização dos campi, o que também mostra, de fato, o quanto hoje a presença ostensiva da repressão tem se dado nas universidades estaduais e municipais. E também a questão das greves. Hoje, temos uma estadual em greve, a UEPB, em defesa da sua autonomia porque o governo da Paraíba tem desrespeitado a lei da autonomia e não tem repassado as verbas necessárias para funcionamento das universidades. Essas situações têm levado a um quadro em que todas as universidades estaduais e municipais estejam com problemas sérios de custeio e investimento. Isso é uma realidade geral. Algumas inclusive, como é o caso do Rio de janeiro, com salários atrasados, o que é uma vergonha”, comentou Galvão.

Nota das Estaduais e Municipais
De acordo com o diretor do Sindicato Nacional, no dia seguinte, sábado (13), foram realizadas as reuniões específicas dos dois setores. Como resultado dos debates do painel e para intensificar a mobilização durante a Semana Unificada de Lutas das Iees/Imes, o setor das Estaduais e Municipais produziu uma nota intitulada “Em defesa das Instituições Públicas de Ensino Superior Estaduais e Municipais”.

“Diante da necessidade de, durante a semana de lutas das Iees/Imes, apresentarmos de uma forma mais evidente como que esses ataques têm se dado e também como uma forma de resistência, o setor elaborou essa nota, fazendo um diagnóstico da situação mais geral e chamando para a luta todos os docentes das estaduais e municipais, em defesa dessas instituições e a adesão ao Ocupa Brasília, no dia 24 de maio”, completou. Confira aqui a nota.

Leia o relatório da reunião unificada dos Setores das Iees/Imes e Ifes (12/5)

Leia o relatório da reunião do Setor das Iees/Imes (13/5)

Leia o relatório da reunião do Setor das Ifes (13/5)

Fonte: ANDES-SN

 

Centrais Sindicais se reúnem para definir agenda de lutas contra as reformas

Representantes das Centrais Sindicais se reuniram nessa quinta-feira (4), em São Paulo (SP), para traçar a luta para barrar as contrarreformas Trabalhista e da Previdência e pela revogação da lei da Terceirização. Foi definido um intenso calendário de lutas, com uma grande manifestação em Brasília, reunindo centenas de milhares de trabalhadores. A perspectiva é dar sequência à mobilização que culminou na vitoriosa Greve Geral, realizada em 28 de abril, que teve adesão de cerca de 40 milhões de trabalhadores, de acordo com as entidades.

Na próxima semana, entre 8 e 13 de maio, dirigentes sindicais estarão em Brasília (DF) para pressionar os parlamentares a se posicionarem contrários aos projetos do governo Temer. Já na semana entre 15 e 19, as Centrais estão convocando uma grande ocupação da capital federai, com trabalhadores e representações sindicais e movimentos sociais, estudantis e populares organizados.

A CSP-Conlutas, representada na reunião por Luiz Carlos Prates e Mauro Puerro, da Secretaria Executiva Nacional da Central, reafirmou a disposição em repetir a Greve Geral, dessa vez de 48 horas ou por prazo indeterminado, caso o Congresso Nacional não recue na tramitação dos projetos.

Além do calendário de lutas, foram aprovadas uma carta aos bispos do Brasil, que têm se posicionado contrários às reformas, e moção de repúdio à criminalização das mobilizações e prisão de manifestantes da greve geral, ativistas do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Estiveram presentes a CSP-Conlutas, CUT, CTB, CGTB, CSB, Intersindical, Nova Central e a UGT, além de representantes de categorias e sindicatos que fizeram parte da construção da Greve Geral.

A Secretaria Executiva Nacional (SEN) da CSP-Conlutas se reuniu, também nessa quinta (5), e avaliou a Greve Geral do último dia 28 como uma ação vitoriosa dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros e aprovou uma resolução política. No documento, incorpora as propostas de ações unificadas das Centrais Sindicais, reunidas no mesmo dia, e defende a preparação de uma Greve Geral de 48 horas. Confira aqui a Resolução da SEN da CSP-Conlutas.

Para Amauri Fragoso de Medeiros, 1º tesoureiro do ANDES-SN e Encarregado de Relações Sindicais da entidade, a definição do calendário de lutas é um importante passo para ampliar a capacidade de unidade da classe trabalhadora, na tentativa de barrar as contrarreformas do governo Temer.

“Após o dia 28 de abril, entendemos que é necessário seguir em frente com outras atividade. As centrais ontem se reuniram para decidir os próximos passos da mobilização. Apontamos uma semana de mobilização, de 8 a 13 de maio, com a expectativa de ida à Brasília de, cerca, 300 dirigentes sindicais para pressionar os parlamentarem a votarem contra os projetos de contrarreforma da Previdência e Trabalhista. Essa ação será um preparativo para o Ocupa Brasília, que irá acontecer na semana de 15 a 19 de maio, na capital federal, culminando com um dia de Caravana Nacional, a definir, com expectativa de 100 mil pessoas”, comentou o diretor do ANDES-SN.

Confira abaixo a nota conjunta divulgada pelas centrais sindicais:

São Paulo, 04 de maio de 2017

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS

CONTINUAR E AMPLIAR A MOBILIZAÇÃO CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS!

As Centrais Sindicais, reunidas na tarde desta quinta feira, avaliaram a Greve Geral do dia 28 de abril como a maior mobilização da classe trabalhadora brasileira. Os trabalhadores demonstraram sua disposição em combater o desmonte da Previdência social, dos Direitos trabalhistas e das Organizações sindicais de trabalhadores.

A forte paralisação teve adesão nas fábricas, escolas, órgãos públicos, bancos, transportes urbanos, portos e outros setores da economia e teve o apoio de entidades da sociedade civil como a CNBB, a OAB, o Ministério Público do Trabalho, associações de magistrados e advogados trabalhistas, além do enorme apoio e simpatia da população, desde as grandes capitais até pequenas cidades do interior.
As Centrais Sindicais também reafirmaram sua disposição de luta em defesa dos direitos e definiram um calendário para continuidade e ampliação das mobilizações.

CALENDÁRIO DE LUTA
08 a 12 de maio de 2017
▪ Comitiva permanente de dirigentes sindicais no Congresso Nacional para pressionar os deputados e senadores e também atividades em suas bases eleitorais para que votem contra a retirada de direitos;
▪ Atividades na base sindicais e nas ruas para continuar e aprofundar o debate com os trabalhadores e a população, sobre os efeitos negativos para a toda sociedade e para o desenvolvimento econômico e social brasileiro.
Do dia 15 ao dia 19 de maio
▪ Ocupa Brasília: conclamamos toda a sociedade brasileira, as diversas categorias de trabalhadores do campo e da cidade, os movimentos sociais e de cultura, a ocuparem Brasília para reiterar que a população brasileira é frontalmente contra a aprovação da Reforma da previdência, da Reforma Trabalhista e de toda e qualquer retirada de direitos;
▪ Marcha para Brasília: em conjunto com as organizações sindicais e sociais de todo o país, realizar uma grande manifestação em Brasília contra a retirada de direitos.

Se isso ainda não bastar, as Centrais Sindicais assumem o compromisso de organizar um movimento ainda mais forte do que foi o 28 de abril.

Por fim, as Centrais Sindicais aqui reunidas convocam todos os Sindicatos de trabalhadores do Brasil para mobilizarem suas categorias para esse calendário de lutas.

CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
CSP Conlutas – Central Sindical e Popular
CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhares
Força Sindical
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
UGT – União Geral dos Trabalhadores

*com informações e foto da CSP-Conlutas

Câmara e Senado devem continuar votação de reformas da Previdência e Trabalhista

As duas casas parlamentares – Câmara e Senado – devem dar sequência nesta semana à tramitação e votação das contrarreformas da Previdência e Trabalhista, pautas da Greve Geral realizada na última sexta-feira (28), que paralisou o Brasil. Além desses projetos, também seguem em análise outros ataques, como o Projeto de Lei Complementar (PLP) 343/2017 e o Projeto de Lei do Senado 204/2016. A pauta da Câmara está trancada por seis medidas provisórias, que devem ser votadas ainda essa semana para não perderem validade.

Confira lista com tramitação de alguns Projetos que estão na pauta de luta do Sindicato Nacional.

Previdência
A contrarreforma da Previdência, prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, está sendo discutida já nessa terça-feira (2) na Comissão Especial da Câmara dos Deputados e, segundo o presidente do colegiado, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), o relatório do deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) deve ser votado nesta quarta (3).

O relatório traz alterações nas regras de aposentadoria tanto para servidores públicos quanto trabalhadores da inciativa privada. No caso dos servidores públicos, a mudança no parecer traz ataques ainda mais duros do que o previsto no texto original da PEC. Com a nova proposta, servidores que ingressaram no serviço público antes de 2003 perderam o direito à integralidade e à paridade na aposentadoria, o que não estava previsto anteriormente.

O substitutivo ao texto original da PEC 287/16 prevê a elevação da idade mínima de para 62 anos para mulheres, e 65 anos para os homens, tempo de contribuição para garantir acesso ao benefício integral também de 40 anos e o tempo mínimo de 25 anos de contribuição para ter acesso à aposentadoria, tanto para trabalhadores da inciativa privada quanto do serviço público.

O texto apresenta um novo cálculo para o valor da aposentadoria. Para se alcançar ao valor final, será feita uma média com base em 70% da média de todos os salários a partir de julho de 1994, com adição de mais 1,5 ponto percentual para cada ano que superar o mínimo de 25 anos. Se o trabalhador superar os 30 anos de contribuição, o acréscimo será de 2 pontos percentuais; a partir de 35 anos, 2,5 pontos percentuais. As mudanças valerão tanto para empregados da iniciativa privada, que estão no RGPS quanto para servidores públicos, integrantes do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Políticos também estarão vinculados ao regime geral.

CPIPrev
Nessa terça (2), ocorreu a primeira reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito da Previdência (CPIPrev), após sua instalação na última semana. A CPIPrev aprovou 106 requerimentos, sendo a maioria para convidar autoridades e especialistas a participar de audiências públicas. Foram aprovados também pedidos de informações a órgãos públicos. Além disso, foi aprovado requerimento para que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encaminhe à CPI a lista dos mil maiores devedores do setor e os montantes das dívidas.

A primeira audiência será nesta quarta-feira (3), às 14h, para ouvir representantes do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait); do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz); do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindfisco); e da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip).

A comissão, presidida pelo Senador Paulo Paim (PT/RS), pretende se reunir duas vezes na semana, às segundas e quartas, no período da tarde.

Trabalhista
Já o Projeto de Lei 6787/2016, que prevê a contrarreforma das Leis Trabalhistas e foi aprovado na Câmara na madrugada do último dia 27, já recebeu numeração no Senado, onde passa a tramitar como Projeto de Lei da Câmara (PLC) 38/2017. A expectativa é que o projeto seja apreciado pelas Comissões de Assuntos Econômicos (CAE), de Assuntos Sociais (CAS) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), antes de seguir ao Plenário. O PLC 38/2017 será lido em Plenário para confirmar a sua tramitação, que poderá ser encaminhada em caráter de urgência.

Aprovada na forma do substitutivo do relator, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), o texto da proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para prever, entre outras medidas, a prevalência do acordo sobre a lei, como parcelamento das férias em até três vezes, jornada de trabalho de até 12 horas diárias, plano de cargos e salários, banco de horas e trabalho em casa. Poderão ser negociados ainda o enquadramento do grau de insalubridade e a prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia do Ministério do Trabalho, além da regulamentação para o trabalho intermitente, modalidade que permite que trabalhadores sejam pagos por período trabalhado. O texto também retira a exigência de os sindicatos homologarem a rescisão contratual no caso de demissão e torna a contribuição sindical optativa.

Ajuste Fiscal dos estados e geração de dívida
Os deputados votaram no último dia 25, em Plenário, um dos destaques do Projeto de Lei Complementar (PLP) 343/2017, que propõe alterações no projeto de ajuste fiscal nos estados e no Distrito Federal, cujo texto-base já foi aprovado no dia 18 de abril. O destaque retirou do texto do relator, deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ), a exigência de os estados, participantes do regime de ajuste fiscal, aumentarem para 14% a alíquota de contribuição previdenciária dos servidores estaduais ativos, inativos e pensionistas. Os destaques estão na pauta de votação dessa terça (2).

Já o Projeto de Lei do Senado (PLS) 2014/16, que traz mais um duro ataque aos direitos dos trabalhadores, está na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos desde 29 de março. A votação no Senado foi suspensa após requerimento de autoria do senador Romero Jucá (PMDB/PE), de audiência da CAE para reexame da matéria. Romero Jucá foi indicado relator do projeto na comissão.

O PLS visa legalizar um esquema de geração de grandes somas de dívida pública, ocultado sob a propaganda de antecipação de receitas por meio da securitização de créditos de dívida ativa e outros. O esquema utiliza empresas não dependentes criadas para esse fim.

Fonte: ANDES-SN

Previdência: Substitutivo acaba com integralidade e paridade no serviço público

Previdência: Substitutivo acaba com integralidade e paridade no serviço público

O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, da contrarreforma da Previdência, o deputado federal Arthur Maia (PPS/BA) apresentou na última quarta-feira (19) seu relatório, com alterações na proposta, que destrói direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores brasileiros. A PEC recebeu um total de 164 emendas parlamentares.  Por acordo de lideranças, a votação do parecer deve ocorrer no dia 2 de maio, na comissão especial criada para debater o tema.

O relatório traz alterações nas regras de aposentadoria tanto para servidores públicos quanto trabalhadores da inciativa privada. No caso dos servidores públicos, a mudança no parecer traz ataques ainda mais duros do que o previsto no texto original da PEC. Com a nova proposta, servidores que ingressaram no serviço público antes de 2003 perderam o direito à integralidade e à paridade na aposentadoria, o que não estava previsto anteriormente.

Caso o texto seja aprovado como está, os servidores que quiserem manter o direito à integralidade e paridade deverão cumprir a nova regra de aposentadoria e ir direto para a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos, sem transição. Quem não optar por cumprir a idade mínima, ou aqueles que entraram no serviço público a partir de 2003, terão benefício correspondente à média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994, com valor mínimo de aposentadoria correspondente a um salário mínimo e o máximo equivalente ao teto do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), atualmente R$ 5.531,31. Para os servidores que ingressaram no serviço público antes da instituição dos planos de previdência complementar, e não optaram pela adesão ao mesmo, o valor máximo do benefício poderá exceder o teto do RGPS.

Regras Gerais
O substitutivo ao texto original da PEC 287/16 prevê a elevação da idade mínima de para 62 anos para mulheres, e 65 anos para os homens, tempo de contribuição para garantir acesso ao benefício integral também de 40 anos e o tempo mínimo de 25 anos de contribuição para ter acesso à aposentadoria, tanto para trabalhadores da inciativa privada quanto do serviço público.

O texto apresenta um novo cálculo para o valor da aposentadoria. Para se alcançar ao valor final, será feita uma média com base em 70% da média de todos os salários a partir de julho de 1994, com adição de mais 1,5 ponto percentual para cada ano que superar o mínimo de 25 anos. Se o trabalhador superar os 30 anos de contribuição, o acréscimo será de 2 pontos percentuais; a partir de 35 anos, 2,5 pontos percentuais. As mudanças valerão tanto para empregados da iniciativa privada, que estão no RGPS quanto para servidores públicos, integrantes do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Políticos também estarão vinculados ao regime geral.

Transição
Os requisitos prévios para a regra de transição para servidores públicos são 20 anos de tempo no serviço público e 5 anos no cargo em que se der a aposentadoria. O pedágio será um acréscimo de 30% sobre o tempo de contribuição que faltar para 30 anos, no caso das mulheres, e 35 anos para homens, a partir da data da promulgação da emenda.

Segundo o relatório preliminar, em relação às chamadas regras de transição, a idade mínima prevista para as mulheres é 53 anos e vai aumentar um ano a cada dois anos até a trabalhadora chegar aos 62 anos. Para os homens, a idade mínima está prevista em 55 anos, com aumento de um ano a cada dois anos, até alcançar 65 anos. Posteriormente, uma nova lei poderá alterar os patamares previstos.

Quem estiver nesta faixa etária e solicitar a aposentadoria terá que passar pelo chamado “pedágio”, que será de 30% e não 50%, como proposto inicialmente, sobre o tempo de contribuição que falta para atingir o tempo atual de contribuição – 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres). O pedágio é o período que o trabalhador terá que cumprir para alcançar o tempo de contribuição previsto nas regras atuais.

“A aposentadoria será concedida somente se o servidor possuir, caso seja homem, no mínimo, 25 anos de contribuição e 65 anos de idade. Nessa hipótese, sua aposentadoria será calculada em 70% sobre a média. Supondo que esse servidor alcance uma média de remunerações de R$ 5.000,00 (cinco mil e quinhentos reais), valor próximo ao teto do INSS vigente em 2017, o valor do seu benefício será de R$ 3,5 mil. Se, todavia, o servidor possuir 30 anos de contribuição, seu percentual será de 77,5% da média (70% mais 7,5% [5*1,5%]). Logo, para alcançar o percentual máximo da média (100%), o servidor precisará possuir 40 anos de contribuição”, explica a assessoria jurídica do Sindicato Nacional.

O texto proposto também exclui a aposentadoria por idade, proporcional ao tempo de contribuição vertido pelos servidores públicos que possuam 60 ou 65 anos de idade, mulheres e homens, respectivamente. “O titular de cargo efetivo não mais poderá se aposentar por idade, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, o que força aqueles que não completem o tempo mínimo de 25 anos contributivos a permanecerem em serviço até completar os 75 anos de idade, momento da aposentadoria compulsória”, diz a assessoria.

Para os servidores que entraram antes da Emenda Constitucional 41/2003, os proventos de aposentadoria corresponderão “à totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria, para aqueles que ingressaram no serviço público em cargo efetivo até 31 de dezembro de 2003 e se aposentarem com sessenta anos de idade, na hipótese do § 4º [efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio], e sessenta e cinco anos de idade nos demais casos”. Cabe destacar que o texto do projeto traz algumas exceções.

No caso de aposentadoria por invalidez, o texto de Arthur Maia prevê que “o servidor titular de cargo efetivo poderá ser readaptado para exercício de cargo cujas atribuições e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, mediante perícia em saúde, enquanto permanecer nesta condição, desde que a habilitação e o nível de escolaridade exigidos para o cargo de destino sejam iguais ou inferiores aos de origem, mantida a remuneração do cargo de origem”.

Para professores com dedicação exclusiva do ensino infantil, fundamental ou médio, que comprovem exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério, a idade mínima de aposentadoria passará a 60 anos, com 25 anos de contribuição.

*Imagens explicativas – Agência Câmara

 

Fonte: ANDES

STF ignora decisão do Congresso e libera cobrança de pós-graduação nas IES públicas

Contrariando a Constituição Federal, que prevê a gratuidade da educação pública, corte suprema autoriza que universidades federais, estaduais e municipais cobrem por cursos de pós-graduação lato sensu

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou nesta quarta-feira (26) a cobrança de mensalidades, por universidades públicas, para a realização de cursos de pós-graduação lato sensu. A decisão, referente à um recurso extraordinário da Universidade Federal de Goiás (UFG), contou com 9 votos favoráveis e 1 contrário. Por ter repercussão geral, a decisão tem ‘efeito cascata’ e deve ser seguida pelos demais tribunais da Justiça. Com isso, outros 51 processos semelhantes que tramitavam no STF foram encerrados. A deliberação do STF ainda não se aplica à cursos de pós-graduação stricto sensu, como mestrado e doutorado.

A posição dos ministros do Supremo contraria o inciso 4º do artigo 206 da Constituição Federal, que confere gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais, e também vai contra decisão da Câmara dos Deputados, que rejeitou, em março, Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 395/14, que propunha liberar a cobrança de cursos de especialização e mestrado profissionalizante nas Instituições de Ensino Superior (IES) públicas do país.

O ANDES-SN participou da ação como amicus curiae, se posicionando e oferecendo elementos para a argumentação contrária à cobrança de mensalidade nas universidades públicas. Para a advogada Monya Ribeiro Tavares, que representou o Sindicato Nacional, o comando constitucional é expresso e claro no sentido da gratuidade do ensino. “Não traz nenhuma distinção em relação aos níveis da educação, se fundamental, médio ou superior. Também não traz nenhuma distinção entre as diversas modalidades de curso: ensino, pesquisa ou extensão”, disse.

Jacob Paiva, 1ª secretário do ANDES-SN e encarregado Jurídico da entidade, acompanhou o julgamento. Para ele, o desfecho corrobora a análise política conjuntural, com os ataques vindos do Executivo, Legislativo e Judiciário. O diretor do Sindicato Nacional analisa a decisão como mais uma demonstração do processo de desconstitucionalização, com o ataque aos princípios democráticos. “A decisão foi gravíssima, pois abre um precedente para a cobrança irrestrita desses cursos, ainda que a ministra Carmem Lúcia tenha pontuado que é uma possibilidade e não uma obrigação da cobrança. Conforme defendemos e nossa assessoria expôs no julgamento, essa decisão revela uma extrema agressão ao inciso 4º do artigo 206 da Constituição. Em nosso entendimento, a gratuidade se expande para todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão das universidades públicas”, explicou Jacob.

Único ministro contrário à cobrança, Marco Aurélio de Mello, defendeu o caráter público da educação e explicou a desvirtuação das instituições de ensino gratuito. “Nós teremos doravante entidades híbridas. Universidades que serão a um só tempo públicas e privadas mediante à cobrança desses cursos, que estabelece que somente estarão ao acesso daqueles que possam pagar a mensalidade”, criticou o ministro.

Para Paiva, os ministros usaram o argumento de cortes orçamentários nas universidades públicas como argumento favorável para a possibilidade de cobrança sem fazer nenhuma critica à ausência de um adequado orçamento público para a manutenção do ensino, pesquisa e extensão das IES federais, estaduais e municipais, aceitando passivamente de que diante da crise, não teria outro jeito para essas instituições, senão a cobrança desses serviços, o que esconde de fato as prioridades que os governos vêm fazendo, ao longo dos anos, em relação à destinação de recursos para o pagamento da dívida pública e para o setor privado.

“Tomaram a decisão como se fosse natural a falta de orçamento, e sem entrarem na consequência disso para as condições de aprendizagem e ensino e para a carreira docente, a partir da desvalorização dos salários, da Dedicação Exclusiva, da perspectiva da indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão. Nada disso foi argumentado por nenhum dos ministros”, criticou o secretário do Sindicato Nacional.

A advogada Monya Tavares explica ainda que o entendimento da maioria dos ministros foi de que num futuro próximo essa decisão possa ser revertida para uma posição ainda mais ampla, no sentido de uma possiblidade de privatização das universidades públicas. “Temos que nos preparar juridicamente, trazendo a inconstitucionalidade desses argumentos sobre a possibilidade de abranger outros cursos, além da pós-graduação lato sensu. O relator, acompanhado da maioria dos ministros, adotou a tese de que a particularidade do curso da pós-graduação lato sensu abriu a possibilidade dessa interpretação extensiva à Constituição Federal, o que é um argumento falacioso, porque a Constituição Federal é clara em não haver nenhuma distinção à nenhuma modalidade dos cursos do ensino superior. Eles partiram do principio de que a pós-graduação lato sensu traz proveitos apenas aos estudantes e não à sociedade, diferentemente dos outros cursos”, disse Mônya.

Votaram à favor da cobrança, além do relator Fachin, os ministros Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e a presidente, Cármen Lúcia. O ministro Marco Aurélio Mello votou contra a manutenção das mensalidades. Celso de Mello não participou do julgamento.

Entenda – O Recurso Extraordinário (RE) 597854 julgado – com repercussão geral reconhecida -, foi apresentado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) contra a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que se manifestou favorável a um aluno que recorreu da cobrança de mensalidade do curso em universidade pública. O TRF decidiu que a cobrança era inconstitucional em razão da garantia do ensino público contido na Carta Magna.

A UFG questionava no STF acórdão do (TRF-1), que considerou inconstitucional a cobrança de mensalidade pela frequência de um curso de pós-graduação lato sensu em Direito Constitucional, oferecido pela instituição, tendo em vista a garantia constitucional de gratuidade de ensino público (artigo 206, inciso IV, da Constituição Federal).

No STF, o julgamento começou na última quinta-feira (20), com a leitura do relatório pelo ministro Edson Fachin. Também apresentaram seus argumentos os representantes da parte recorrente – Universidade Federal de Goiás – e dos amicus curiae, entre eles o ANDES-SN e a Fasubra. “O orçamento destinado às universidades públicas é para o ensino. E é indissociável na universidade, de acordo com o artigo 207 da Constituição, o ensino, a pesquisa e a extensão. E esse ensino é gratuito”, expôs o representante da assessoria jurídica da Fasubra, Cláudio Santos da Silva.

PEC rejeitada na Câmara

A Câmara dos Deputados rejeitou, em março, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 395/14, que permitiria a cobrança de mensalidades nos cursos de pós-graduação lato sensu pelas universidades públicas. O ANDES-SN atuou durante toda a tramitação da PEC no Congresso Nacional, pressionando os parlamentares a fim de conscientizá-los quanto ao ataque ao princípio constitucional da gratuidade da prestação da educação nas Instituições de Ensino Superior (IES) públicas. A luta contra a aprovação da PEC 395 foi ponto de pauta das greves de 2015 e 2016, protagonizadas pelos docentes federais e estaduais, e também de todas as mobilizações realizadas pelo Sindicato Nacional durante a sua tramitação.

 

Fonte: ANDES-SN

Plenário da Câmara deve votar texto da contrarreforma Trabalhista nesta quarta (26)

O substitutivo foi aprovado nessa terça (25) na comissão especial, por 27 votos a 10

A comissão especial que analisava a proposta de contrarreforma Trabalhista aprovou, na tarde dessa terça-feira (25), o substitutivo do Projeto de Lei (PL) 6787/2016, apresentado pelo relator da matéria, deputado Rogério Marinho (PSDB/RN). O texto foi aprovado por 27 votos a 10. O projeto tramita na Câmara em regime de urgência e deve começar a ser votado em Plenário já na manhã desta quarta-feira (26).

Em virtude do início da Ordem do Dia, os integrantes da comissão não votaram 25 destaques que retiravam trechos do projeto. O PL 6787/16 configura o desmonte da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e direitos conquistadas ao longo dos anos pelos trabalhadores. Confira os principais pontos da proposta de contrarreforma Trabalhista.

O novo texto, apresentado pouco antes da reunião dessa terça, mantém as principais medidas da redação anterior, como a regulamentação do chamado trabalho intermitente, modalidade que permite que trabalhadores sejam pagos por período trabalhado.  O projeto também permite que a negociação entre empresas e trabalhadores prevaleça sobre a lei em pontos como parcelamento das férias em até três vezes, jornada de trabalho de até 12 horas diárias, plano de cargos e salários, banco de horas e trabalho em casa. O texto também retira a exigência de os sindicatos homologarem a rescisão contratual no caso de demissão e torna a contribuição sindical optativa.

As emendas acatadas fazem mudanças pontuais no texto. Entre elas, foram retiradas categorias regidas por legislação específica, como os aeroviários, da lista de trabalhadores que podem ser contratados por meio de contratos de trabalho intermitentes. O substitutivo também passou a proibir uma empresa de recontratar, como terceirizado, o serviço de empregado demitido por essa mesma empresa.

Veja quais deputados que votaram favoráveis ao PL 6787/16 na comissão especial. PMDB: Celso Maldaner (SC); Daniel Vilela (GO); Mauro Pereira (RS); Valdir Colatto (SC). PP: Jerônimo Goergen (RS); Lázaro Botelho (TO); Ronaldo Carletto (BA). DEM: Carlos Melles (MG); Eli Corrêa Filho (SP). PRB: Silas Câmara (AM); PSC: Arolde de Oliveira (RJ). PTB: Marquezelli (SP). PTN: Renata Abreu (SP). SD: Laercio Oliveira (SE). PR: Luiz Nishimori (PR); Magda Mofatto (GO); Bilac Pinto (MG). PSD: Herculano Passos (SP); Goulart (SP). PROS: Toninho Wandscheer (PR). PSDB: Rogério Marinho (RN); Elizeu Dionizio (MS); Vitor Lippi (SP). PSB: Fabio Garcia (MT). PPS: Arnaldo Jordy (PA). PV: Evandro Gussi (SP). PSL: Alfredo Kaefer (PR).

Ajuste fiscal dos estados
Os deputados também votaram ontem, em Plenário, um dos destaques do Projeto de Lei Complementar (PLP) 343/2017, que propõem alterações no projeto de ajuste fiscal nos estados e no Distrito Federal, cujo texto-base já foi aprovado no dia 18 de abril. O destaque retirou do texto do relator, deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ), a exigência de os estados, participantes do regime de ajuste fiscal, aumentarem para 14% a alíquota de contribuição previdenciária dos servidores estaduais ativos, inativos e pensionistas.

Por se tratar de um projeto de lei complementar (PLP), o quórum para manter qualquer trecho do texto é de 257 votos a favor. Na votação do destaque sobre a contribuição previdenciária, a base governista obteve 241 votos, placar insuficiente para manter a contrapartida no substitutivo. Outros 185 deputados votaram pela exclusão dessa contrapartida. Após a votação, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ) encerrou a sessão. Os destaques pendentes serão analisados em data a definir.

* Com informações do site do Psol e da Agência Câmara

Reforma Trabalhista e ajuste fiscal nos estados seguem na pauta da Câmara

Deputados federais devem votar nesta semana, entre 25 a 27 de abril, o Projeto de Lei (PL) 6787/2016 – referente a contrarreforma Trabalhista -, e os destaques do Projeto de Lei Complementar (PLP) 343/17 – que trata do regime de renegociação das dívidas dos estados com a União. Ambos os projetos são do Poder Executivo.


Na terça-feira (25), em sessão extraordinária às 9h, os deputados deverão votar os destaques que propõem alterações no projeto de ajuste fiscal nos estados e no Distrito Federal, cujo texto-base já foi aprovado no dia 18 de abril. O texto aprovado cria o Regime de renegociação das dívidas dos estados com a União, com contrapartidas como a elevação da alíquota de contribuição para o Regime Próprio de Previdência Social dos servidores ativos, inativos e pensionistas de 11% para, no mínimo, 14%, e revisão do regime jurídico único dos servidores estaduais, a redução de incentivos tributários e privatizações.

Sobre a contrarreforma Trabalhista, que tramita em regime de urgência, a Comissão Especial que analisa o projeto pode votar o substitutivo do relator, o deputado Rogério Marinho (PSDB), nesta terça-feira (25). O relatório apresentado na Comissão mantém a prevalência dos acordos coletivos em relação à lei, conforme previsto no texto original, e acrescenta outras modificações, como regras para o teletrabalho e o trabalho intermitente. Com a urgência, não será possível pedir vista ou emendar o texto na comissão especial.

No entanto, como parte do acordo que resultou na aprovação da urgência para o projeto, Marinho concordou em aceitar emendas ao texto até o fim da tarde desta segunda-feira (24). Segundo o deputado, já foram apresentadas mais de 200 emendas ao texto, e a ideia é debater e votar um novo substitutivo que será feito em função dessas emendas, sem prejuízo das que ainda poderão ser apresentadas novamente no Plenário. O relator da proposta disse que deve apresentar novo substitutivo, ou seja, uma proposta diferente da que apresentou há duas semanas.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), agendou sessão extraordinária na quarta-feira (26), às 9h, para análise do PL 6787.  À tarde, a partir das 13h, haverá nova sessão extra para dar continuidade à votação do projeto. Também foi agendada uma sessão extra para quinta-feira (27), a partir das 9h, para, se for o caso, concluir a votação da contrarreforma Trabalhista.

Se aprovado, o PL possibilitará, dentre outros aspectos, o impedimento do acesso à Justiça na forma do acordo extrajudicial irrevogável e arbitragem das relações de trabalho; estabelecerá que o acordo e/ou convenção se sobreponha aos direitos garantidos em lei e, ainda, que o acordo prevalecerá sobre a negociação coletiva; retirará competências do sindicato, como a representação em local de trabalho e o papel de representação ao estabelecer a livre estipulação das relações trabalhista no caso especifico. Além disso, permitirá acordo individual escrito para definição da jornada de 12/36 horas, parcelamento de férias e banco de horas; criará o trabalho intermitente, regulará o trabalho em casa (home office) e ampliará o trabalho em tempo parcial. O texto também atualizará a Lei de Terceirização, para garantir a terceirização irrestrita da mão de obra, uma vez que a lei aprovada em março não deixa expressa essa possibilidade.

Previdência
Na terça-feira (25), às 9h30, a Comissão Especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, da contrarreforma da Previdência, começa a discussão do parecer do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS/BA), que foi apresentado na última quinta-feira (20). Por acordo de lideranças, a votação do parecer deve ocorrer no dia 2 de maio, na comissão especial criada para debater o tema.

A PEC recebeu um total de 164 emendas parlamentares. Entre as principais alterações na PEC 287/16 está a redução da proposta de idade mínima de aposentadoria para mulheres, de 65 para 62 anos. Os homens continuam com a idade mínima de contribuição de 65 anos. O tempo de contribuição para garantir acesso ao benefício integral também foi reduzido de 49 para 40 anos. Continua na proposta o tempo mínimo de 25 anos de contribuição para ter acesso à aposentadoria, tanto para trabalhadores da inciativa privada quanto do serviço público.

Jacob Paiva, 1º secretário do ANDES-SN, afirmou que o governo está usando uma tática já conhecida de primeiro apresentar uma “proposta faturada”, em relação à retirada de direitos, para depois dizer que cedeu aos movimentos sindicais e sociais e à classe trabalhadora, pois seria um “governo sensível e democrático”.

“Essa velha tática do governo revela que não podemos baixar a guarda e nem se contentar com essas encenações, em que muitas vezes, funciona como forma de medir até onde vai a resistência da classe trabalhadora diante desses profundos ataques aos seus direitos e orçamentos aos serviços públicos. E isso só aumenta a nossa responsabilidade em intensificar os nossos esforços de mobilização e construção da unidade na luta como única forma capaz de derrotar essas propostas”, disse.

“Dia 28 de abril, vamos parar o Brasil”
Na próxima sexta-feira (28), centrais sindicais, entidades, sindicatos, movimentos sociais, populares e estudantis, e sociedade irão parar o Brasil. A Greve Geral tem como objetivo barrar as contrarreformas da Previdência e Trabalhista, em curso no Congresso Nacional, e a já aprovada Lei da Terceirização. Durante todo o mês de abril, diversos protestos, atos, paralisações e atividades foram realizados pelo país para a construção do dia 28 de abril.

Para o diretor do ANDES-SN, as centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais, populares e estudantis não podem aceitar nenhum acordo com o governo federal. “Nenhum acordo trará ganhos reais para a classe trabalhadora e sociedade como um todo. Os governos das três esferas são agenciadores dos interesses privados, que se sobrepõem aos interesses da população brasileira, e esses projetos fazem parte da reestruturação mundial do capitalismo. E a nossa reposta precisa ser nas ruas e a greve geral se coloca como um instrumento necessário e fundamental para fazer a contraposição, além da necessidade de fazer pressão nos parlamentares das Câmaras Federal, Estaduais e Municipais, e também Senado Federal. Alertando-os que se votarem a favor desses projetos que prejudicam a população não serão reeleitos”, disse Jacob Paiva.

Saiba Mais
Contrarreforma Trabalhista trará consequências perversas para a vida das mulheres

*Com informações da Agência Câmara

 

Fonte: ANDES-SN

Governo recua sobre imposição de imposto sindical a servidores públicos

Por princípio, o ANDES-SN é contrário à contribuição sindical compulsória

Na quinta-feira (6), o Ministério da Fazenda publicou uma portaria no Diário Oficial da União (DOU) suspendendo os efeitos da Instrução Normativa 1/2017, que tentava impor a obrigatoriedade do recolhimento de contribuição sindical aos servidores públicos. O imposto sindical alcança todos os trabalhadores regidos pela CLT, e os servidores estatutários, estejam eles vinculados à administração federal, estadual, municipal ou ao Distrito Federal, sendo o desconto realizado no mês de abril de cada ano, correspondendo a um dia de trabalho.

A instrução, publicada em fevereiro deste ano, determinava que os órgãos e entidades da administração direta, autárquica e fundacional promovessem o desconto da “contribuição sindical” (conhecido também como imposto sindical) de acordo com as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

“Nesse cenário de tantos ataques aos direitos dos trabalhadores, recebemos uma boa notícia de que a tentativa de impor a obrigatoriedade do recolhimento de contribuição sindical dos servidores públicos foi derrubada. Essa medida deveria se estender para todos os trabalhadores. A imposição da contribuição sindical é um instrumento de cooptação e representa um sindicalismo de Estado”, disse Luis Eduardo Acosta, 1° vice-presidente e da coordenação do Grupo de Trabalho de Política de Formação Sindical (GTPFS) do ANDES-SN.

ANDES-SN é contra o recolhimento obrigatório

Por princípio, o ANDES-SN é contrário à contribuição sindical compulsória. A avaliação do Sindicato Nacional é que o tripé formado por contribuição, investidura e unicidade é prejudicial à luta dos trabalhadores e favorece a formação de burocracias sindicais. Desde 1998, o ANDES-SN publica aviso no DOU instruindo às instituições de ensino superior do país a não efetuarem desconto do imposto sindical obrigatório.

O Sindicato Nacional abriu mão deste imposto herdado na legislação brasileira de um dos períodos de maior tutela do Estado sobre as organizações sindicais, a era Vargas, e, por decisão política da sua base, vive exclusivamente da contribuição mensal (mensalidade) deliberada pela base da categoria em assembleias gerais e congressos. Tal compromisso é disposição estatutária do ANDES-SN.

Durante o 36º Congresso do Sindicato Nacional, realizado no mês de janeiro em Cuiabá (MT), o ANDES-SN realizou a devolução do valor da contribuição sindical que foi recolhido, à revelia do Sindicato, dos professores da Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat).

Confira a Circular nº 093/17

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Liminar impede cobrança de contribuição sindical de docentes da Udesc

Fonte: ANDES-SN

ANDES-SN divulga cartilha sobre riscos e consequências do Marco Legal de C&TI

O ANDES-SN divulgou nesta terça-feira (4) uma cartilha sobre o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13.243/2016). O material, já enviado para as seções sindicais e secretarias regionais do Sindicato Nacional via circular, tem como objetivo alertar os docentes e interessados no tema sobre os riscos e as consequências que o Marco trará para as instituições públicas de pesquisa e produção científica em todo o Brasil. A cartilha também está disponível no site da entidade.

“Além de esclarecer e instrumentalizar a luta de professores e pesquisadores, a cartilha será uma importante ferramenta para os movimentos sindicais e sociais, que tenham pautas relacionadas à produção de ciência e tecnologia no Brasil. Esperamos que o material ajude também outros movimentos, os que defendem a agricultura familiar, o que são contra os agrotóxicos e os que buscam a inserção do povo trabalhador nas cidades com o planejamento urbano ”, disse Epitácio Macário Moura, 3° tesoureiro e um dos coordenadores do grupo de trabalho de Ciência e Tecnologia (GTCT) do ANDES-SN. Para o docente, a cartilha é de extrema importância, também, para construir uma unidade mais ampla acerca da Ciência e Tecnologia no país, com entidades e movimentos para além daqueles que já estão nesta luta como o próprio Sindicato Nacional, o Sinasefe e a Fasubra.

Epitácio Macário explica que a cartilha contém informações detalhadas sobre como a Lei 13.243/2016 alargará as vias de privatização do fundo público na área, prejudicando o caráter público de universidades e institutos; e as consequências do código para a carreira docente e as relações de trabalho nas instituições públicas.

“Um dos elementos que a cartilha salienta é que o novo Marco Legal abre possibilidade de maior privatização do complexo público de produção de ciência e tecnologia, ainda que cerca de 80% da pesquisa científica e tecnológica se dê nas universidades federais, nos institutos públicos – a exemplo dos institutos agronômicos de São Paulo e que agora estão sendo privatizados. Será compartilhada com o setor privado, a estrutura física, como instrumentos, equipamentos e instalações públicas, e o pessoal formado dentro das instituições públicas e de empresas como a Embrapa, formado com recursos públicos e que, agora, pode vender os seus serviços, assessorias e seus produtos diretamente no mercado, o que é um grande retrocesso”, criticou o coordenador do GTCT do Sindicato Nacional, que ainda chamou a atenção para o compartilhamento, inclusive, do chamado “capital intelectual”, que é o conhecimento acumulado nas instituições públicas.

“O Marco ainda irá desestruturar a carreira docente e de pesquisador, que em algumas instituições públicas foi uma conquista, e que agora essa lei põe em risco, inclusive, violando a DE [Dedicação Exclusiva]”, completou Macário.

Lei 13.243
O Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (MLCTI) foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff em janeiro de 2016, por meio da Lei 13.243/2016, e alterou oito instrumentos legais, praticamente reescrevendo a Lei 10.973/2004, conhecida como Lei da Inovação.

Uma das alterações do Marco é o aumento significativo das vias de privatização da educação pública e flexibiliza o regime de Dedicação Exclusiva (DE) do magistério federal. O novo código também modifica a Lei 12.772/2012, que regula a carreira docente, possibilitando que empresas privadas paguem, por meio de fundações de apoio, bolsas a docentes.

Confira a Circular nº 089 com a Cartilha 

Fonte: ANDES-SN

Temer tira R$ 4,3 bilhões do orçamento do Ministério da Educação

Governo federal apresentou cortes de R$ 42,1 bilhões no orçamento aprovado

O governo federal anunciou, na sexta-feira (31), um corte de R$ 42,1 bilhões no orçamento aprovado para o ano de 2017. O Ministério da Educação (MEC) teve um dos maiores cortes: R$ 4,3 bilhões, o que representa uma diminuição de 12% no montante anteriormente definido em R$ 35,74 bilhões.

O Ministério da Defesa perdeu R$ 5,75 bilhões, o Ministério das Cidades teve corte de R$ 4,17 bilhões, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil de R$ 5,13 bilhões, e o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário perdeu R$ 2,25 bilhões. Houve cortes menores em outras pastas – a única que escapou do ajuste foi a de Saúde.

Cláudio Ribeiro, 2º vice-presidente da Regional Rio de Janeiro e um dos coordenadores do Setor das Instituições Federais de Ensino (Setor das Ifes) do ANDES-SN, critica a medida de Michel Temer, ressaltando que a educação sofre, há anos, com sucessivos cortes de orçamento. “Todo ano esses cortes vêm ocorrendo, mas, nesse ano, a situação deve se agravar por conta da aprovação da Emenda Constitucional (EC) 95. Ao contrário do que o governo alardeou ano passado, não havia garantia de aumento de investimento na educação, e esses cortes demonstram isso”, afirma.

“A política de ajuste fiscal, que coloca a contabilidade financeira acima dos direitos sociais promove esses cortes orçamentários. A gravidade é maior agora, porque, além dos cortes acumulados de anos anteriores, o orçamento executado desse ano servirá de referência para os próximos anos”, completa Cláudio.

O docente ressalta que, com os sucessivos cortes, a manutenção das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas universidades federais fica ainda mais difícil. “Em 2017 já está acontecendo um grande contingenciamento de verbas nas universidades federais. As instituições já não estão recebendo o 1/12 mensal completo ao qual teriam direito pelo orçamento. Não se consegue honrar compromisso de pagamento de serviços terceirizados, de bolsas estudantis, etc. Estamos vivendo um estrangulamento do orçamento das universidades, o que impede a manutenção de oferta de educação de qualidade”, avalia.

Por fim, Cláudio Ribeiro alerta a categoria sobre a possibilidade de, com os cortes, o governo federal apresentar a terceirização como solução aos problemas financeiros da educação. “Com a terceirização colocada em pauta, e agora aprovada, a leitura desses cortes tem de ser feita de maneira mais ampla. A terceirização afetará a categoria docente, e, com tantos cortes, o governo em breve poderá apresentá-la como uma solução mágica para a manutenção das universidades, o que significará o fim do caráter público das universidades”, conclui o coordenador do Setor das Ifes do ANDES-SN.

Aumenta repasse de dinheiro público para faculdade de Gilmar Mendes

O Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), do qual o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes é sócio, é uma das instituições privadas que não sofre com os cortes orçamentários da educação. Entre 2014 e 2016, o IDP viu um aumento dos repasses do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) ao seu caixa em 1,7%. O ministro, entretanto, não se vê moralmente impedido de julgar ações relacionadas ao Fies e ao repasse de dinheiro público a faculdades privadas.

 

 

Fonte: ANDES-SN

Centrais Sindicais convocam greve geral para 28 de abril e prometem parar o país

“Dia 28 de abril, vamos parar o Brasil”. Com esta formulação as Centrais Sindicais decidiram por unanimidade os próximos passos da mobilização nacional unificada contra as reformas da Previdência e Trabalhista e contra a terceirização. Todo o mês de abril será dedicado a protestos, atos, paralisações e atividades que culminarão com uma Greve Geral no país no dia 28.


Diversas categorias de trabalhadores vinculadas às Centrais Sindicais devem realizar encontros para organizar a paralisação. Durante toda essa semana (27 a 31 de março), os docentes realizam uma semana de mobilização e lutas contra as reformas da Previdência e Trabalhista, sendo que nessa terça-feira (28), acontecem atos nos estados em conjunto com demais categorias do serviço público em defesa da Previdência Pública.

Durante a reunião, as centrais sindicais decidiram ainda incluir nos seus calendários de lutas o dia 31 de março, que havia sido apontado como data de mobilização por algumas entidades e movimentos sociais, com a realização de panfletagens e outras ações, servindo para preparar o 28 de abril com suas bandeiras unificadas.
A decisão foi aprovada na tarde de segunda-feira (27) pela CSP-Conlutas, CTB, CUT, UGT, Força Sindical, Intersindical, CSB, CGTB e Nova Central. De acordo com o dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha, a decisão é fundamental. “Foi muito importante a definição do dia 28 [de abril] contra as reformas da Previdência e Trabalhista e a terceirização. A CSP-Conlutas vai lutar com todas suas forças e organizar pela base uma verdadeira Greve Geral neste dia”, disse, conclamando todas as entidades filiadas à Central a construção da greve geral.

Veja abaixo a nota oficial assinada pelas Centrais Sindicais:

Dia 28 de abril

Vamos parar o Brasil

As centrais sindicais conclamam seus sindicatos filiados para, no dia 28, convocar os trabalhadores a paralisarem suas atividades, como alerta ao governo de que a sociedade e a classe trabalhadora não aceitarão as propostas de reformas da Previdência, Trabalhista e o projeto de Terceirização aprovado pela Câmara, que o governo Temer quer impor ao País.

Em nossa opinião, trata-se do desmonte da Previdência Pública e da retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT.

Por isso, conclamamos todos, neste dia, a demonstrarem o seu descontentamento, ajudando a paralisar o Brasil.

São Paulo, 27 de março de 2017.

Adilson Araújo
Presidente da CTB

Antonio Neto
Presidente da CSB

Edson Carneiro (Índio)
Secretário Geral Intersindical

José Calixto Ramos
Presidente da Nova Central

Luiz Carlos Prates (Mancha)
Secretaria Executiva da CSP-Conlutas

Paulo Pereira da Silva (Paulinho)
Presidente da Força Sindical

Ricardo Patah
Presidente da UGT

Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira)
Presidente da CGTB

Vagner Freitas
Presidente da CUT

 

*Com edição de ANDES-SN

Jornal da CSP-Conlutas aborda contrarreformas Previdenciária e Trabalhista

A CSP-Conlutas divulgou na terça-feira (14)  um jornal especial sobre as consequências nefastas na vida do trabalhador caso as contrarreformas da Previdência, Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, e Trabalhista, Projeto de Lei (PL) 6787/16, sejam aprovadas. Também informa ao trabalhador a farsa do “rombo” na Previdência do país, um dos principais argumentos para emplacar a PEC 287/16.

Segundo a Central, o jornal é um instrumento muito importante para ser trabalhado nas bases das entidades e movimentos na luta contra os ataques do governo Michel Temer. Além disso, a publicação deve ser reproduzida e distribuída nas portas das fábricas e demais locais de trabalho, bem como nos locais de grande concentração nas regiões como terminais de ônibus, trem, metrô, feiras etc.

As entidades que optarem por não fazerem a impressão do jornal nas suas regiões, podem entrar em contato com a sede nacional da CSP-Conlutas, através do e-mail financeiro@cspconlutas.org.br e solicitar o envio dos panfletos. O custo será a soma do valor da impressão do jornal e do envio.

Imprima o jornal na versão PDF

#15M: o Brasil parou contra a Reforma da Previdência

Foi uma mobilização como há muito tempo não se via. Milhares de pessoas paralisaram suas atividades na última quarta (15), Dia Nacional de Greves, Protestos e Paralisações contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, da contrarreforma da Previdência. Os atos de rua também tiveram grande adesão. Em São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), mais de 100 mil pessoas participaram. Em Belo Horizonte (MG) foram 60 mil, e, em Curitiba (PR), 50mil.

Além do combate à PEC 287/16, também estava na pauta dos manifestantes o rechaço à contrarreforma Trabalhista, Projeto de Lei (PL) 6787/16, e aos demais ataques que os governos federal, estaduais e municipais tentam desferir aos direitos dos trabalhadores. A data marcou, ainda, a deflagração de greve dos professores de educação básica. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), professores de 13 estados e do Distrito Federal estão em greve desde a quarta-feira (confira a lista ao final da matéria).

Em São Paulo, a maior manifestação do dia lotou a avenida Paulista. Mais de 100 mil pessoas se manifestaram contra os ataques à Previdência pública e contra o governo de Michel Temer. Mesmo com as ameaças de retaliação por parte dos governos paulista e paulistano, houve paralisação dos metroviários e de parte dos rodoviários. O apoio popular à luta contra a PEC 287 foi tão grande que chegou a furar o bloqueio da imprensa hegemônica.

No interior paulista, na região metropolitana, e no litoral houve forte mobilização operária. Em São José dos Campos, os trabalhadores da GM atrasaram a entrada ao trabalho em 3 horas. Na Embraer também houve atraso na entrada e ato público. E em Jacareí os metalúrgicos da montadora chinesa Cherry decretaram greve por 24 horas. Foi realizada uma greve da Volks em São Bernardo do Campo, e os petroleiros da Refinaria de Capuava, em Mauá, também cruzaram os braços. Em Santos, os portuários pararam e tiveram que enfrentar a repressão da Polícia Militar. Os motoristas de ônibus pararam 100% das linhas nas cidades de Santos, Guarujá, Praia Grande e Cubatão.

No Rio de Janeiro, a manifestação foi a maior desde junho de 2013, levando mais de 100 mil pessoas ao centro da cidade. Uma das faixas da ponte Rio-Niterói foi bloqueada logo cedo e os trabalhadores dos correios do município do Rio não entraram para trabalhar. Um ato de mulheres ocupou a sede do INSS na capital fluminense durante o dia, com ativa participação da base do ANDES-SN.

Houve grande repressão policial após a dispersão do ato carioca. A professora e ativista da Aldeia Maracanã, Mônica Lima, sofreu três fraturas na perna e deve passar por cirurgia após agressão da Guarda Municipal. A Polícia Militar também lançou bombas de gás nas dependências do prédio do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais e do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em Belo Horizonte, 60 mil pessoas participaram de um ato pela manhã. Paralisaram suas atividades os professores estaduais e municipais, metroviários, servidores públicos federais e estaduais, eletricitários e correios. Houve, ainda, atos e manifestações em Uberaba, Uberlândia, Varginha, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Governador Valadares, Montes Claros e São Francisco. Em Juiz de Fora, o ato unificado contou com cerca de 30 mil manifestantes.

Em Curitiba, 50 mil pessoas protestaram no Centro Cívico. Cruzaram os braços metalúrgicos, motoristas e cobradores, carteiros, bancários, servidores das universidades federais, servidores municipais, professores e funcionários da educação estadual, professores da rede municipal, agentes penitenciários, policiais civis, servidores da saúde estadual e petroleiros.

Em Recife (PE), 40 mil pessoas saíram às ruas. Em Fortaleza (CE) e Salvador (BA), os números de manifestantes chegaram a 30 mil. Em Goiânia (GO), foram 13 mil e, em Belém (PA), 6 mil. 10 mil pessoas se reuniram em Porto Alegre (RS) para lutar contra a PEC 287, e 5 mil em Brasília (DF), onde os manifestantes ocuparam durante quase todo o dia a sede do Ministério da Fazenda.

Avaliação

Eblin Farage, presidente do ANDES-SN, afirma que houve grande adesão das seções sindicais à paralisação e às manifestações contra a PEC, e ressalta a importância do Sindicato Nacional na construção dos atos unificados. “A participação do ANDES-SN foi muito positiva. Fomos protagonistas na articulação nos estados, sempre prezando pela construção da unidade com as centrais, sindicais e movimentos sociais”, diz.

“A avaliação é muito positiva. Ficamos animados com as mobilizações, porque elas mostraram que, quando a classe trabalhadora quer, as entidades sindicais são capazes de construir lutas unificadas. Foi a maior manifestação desde 2013, com diferença fundamental, que é que as manifestações de ontem foram organizadas por entidades da classe”, completa a docente.

Sobre as próximas ações, a presidente do ANDES-SN afirma que é necessário construir, ainda no mês de março, um grande ato nacional em Brasília contra a PEC 287. “Agora não podemos esmorecer. Temos que intensificar a mobilização nas ruas, porque essa é a única linguagem que o governo entende. No dia 14, o relator da PEC 287 deveria ter divulgado o cronograma de votação da proposta, mas ainda não o fez. Nossa avaliação é que o governo está inseguro, e sua base começa a se dividir. A nossa pressão está surtindo efeito, e temos que seguir pressionando os deputados nos estados”, conclui Eblin Farage.

Com informações de CSP-Conlutas, Aduff-SSind, EBC, Mídia Ninja e CNTE. Imagens de Mídia Ninja.

Docentes da educação básica em greve (fonte: CNTE)

Alagoas

Bahia

Distrito Federal

Goiás

Mato Grosso do Sul

Minas Gerais

Paraíba

Paraná

Pernambuco

Rio Grande do Norte

Rio Grande do Sul

Rondônia

São Paulo

Sergipe

ANDES-SN define semana de mobilização para barrar a PEC 287

O Setor das Instituições Federais de Ensino (Setor das Ifes) e o Setor das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino (Setor das Iees/Imes) do ANDES-SN se reuniram em Brasília (DF) durante o sábado e domingo (18 e 19) para discutir ações conjuntas de mobilização contra a retirada de direitos. Durante o dia 18, os setores tiveram reuniões próprias, e no dia 19, foi realizada uma reunião conjunta.

O relatório da reunião conjunta, divulgado por meio da Circular n° 71/2016, traz importantes encaminhamentos. Foi aprovada a produção de um InformANDES Especial sobre a contrarreforma da Previdência, Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16; a divulgação da Consulta Nacional sobre as reformas, a privatização e a dívida pública; e a participação, como Amicus Curiae, na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a Emenda Constitucional (EC) 95/16.

Em relação à mobilização, os setores aprovaram a realização de semana Nacional de Mobilização contra a PEC 287/16 entre 27 e 31 de março; do “Dia nacional de luta contra a Reforma da Previdência e Trabalhista e em defesa dos Serviços Públicos” em 28 de março, nos estados e no DF, em frente às superintendências do INSS, e na porta de postos de serviço do INSS nos municípios; e a realização de rodadas de assembleias até 7 de abril, pautando paralisação no período de votação em primeiro turno da PEC 287/16 com participação em caravana nacional em Brasília.

Ainda foram deliberados: a realização de ato público em São Paulo (SP) durante a próxima reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, em 8 de abril, em articulação com outras Centrais e entidades sindicais e movimentos sociais com o tema “Contra as Reformas da Previdência e Trabalhista! Não às emendas! Nenhum direito a menos!”; a proposição às Centrais sindicais, por meio da CSP-Conlutas, de um calendário de lutas e mobilizações que inclua o dia 28 de março nos estados, o dia 8 de abril em São Paulo e um dia de Greve Geral na votação em primeiro turno da PEC 287/16; por fim, o apoio à greve dos professores da rede básica de ensino.

Alexandre Galvão, secretário-geral do ANDES-SN, ressalta que a reunião conjunta deliberou um importante calendário de luta contra as medidas que retiram direitos. “Nós estamos envolvendo o ANDES-SN em uma articulação unitária com sindicatos, centrais, movimentos sociais, na perspectiva de aumentar a mobilização, em especial no momento de votação da PEC 287 em primeiro turno, para barrarmos esse ataque”, afirma o docente.

“O governo federal demonstra que sentiu o impacto da mobilização de 15 de março, e os deputados estão pressionados, pensando em adiar a votação da PEC 287. Aumentando a mobilização, vamos barrar a contrarreforma da Previdência e, também, a Trabalhista”, completa Alexandre Galvão.

A próxima reunião conjunta dos setores da Ifes e das Iees/Imes está marcada para 19 de abril, na capital federal.

Confira aqui a relatoria da reunião conjunta

Fonte: ANDES

NOTA DE REPÚDIO A DISCRIMINAÇÃO AO MOVIMENTO DE MULHERES DO ACRE

Nós do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Rio Branco – CMDM e do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Acre– CEDIM, consideramos que os dados da Secretaria de Políticas para Mulheres – SPM/PR 2012 revelam uma realidade perversa para a vida das mulheres, onde a cada 5 minutos uma mulher é espancada; a cada 2 horas uma mulher é assassinada devido a violência doméstica; de 2009 a 2012 as denúncias de estupro cresceram 158%; aumentaram consideravelmente os relatos públicos de assédio sexual e/ou moral nos locais de trabalho; mulheres receberam cerca de 30% a menos que um homem, realizando o mesmo trabalho; a CONTAG (2008) revelou que 55.2% das entrevistadas em sua pesquisa sofreram algum tipo de violência no campo e que 63.6% dos atos de violência foram cometidos pelos maridos e companheiros; o  feminicídio aumentou em 50% para as mulheres negras, no período de  2003 a 2013,… dentre tantas outras violências que sofremos. Nesse sentido, mulheres de todo o mundo, organizadas em diversos movimentos marcaram o 8 de março como um grande dia de luta por direitos, sendo que no Brasil e no Acre não foi diferente. Repudiamos, portanto, todas as manifestações de pessoas ou instituições que criminalizam e discriminam os protestos que denunciam as desigualdades entre homens e mulheres. Apoiamos a liberdade de livre expressão do Movimento de Mulheres e dos Movimentos Sociais. Nenhuma a menos, pela equidade de direitos, por políticas públicas de promoção da igualdade de gênero, pela não criminalização dos movimentos sociais.

Rio Branco-AC, 16 de março de 2017.

Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Rio Branco – CMDM, composto por:

-Rede Acreana de Mulheres e Homens – RAMH

-Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular- CDDHEP

-Articulação Brasileira de Mulheres – UBM

– Cooperativa de Artesanato Amazônico  –  PAIOL

-Conselho Regional de Psicologia –  CRP/AC

– Sindicato das Trabalhadoras/es Domésticos – SIMDOMÉSTICO

– Coordenadoria Municipal do Trabalho e Economia Solidária – COMTES

– Secretaria Municipal de Educação – SEME 

Secretaria Municipal Adjunta da Mulher – SEMAM

– Secretaria Municipal de Articulação Comunitária e Social – SEMACS

-Secretaria Adjunta de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEADPIR

– Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Acre –  CEDIM, composto por:

– Centro Cultural de Convenções Benedito de Aruanda – CCBA

– Associação das Pessoas Vivendo com HIV/AIDS – AGÁ & VIDA

– Federação das Associações de Moradores do Acre –  FAMAC

– Central Única dos Trabalhadores – CUT

– Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB/AC

– Ordem dos advogados do Brasil – OAB/AC

-Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular- CDDHEP

-Articulação Brasileira de Mulheres -UBM

– Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres – SEPMULHERES

– Defensoria Pública do Estado do Acre – DPE

– Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour – FEM

– Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar – SEAPROF

–  Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social – SEDS

– Secretaria de Estado de Educação – SEE

– Secretaria de Estado de Segurança Pública – SESP

– Instituto de Administração Penitenciária – IAPEN

– Secretaria de Estado de Planejamento – SEPLAN

– Secretaria de Estado de Saúde – SESACRE

– Secretaria de Estado de Direitos Humanos – SEJUDH

– Assessoria Especial da Juventude – ASSEJUV

– Adufac – Associação d@s docentes da Universidade Federal do Acre

RODA DE CONVERSA: O IMPACTO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA NA SUA VIDA

Nesta quarta-feira (15), 9h, a Adufac promove uma Roda de Conversa intitulada “O Impacto da Reforma da Previdência na sua Vida”, com a participação dos professores Francisco Pereira (Direito) e Jair Vicente Manoel (Engenharia Civil).

A Roda de Conversa se insere no calendário de lutas do Setor das Instituições Federais de Ensino(IFES), na perspectiva de construção de uma greve geral. A mobilização é importante para barrar os ataques à previdência pública.

Para saber mais sobre a mobilização nacional, acesse: http://www.andes.org.br/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=8668

NOTA DE PESAR

NOTA DE PESAR

É com pesar que a ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE – ADUFAC cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento da Senhora Hermínia Grégio Accorsi, Mãe do Professor Osmar José Accorsi, docente do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas – CCET, ocorrido hoje (09/03/2017) na cidade de Gramado, Rio Grande do Sul.

A diretoria da ADUFAC presta condolências aos familiares e amigos do nosso valoroso colega neste momento de dor.

Rio Branco, Acre 09 de Março 2017

O governo fala em rombo na previdência. Quer saber a verdade?

O governo Temer e sua equipe alega que a  reforma da previdência é necessária para controlar os gastos públicos primários, iniciativa que é vista pelos seus apoiadores como capaz de, num segundo momento, reativar o crescimento econômico, mediante a recuperação da confiança do setor privado.

Porém essa política de corte dos gastos sociais, não leva em conta aos gastos com juros sobre a dívida pública (superior aos gastos previdenciários em 2015); à perda de receitas por conta das renúncias tributárias concedidas pelo governo (quase o triplo do suposto “déficit” da Previdência em 2015), nem ao fato de que anualmente a União deixa de arrecadar mais de um orçamento da Previdência, porque não há políticas eficazes de combate à sonegação fiscal, principalmente das grandes empresas.

Outro fato importante é que o Regime Geral da Previdência Social (RGPS), que atende aos trabalhadores da iniciativa privada e aos servidores públicos estrutura-se no modelo de repartição. Nesse modelo, os trabalhadores que  contribuem geram os recursos para pagar os benefícios dos que já estão em gozo de aposentadoria ou pensão. Portanto, os cortes de investimentos tem agravado essa situação, pois com a queda de empregos formais, há queda na arrecadação da previdência, além de ocorrer aumento nos pedidos de seguro desemprego e demais benefícios.

Se proposta de reforma da Previdência (PEC 287) for aprovada em sua íntegra, ela reduzirá a extensão e o grau de proteção social assegurado à população brasileira, pois estabelecerá restrições que ultrapassam até mesmo países cujas populações não enfrentam a vulnerabilidade social existente em nosso país. A implantação da PEC 287 tem potencial de exclusão de parcela importante dos brasileiros do sistema de proteção social, além de comprometer a própria sustentabilidade do sistema, para posteriormente eles proporem sua privatização, o que já está ocorrendo em relação a previdência dos servidores federais concursados a partir de 2013, que estão sendo obrigados compulsoriamente a contribuir com o Fundo Privado -FUNPRESP.

Mas apesar de tudo dito acima, outra grande mentira do governo Temer e seus aliados é anunciar que o sistema formado pela Previdência, Assistência social e Saúde, que fazem parte da Seguridade Social dê prejuízo. Esse sistema consta com várias fontes de financiamento como consta no artigo 195 da constituição federal, além das contribuições dos trabalhadores e empresários, o governo é responsável por passar as contribuições sociais do CONFINS, CSLL, PIS/PASEP, assim o suposto rombo dito pelo governo passa a gerar um superávit que foi de R$ 55,7 bilhões em 2014 e de 11,1 bilhões em 2015 (Dados ANFIP: quadro ao lado e vídeo https://www.youtube.com/watch?v=cz6xBUkujD0).

Portanto o problema é que os governos descumprem a constituição federal desde os anos 90, receitas que deveriam servir para a Seguridade Social são desviadas para pagamento da dívida publica, utilizando o mecanismo de Desvinculação das Receitas da União (DRU). Querem tirar o seu direito e de toda população brasileira para continuar alimentando uma dívida que só enriquecem os banqueiros e especuladores das bolsas de valores .

E aí você vai aceitar que faça isso contigo? Junte-se a nossa luta e vamos barrar essa famigerada reforma.

RODA DE Participem da Roda de conversa “ O IMPACTO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA NA SUA VIDA”

Dia 15/03 (quarta-feira) às 9h na ADUFAC.

NOTA DE APOIO E SOLIDARIEDADE À GREVE INTERNACIONAL DE MULHERES

Treze mulheres assassinadas por dia no Brasil. Esse é o balanço dos últimos dados divulgados pelo SIM [Sistemas de Informações sobre Mortalidade], que tomam como referência o ano de 2014. Isso significa dizer que, no ano em que o Brasil comemorava a Copa do Mundo e se exibia ao mundo como nação cordial e receptiva, 4.757 mulheres foram vítimas de mortes por agressão. (Nota Técnica sobre o Atlas da Violência 2016, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, fundação vinculada ao Ministério do Planejamento)

 

A Diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre – ADUFAC, Seção Sindical do ANDES-SN expressa seu total e irrestrito apoio e solidariedade à Greve Internacional de Mulheres (International Women’s Strike / Paro Internacional de Mujeres), convocada para o próximo dia 8 de março de 2017, com manifestações públicas agendadas em mais de 48 países.

A Greve Internacional de Mulheres tem se constituído como uma resposta aos governos e suas políticas que desconsideram e/ou promovem os mais diversos tipos de violência física, econômica, verbal e/ou moral contra mulheres e têm se fortalecido a partir das movimentações ocorridas em 2016, na Polônia, Islândia e Argentina.  Em 2017, The Women’s March, ocorrida após a posse do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, reuniu feministas como Angela Davis e conclamou a união de todas as mulheres pelos direitos das mulheres, pela reforma da política de imigração, pela igualdade racial, direitos trabalhistas, dentre outros.

No Brasil, assim como em outros países da América Latina, as mulheres se unem contra o feminicídio e demais formas de violência física e psicológica. Uma em cada cinco mulheres afirma já ter sido vítima de algum tipo de violência. Além dos dados alarmantes registrados pelo IPEA e mencionados acima, no ano de 2015, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, registrou 63.090 relatos de violência, dos quais 58,55% foram cometidos contra mulheres negras. Em comparação com o mesmo período em 2014, “houve aumento de 300,39% nos registros de cárcere privado com a média de dez registros/dia; de 165,27% nos casos de estupro, com média de oito relatos/dia, ou seja, a cada 3 horas é registrado um caso de estupro no Ligue 180; e de 161,42% nos relatos de tráfico de pessoas, com registro médio de 1 registro/dia.” No ano de 2013, o 8º Anuário Brasileiro de Segurança Pública chegou a registrar 50.320 estupros, uma média de quase seis a cada hora, um a cada 10 minutos. Estima-se também que apenas 35% dos crimes sexuais sejam registrados. A universidade também tem se constituído em um ambiente em que as mulheres sofrem violência. O Instituto Avon e o Data Popular registrou em pesquisa nacional realizada em 2015 que 67% das universitárias entrevistadas (de graduação e pós-graduação) já sofreram algum tipo de violência sexual, psicológica, moral ou física. Além disso, 56% já sofreram assédio sexual e 28% já sofreram violência sexual dentro do ambiente universitário.

A supressão de direitos conquistados pelas mulheres trabalhadoras também está na pauta das mobilizações no Brasil, a exemplo da “equiparação” do tempo de contribuição entre homens e mulheres como consta na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16.  Ao fixar a idade mínima de 65 anos de idade e 25 anos de contribuição previdenciária, homens e mulheres passarão a ter as mesmas regras para aposentadoria, desconsiderando a jornada dupla ou tripla de trabalho das mulheres.

A Diretoria da ADUFAC conclama, assim, professores e professoras da Universidade Federal do Acre a apoiar à Greve Internacional de Mulheres e  participar do ATO PÚBLICO pelo fim de todas as formas de violência contra as mulheres, que ocorrerá dia 8 de março, a partir das 7h, na Praça da Revolução.

Mais Informações: www.8mbrasil.com

www.facebook.com/adufacSN

 

Rio Branco – AC, 03 de março de 2017.

DIRETORIA DA ADUFAC – SEÇÃO SINDICAL

Mulheres do mundo inteiro organizam greve geral para o dia 8 de março

No próximo dia 8 de março, data em que se comemora o Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras, mulheres do mundo inteiro irão parar as suas atividades e sair às ruas em defesa dos seus direitos aderindo a Greve Internacional de Mulheres. O chamado foi feito após a grande marcha de mulheres no dia seguinte a posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada no dia 20 de janeiro deste ano. Feministas históricas como Angela Davis e Nancy Fraser publicaram uma carta conclamando as mulheres a lutarem contra o recrudescimento do conservadorismo no mundo todo e sobre a necessidade de ser fazer uma greve geral no dia 8 de março em defesa da igualdade de gêneros.

No mundo inteiro, as mulheres têm sido protagonistas de lutas importantes e necessárias para a conquista de direitos, contra o machismo e os ataques do neoliberalismo. Em 2016, as mulheres polonesas protagonizaram uma greve geral pelo direito ao aborto; na Islândia, o protesto foi pela igualdade salarial; na Argentina – e em outros países latino-americanos, como o Brasil -, as mulheres protestaram contra o feminicídio (quando se mata uma mulher por razões da condição do sexo feminino) e protagonizaram uma paralisação por uma hora.

No Brasil, além da luta contra todos os tipos de violência que incidem sobre as mulheres, elas lutam também em defesa dos seus direitos e contra os ataques em curso no Congresso Nacional, especialmente, as contrarreformas da Previdência e Trabalhista. A contrarreforma da Previdência, que tramita como Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, pretende igualar o tempo de contribuição de homens e mulheres, ignorando o fato de que mulheres realizam dupla e até tripla jornada de trabalho. Eles e elas só poderão se aposentar com, no mínimo, 65 anos de idade e 25 de contribuição. Já a contrarreforma Trabalhista, Projeto de Lei (PL) 6.787/16, que prevê regras de contratos temporários de trabalho e prioriza o negociado sobre o legislado em relação a alguns direitos (inclusive os contidos na Consolidação das Leis do Trabalho), terá graves consequências às mulheres, uma vez que permite a jornada de trabalho por até 220 horas mensais, abrindo a possibilidade de turnos de 12 horas por dia.

“A data 8 de março é uma data historicamente da mulher trabalhadora, e o movimento de greve internacional das mulheres está fazendo um debate necessário e importante sobre a condição da mulher no século XXI. Desde 2015 –  com os ataques de Eduardo Cunha [então presidente da Câmara dos Deputados]-, nós acompanhamos dentro do parlamento brasileiro vários projetos de lei que tem como objetivo o controle dos nossos corpos e a retirada dos nossos direitos. E diante de todos esses ataques, nós começamos a reagir. A greve é uma resposta ao avanço do conservadorismo e é um momento importante para lutarmos por projetos que nos representem”, disse Caroline de Araújo Lima, 1ª vice-presidente da Regional Nordeste III e da coordenação do Grupo de Trabalho de Política de Classe para as questões Etnicorraciais, de Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS) do ANDES-SN.

Origem da data

Apesar da história difundida para a origem do Dia Internacional das Mulheres ser o das operárias de uma fábrica têxtil de Nova Iorque (EUA), que haviam morrido queimadas após o patrão ter ateado fogo ao prédio devido a uma greve, no ano de 1857, essa versão é bastante questionada. A data tem uma origem socialista, que remonta ao início do século 20 e foi apagada ao longo dos anos, principalmente durante o período da Guerra Fria. O dia 8 de março foi fixado a partir de uma greve iniciada em 23 de fevereiro (calendário russo) de 1917, na Rússia. Uma manifestação organizada por tecelãs e costureiras de São Petersburgo foi o estopim da primeira fase da Revolução Russa.

Violência

Segundo o Mapa da Violência de 2015, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), 13 mulheres são assassinadas por dia no Brasil. O país é o 5º que mais mata mulheres no mundo, perdendo somente para El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia.

A coordenadora do GTPCEGDS do Sindicato Nacional afirma que os números da violência no país retratam a sociedade machista em que vivemos e que o machismo precisa ser combatido na raiz do problema, no desenvolvimento de cidadãos conscientes em relação à igualdade de gênero, com o debate nas instituições de ensino, em casa, no trabalho e em toda a sociedade. Por tudo isso, Caroline afirma ser necessário a participação dos docentes, técnicos, estudantes, da classe trabalhadora e toda a sociedade brasileira na mobilização do dia 8 de março, contra todos os tipos de violência que incidem sobre as mulheres, sobretudo as mais vulneráveis: negras, lésbicas, periféricas e transexuais.

“Não existe um mundo sem mulheres, sejam elas cis [cisgênero: termo utilizado para se referir às pessoas cujo gênero é o mesmo que o designado em seu nascimento] ou trans. Essa luta é por direitos e pela vida das mulheres. Por isso, é de extrema importância a CSP-Conlutas e o ANDES-SN – assim como as demais centrais e entidades -, aderirem ao dia 8 de março e das atividades que estão previstas no dia, como mobilizações e paralisações”, ressaltou a diretora do Sindicato Nacional.

O ANDES-SN e a CSP-Conlutas orientam os docentes e toda a classe trabalhadora a participarem dos atos públicos nos estados – em unidade com entidades, movimentos sociais e populares, estudantes e toda a sociedade -, no Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora e Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência na perspectiva da construção da greve geral. A participação dos docentes no Dia Nacional de Luta em defesa da Mulher Trabalhadora foi aprovada no 36° Congresso do ANDES-SN, que ocorreu em janeiro deste ano em Cuiabá (MT). O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) também indicou adesão ao 8 de março, assim como a data também foi aprovada pela coordenação da CSP-Conlutas.

 

 

Fonte: ANDES-SN

AVISO

A ADUFAC está sem telefone fixo no momento. Aos professores e interessados em entrar em contato conosco podem ligar nos seguintes números:

(68) 98402-9458
(68) 984034539

CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLÉIA GERAL

CONVOCAÇÃO

 

O Presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre – ADUFAC, no uso de suas atribuições legais e em conformidade com o que preceitua o Art. 47 do Estatuto Social,bem como o Art. 14 de seu Regimento Interno, convoca todos os Sindicalizados para uma Assembleia Geral, dia 23/02/2017 (Quinta-Feira), às 9h no Auditório da Entidade.

 

PAUTA:

1- Informes;

2- Informes e deliberações do Congresso do ANDES;

3 – Campanha salarial 2017;

4- Organização da luta contra reforma da previdência;

5- Proposta de paralisação para o dia 15 de março;

6- Outros assuntos.

 

 

 

 

Rio Branco, AC-20 de Fevereiro de 2017

Prof. Dr. José Sávio da Costa Maia

Presidente

Previdência: PEC reduz absurdamente pensão por morte e aposentadoria por invalidez

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 – da Contrarreforma da Previdência – retira direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores brasileiros. Um dos ataques previstos atinge diretamente o direito à pensão por morte e à aposentadoria por invalidez.

Caso seja aprovada a PEC 287, haverá faixas de transição para as novas regras previstas na contrarreforma: mulheres com mais de 45 anos e homens acima de 50, na data de promulgação da Emenda Constitucional. Para os servidores públicos federais, estaduais e municipais há mais um divisor: a data de instituição da respectiva previdência complementar. No caso dos servidores públicos federais, a data é quatro de fevereiro de 2013, quando passou a valer o Funpresp, e, dos servidores estaduais paulistas, por exemplo, é 22 de dezembro de 2011, quando foi instituída a previdência complementar em São Paulo.

Aposentadoria por invalidez

A contrarreforma diminui os benefícios da aposentadoria por invalidez, trazendo uma nova forma de cálculo. A aposentadoria por invalidez passa a ter o valor de 51% da média das contribuições, acrescidos de 1% a cada ano de contribuição, não podendo passar de 100%. Isso significa que, por exemplo, um trabalhador do setor privado que contribuiu por 20 anos e se aposentou por invalidez receberá apenas 71% da média das suas contribuições.

Para os servidores públicos, há diferenças a depender da data de ingresso no serviço público. Para os que ingressaram entre 2003 até a instituição da previdência complementar (4/2/2013 no caso dos federais), o cálculo é feito sobre a média de contribuições, proporcional ao tempo de trabalho, sem limitação ao teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Atualmente, esses servidores recebem o valor da média das contribuições. Já para os servidores que ingressaram após a instituição da previdência complementar, o cálculo da média das contribuições terá como limite o teto do RGPS – atualmente R$ 5.189,82.

Outra modificação prevista na PEC é a readaptação do servidor público em cargo compatível com sua limitação, inclusive permitindo o que hoje se chama desvio de função que é proibido e que se tornará legal. Leandro Madureira, membro da Assessoria Jurídica Nacional (AJN) do ANDES-SN e especialista em direito previdenciário, critica a medida. “Deixará de existir o critério de aposentadoria por doença grave. A partir da aprovação da PEC, qualquer motivo de invalidez precisará ser analisado sob o prisma da capacidade de readaptação. A doença grave só irá influenciar na decisão do servidor ser ou não readaptado. Sabendo que as perícias são feitas de maneira absolutamente precárias, é certo que diversos servidores sem condições de trabalhar, terão que trabalhar”, afirma o advogado.

Pensão por morte

Caso a PEC 287 seja aprovada, a pensão por morte também passa a ser calculada de outra maneira. O valor será de 50% da totalidade dos proventos do trabalhador falecido, tendo como limite máximo o teto do RGPS – R$ 5.189,82. A esse valor, será acrescido 10% para cada dependente da família. Caso o dependente atinja 21 anos a cota de 10% deixa de existir. Caso o falecimento ocorra antes da aposentadoria, o benefício também é reduzido. Nessa situação, a conta é feita de maneira proporcional, utilizando a mesma regra da aposentadoria por invalidez.

Leandro Madureira, da AJN do ANDES-SN, ressalta que, atualmente, a pensão por morte é concedida para o núcleo familiar. “Com a PEC, haverá divisão por cotas, diminuindo os benefícios. Para os servidores públicos, a data de ingresso também importa no cálculo, pois para aqueles que ingressaram depois da instituição da previdência complementar, os 50% se referem à metade do teto do RGPS”, comenta o advogado.

Exemplificando, caso uma trabalhadora do setor privado (ou uma servidora que ingressou depois da instituição da previdência complementar) faleça, mesmo que recebesse como salário qualquer valor acima do teto do RGPS, seu cônjuge receberá 50% do valor do teto do RGPS, cerca de R$ 2594,00. Caso ele tenha um dependente, é acrescida a cota de 10%, levando o valor da pensão por morte para cerca de R$ 3113,00.

O servidor público que já esteja aposentado ou que ingressou antes da instituição da previdência complementar terá direito a mesma cota de familiar de 50%, acrescida de cotas individuais de 10% por dependente, até o limite de 100% dos valores previstos , observadas as seguintes regras. No caso de óbito do aposentado, as cotas serão calculadas sobre a totalidade dos proventos do servidor falecido, respeitado o limite máximo para os benefícios do regime geral da previdência social, acrescidos de 70% da parcela excedente a esse limite. Já em hipótese de óbito de servidor em atividade, as cotas serão calculadas sobre o valor dos proventos a que o servidor teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do óbito, ou seja 51% da média das contribuições, acrescidos de 1% a cada ano de contribuição, respeitado o teto do RGPS, acrescido 70% da parcela excedente a esse limite.

Outras mudanças

A pensão por morte e aposentadoria por invalidez já estiveram sob recente ataque. Em 2015, deputados e senadores aprovaram a Medida Provisória 664, editada pelo governo Dilma, o que restringiu o acesso a esses benefícios. A versão original da medida previa ainda redução no valor do pago ao trabalhador em caso de aposentadoria por invalidez, o que foi retirado pelos parlamentares. Em 2016, o governo Temer também editou uma Medida Provisória, a 739/2016, que propunha rever todos os benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez que tinham sido concedidos há mais de dois anos. Também instituía carência de 10 e 12 meses, respectivamente, para concessão dos benefícios. O texto, no entanto, não foi votado e perdeu eficácia em novembro.

 

 

Fonte: ANDES-SN

Setor das Ifes indica rodada de assembleias pautando paralisação em 15 de março

Entre 15 de fevereiro a 10 de março serão realizada assembleias para discutir também o índice de reposição salarial para a pauta unificada dos SPF 

O Setor das Instituições Federais de Ensino (Setor das Ifes) do ANDES-SN se reuniu nos dias 10 e 11 de fevereiro em Brasília (DF) e deliberou pela realização de uma rodada de assembleias gerais nas seções sindicais, entre 15 de fevereiro e 10 de março, para discutir e deliberar as ações locais a serem realizadas no dia 15 de março – Dia Nacional de Lutas com greves, paralisações e mobilizações para construção da greve geral-, e debater também o índice de reposição salarial para a pauta unificada dos servidores públicos federais (SPF). Além disso, durante a reunião do Setor foram discutidos os encaminhamentos do 36° Congresso do ANDES-SN, realizado em janeiro desse ano, o enfrentamento às contrarreformas Previdenciária e Trabalhista, e a revogação da lei da contrarreforma do Ensino Médio, aprovada no último dia 8.

Adriana Hessel Dalagassa, 1ª vice-presidente da Regional Sul e da coordenação do Setor das Ifes do ANDES-SN, afirma que a reunião do Setor, que a princípio estava marcada para o mês de março, ocorreu em um momento importante da conjuntura diante dos ataques em curso, como a recente aprovação da Medida Provisória do Ensino Médio e a célere tramitação no Congresso Nacional das contrarreformas da Previdência e Trabalhista.

“A reunião do Setor das Federais foi uma deliberação do 36° Congresso e ocorreu diante do aceleramento dos ataques aos direitos sociais e antes do lançamento da Campanha Salarial dos SPF. Foi de extrema importância para informar a base acerca do que foi consensuado na última reunião do Fonasefe [Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais]”, disse a diretora do Sindicato Nacional, que reforçou o chamado para a rodada de assembleias nas bases para definir as ações de mobilização no dia 15 de março.

Outros encaminhamentos

Na reunião do Setor das Ifes, os docentes decidiram que na próxima reunião do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), a ser realizada no dia 21 de fevereiro em Brasília, seja solicitada a extensão do prazo para definição sobre o índice de reposição que constará na pauta de reivindicações unificada dos SPF, para que seja possível o amplo debate nas seções sindicais, nas assembleias que devem ocorrer até o dia 10 de março.

Os docentes definiram ainda que as seções sindicais enviem representantes à capital federal para o lançamento da Campanha Salarial dos SPF de 2017, no dia 22 de fevereiro, e para participar também da panfletagem que acontecerá, na mesma data, pela manhã no Aeroporto Internacional de Brasília e no Congresso Nacional. As ações visam pressionar os deputados federais a votarem contra as contrarreformas da Previdência e Trabalhista.

Também deliberaram pela criação e/ou fortalecimento dos fóruns de servidores públicos nos estados para construir ações unificadas contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16 – contrarreforma da Previdência-, e ainda que as seções sindicais, em unidade com os trabalhadores do setor privado e público, e movimentos sociais e populares, convidem parlamentares para discutir as contrarreformas da Previdência e Trabalhista nas instituições federais de ensino; entre outras medidas.

Para a coordenadora do Setor das Ifes, é de extrema importância, neste momento, colocar em prática as resoluções aprovadas no 36° Congresso do ANDES-SN. “Teremos reuniões dos Grupos de Trabalho de Seguridade Social e Assuntos de Aposentadoria (GTSSA) e Política Educacional (GTPE), de 17 a 19 de fevereiro, que irão se debruçar sobre esses projetos que atacam os direitos sociais e trabalhistas, para que a gente possa levar para as bases ações a serem desenvolvidas acerca das deliberações do 36° Congresso do ANDES-SN”, disse.

Leia o relatório da reunião.

Leia também o relatório da reunião ampliada do Fonasefe.

Confira a agenda definida pelo Setor:

FEVEREIRO

-21/02: Reunião do Fonasefe; às 9h, na sede da Fenajufe.

-22/02: Dia de lançamento da Campanha Salarial 2017 dos SPF´s com protocolo da pauta no Ministério do Planejamento, Congresso Nacional e demais órgãos do governo.

– 22/02: Ação junto aos parlamentares em Brasília e nos estados.

FEVEREIRO/MARÇO

– 15/02 A 10/03 – Rodada de Assembleia de base.

MARÇO

-08/03: Ato público nos estados, organizado de forma unitária. Dia internacional de luta da mulher trabalhadora e Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência na perspectiva da construção da Greve Geral.

-15/03: Dia Nacional de Lutas com greves, paralisações e mobilizações, com fortalecimento da Campanha Salarial 2017 dos SPF´s nos estados, na perspectiva da construção da Greve Geral. Com realização de ato de rua construído unitariamente.

-18/03 e 19/03 : Reunião do Setor das IFE

-28/03: Indicativo de caravana a Brasília (dia anunciado para o primeiro turno da votação da PEC 287 na Câmara dos Deputados).

Saiba Mais

Reunião ampliada dos servidores define calendário de lutas para barrar ataques

 

 

Fonte: ANDES-SN

Senado aprova contrarreforma do Ensino Médio e texto vai à sanção presidencial

O plenário do Senado Federal aprovou na noite de quarta-feira (8) a Medida Provisória (MP) 746/16 – chamada de Projeto de Lei Convertido (PLV) 34/16 -, que trata da contrarreforma do Ensino Médio e compromete todo o sistema educacional brasileiro. O texto foi aprovado por 43 votos favoráveis e 13 contrários e seguirá agora para sanção do presidente da República, Michel Temer. O PLV não sofreu alterações em relação ao texto final da Câmara dos Deputados, votado em dezembro do ano passado.

A redação aprovada manteve a não obrigatoriedade do ensino de algumas disciplinas, deixa a cargo do estudante a escolha de parte das disciplinas a cursar e possibilita que profissionais sem licenciatura ou formação específica sejam contratados para ministrar aulas. Estabelece que 60% da carga horária seja destinada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no currículo dos estudantes e o demais 40% seriam preenchidos por conteúdo a ser escolhido pelo aluno, entre cinco áreas disponíveis: Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Sociais, Matemática e Ensino Profissional.

O texto ainda inclui na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio, “estudos e práticas” de educação física, arte, sociologia e filosofia, o que não garante a oferta dessas disciplinas durante todo o ensino médio. “Não temos garantia alguma de que essas disciplinas – em específico filosofia, sociologia artes e educação física -, serão ofertadas aos estudantes. Elas poderão ser diluídas em outras disciplinas, como quando ocorreu a retirada delas [da grade curricular] no período de ditadura militar no país, com a justificativa de que elas estavam embutidas nas disciplinas de educação moral e cívica e organização social e política do Brasil”, crítica Olgaíses Maués, 3ª vice-presidente e da coordenação do grupo de trabalho em Políticas Educacionais (GTPE) do ANDES-SN.

Olgaíses ainda afirma que a aprovação do projeto atende aos interesses mercadológicos e da elite do país que “impõem ao jovem pobre, que precisa ajudar com as contas em casa, um caminho que o direcione imediatamente ao mercado do trabalho e, com isso, tira desse jovem a possibilidade de frequentar uma universidade”, diz.

Carga horária
Com relação à carga horária, o projeto de lei de conversão estabelece uma transição para o ensino médio em tempo integral. Em cinco anos, a ampliação será das atuais 800 horas anuais para 1.000 horas. Após isso, a meta será de 1,4 mil horas ao ano, mas o texto não estipula prazo. Nos três anos do ensino médio, a carga horária total destinada à BNCC não poderá ser maior que 1.880 horas.

A coordenadora do GTPE do Sindicato Nacional ressalta a incoerência da ampliação da carga horária para os alunos, diante da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/16, que congela os gastos públicos com Educação e Saúde por 20 anos, aprovada no Senado Federal. “Como se dará o aumento da carga horária até a implantação da escola em tempo integral, com a aprovação da PEC 55, que é uma proposta que desvincula da Constituição os recursos para a Educação? De onde virão esses recursos?”, questiona a docente.

Notório saber e Educação à Distância
A redação manteve a autorização para que profissionais com “notório saber” reconhecido pelo sistema de ensino possam dar aulas exclusivamente para cursos de formação técnica e profissional, desde que ligada às suas áreas de atuação, modificando os artigos 61 e 62 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB) n° 9394/96. Ficou definido que profissionais sem licenciatura poderão fazer uma complementação pedagógica para que estejam qualificados a ministrar aulas.  O PLV ainda permite que as escolas de de ensino médio firmem convênios com instituições de educação à distância, empresas nacionais e internacionais, o que amplia a possibilidade de transferência de recursos públicos para empresas privadas da educação e para o Sistema S (Sesi, Sesc e Senai).

Contrarreforma do Ensino Médio é inconstitucional
Dias depois da aprovação do PLV 34 na Câmara dos Deputados, o procurador-geral da República Rodrigo Janot enviou, no dia 19 de dezembro de 2016, ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer pela inconstitucionalidade da matéria. A manifestação foi dada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5599, apresentada pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol) perante o STF, diante do envio da matéria, pelo presidente Michel Temer, no dia 22 de setembro deste ano.

Olgaíses Maués explica que mesmo com a aprovação do projeto no Senado, os docentes precisam lutar para reverter a situação posta e continuar mobilizados por uma educação pública, gratuita e de qualidade no país. “Continuaremos lutando através da Coordenação Nacional das Entidades em Defesa da Educação Pública e Gratuita [ex-Comitê dos 10% do PIB para a Educação Pública, Já!, da qual o ANDES-SN integra, juntamente com diversas entidades da educação] e dos fóruns estaduais, denunciando à sociedade o que, de fato, representa a contrarreforma do Ensino Médio e procurando modificar a situação”, disse a diretora do ANDES-SN, que reafirma a importância dos docentes não desistirem da luta.

Confira a nota de repúdio do ANDES-SN à Contrarreforma do Ensino Médio imposta pela MP 746/16.

Com informações da Agência Senado

Fonte: ANDES-SN

 

Previdência: Relator da PEC 287, recebeu R$ 300 mil do Bradesco Previdência

 

Designado relator, na quinta-feira (9), da comissão especial da Câmara dos Deputados que vai analisar a contrarreforma da Previdência (PEC 287/16), o deputado Arthur Maia (PPS-BA) recebeu duas doações da Bradesco Vida e Previdência nas eleições de 2014, totalizando R$ 299.972. O montante representa 8% do que o deputado declarou na campanha.

As doações foram feitas ao seu partido, e repassadas ao candidato, segundo a prestação de contas do parlamentar divulgada no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).  Até as eleições de 2014, as doações de empresas privadas às campanhas eleitorais eram legais, elas só foram proibidas em 2015.

Além da Bradesco Vida e Previdência, Arthur Maia recebeu doações de outras instituições financeiras, como os bancos Itaú Unibanco (R$ 100 mil), Safra (R$ 30 mil) e Santander (R$ 100 mil). Os bancos também têm serviços de previdência privada, mas as doações foram feitas em nome geral das instituições.

Atentado ao decoro

Pelo Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, o deputado Arthur Oliveira Maia não pode ser o relator da proposta. O inciso VIII, do artigo 5º, do código, impede a relatoria de “matéria submetida à apreciação da Câmara dos Deputados, de interesse específico de pessoa física ou jurídica que tenha contribuído para o financiamento de sua campanha eleitoral”.

No entanto, o deputado declarou em entrevista, antes de ser oficializado como relator, que não há conflito ético em exercer a função após ter recebido doações de tais empresas. Arthur Maia disse, ainda, que pretende ouvir o setor de previdência privada durante as discussões sobre a reforma na Câmara. Em entrevista ao The Huffington Post Brasil, Maia afirmou que “se tivesse interesse pessoal, ninguém que contribuiu com a Previdência poderia discutir a PEC porque estaria advogando em causa própria”.

Bancos afirmam que doações foram legais

As empresas também foram procuradas pela imprensa para saber sobre o motivo das doações. A Bradesco Vida e Previdência respondeu, por meio de nota, que as doações “são feitas rigorosamente dentro da legislação eleitoral em vigor, com total transparência, o que permite que qualquer cidadão possa ter acesso à informação”.

O Itaú Unibanco afirmou que os candidatos procuram o banco atrás de doações, “nunca o contrário”, e que elas eram feitas com “total transparência”. Segundo o banco, um comitê interno analisa propostas e escolhe candidatos com ficha limpa “que valorizam os princípios democráticos, o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida dos brasileiros”.

O Santander afirma que “nunca fez doações a candidatos. Por política interna, as doações realizadas sempre foram destinadas aos partidos políticos, cabendo a estes a destinação dos recursos conforme seus critérios internos”. O Banco Safra afirmou que não iria se manifestar sobre o assunto.

 

Com informações de Diap e The Huffington Post. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

Fonte: ANDES-SN

Reunião ampliada dos servidores define calendário de lutas para barrar ataques

O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) realizou reunião ampliada nessa quinta-feira (9), em Brasília (DF), para discutir estratégias para barrar as contrarreformas Previdência e Trabalhista, propostas que tramitam no Congresso Nacional, e definir a pauta da Campanha Unificada dos servidores públicos federais (SPF) para 2017. Ainda, na reunião, foi apontado um calendário de lutas para as próximas semanas.

O Fonasefe indicou a adesão dos servidores públicos às mobilizações já marcadas para os dias 22 de fevereiro, 8 e 15 de março. Nessas datas, os servidores farão protestos, atos públicos e paralisações em todo o país contra a retirada de direitos, contida nas contrarreformas de Estado, para fortalecer a Campanha Salarial 2017 dos SPF e construir a greve geral no país. E a realização de uma caravana à Brasília no dia 28 de março, data prevista para início da votação da contrarreforma da Previdência.

Durante a análise de conjuntura, pela manhã, foram destacados os efeitos nefastos das contrarreformas da Previdência – contida na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 -, e Trabalhista – Projeto de Lei (PL) 6.787/16 -, e os já aprovados Projeto de Lei Complementar (PLP 257/16) e a PEC 55/2016.

Saulo Arcangeli, representante da CSP-Conlutas, afirmou que a contrarreforma da Previdência, se aprovada no Congresso Nacional, será cruel aos trabalhadores e em hipótese alguma as Centrais sindicais e entidades devem negociar com o governo. “A contrarreforma da Previdência será muito cruel para as mulheres – devido a jornada dupla e, às vezes, tripla que precisam fazer -, e também para os trabalhadores do campo, da construção civil, vigilantes, entre outros setores, que devido a sua rotatividade ficam diversos períodos sem trabalhar. Além disso, temos também a pensão por morte que será reduzida pela metade e o auxílio saúde que será desvinculado do salário mínimo. Por todos esses ataques, é fundamental dialogar com a base, a juventude, indígenas, quilombolas e sociedade em geral, pois é uma reforma que pegará todo mundo. Precisamos ir para as ruas para derrotar esse projeto neoliberal”, disse.

Calendário de atividades
No dia 22 de fevereiro será realizada uma ação no aeroporto de Brasília (DF) e no Congresso Nacional para pressionar os deputados federais a não aprovarem as contrarreformas da Previdência e Trabalhista. O mesmo ocorrerá nos estados e municípios. Neste dia, também será lançada a Campanha Salarial 2017 dos SPF com protocolo de pauta no Ministério do Planejamento (Mpog), Congresso Nacional e demais órgãos do governo.

No dia 8 de março, o Fonasefe irá fortalecer as atividades do Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora e também realizar um Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência, na perspectiva da construção da greve geral. Já no dia 15 de março – data na qual várias entidades realizarão um dia de greves, paralisações e manifestações, será realizado o Dia Nacional de Lutas com greves e mobilizações, com o fortalecimento da Campanha Salarial 2017 dos SPF nos estados, na perspectiva da construção da greve geral. O 36º Congresso do ANDES-SN e a Coordenação Nacional da CSP-Conlutas também indicaram a adesão às atividades que serão realizadas.

Já no dia 28 de março, o Fórum dos SPF realizará uma grande caravana à Brasília. Para esse dia está prevista a votação em primeiro turno, na Câmara dos Deputados, da PEC 287/2016. Uma nova reunião ampliada deverá ocorrer no final de março. Confira o panfleto do Fonasefe sobre a contrarreforma da Previdência.

Para Renata Rena, 1ª vice-presidente da Regional Leste e da Coordenação do Setor das Instituições Federais de Ensino do ANDES-SN,  a reunião realizada no dia de hoje foi um passo importante para que as entidades pudessem consolidar a Paula Unificada dos SPF para a campanha de 2017,  com destaque ao maior ataque já feito aos direitos dos  trabalhadores contidos na PEC 287/16.

“Tanto a análise de conjuntura, como os encaminhamentos tirados na reunião sinalizaram para urgência de debate do tema da contrarreforma e ações para barrar essa ameaça sem precedentes. É importante destacar que além das datas de atos, mobilizações, paralisações dos dias 22 de fevereiro, 08 e 15 de março, foi indicado o dia 28 de março como um dia de caravana a Brasília (dia anunciado para o primeiro turno da votação da PEC 287 na Câmara dos Deputados). Nesse sentido, todas essas ações serão importantes para a construção da greve geral, cuja ação hoje acreditamos ser a única forma possível de barrar todos esses ataques”, ressaltou Renata, reforçando a importância das seções sindicais fortalecerem os Fóruns estaduais dos SPF e a construção coletiva dos atos, com as demais categoria dos SPF nos estados.

Fonte: ANDES-SN

Câmara instala comissões das contrarreformas da Previdência e Trabalhista

Nessa quinta-feira (9), as comissões especiais, que analisarão as contrarreformas da Previdência e Trabalhista, serão instaladas na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa Legislativa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assinou os atos de criação dos colegiados na terça-feira (7). A partir da próxima semana, as comissões discutirão o mérito da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 287/16 e do Projeto de Lei (PL) 6.787/16, respectivamente, enviados em dezembro do ano passado pelo governo Temer.

Durante o dia serão formalizados, por meio de eleição e indicação, o presidente dos trabalhos e o relator do projeto. Os deputados Carlos Marun (PMDB-MS), presidente, e Arthur Maia (PPS-BA), relator, no caso da previdenciária; e o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), no caso da trabalhista.

Durante o 36° Congresso do ANDES-SN, que ocorreu entre 23 a 28 de janeiro na cidade de Cuiabá (MT), os docentes reafirmaram a continuidade e intensificação da mobilização contra os diversos projetos que atacam os serviços e servidores públicos, em tramitação na Câmara e no Senado. Entre eles, a PEC 287/16 e do PL 6787/2016, e de projetos de lei como o PLC 30/2015 chamado de PL das Terceirizações – e seus congêneres (PLS 87/2010, PLS 300/2015, PLS 339/2016)-, que regulamenta os contratos de terceirização e as relações de trabalho deles decorrente, pronto para a pauta no Senado.

Contrarreforma Trabalhista
A contrarreforma Trabalhista foi encaminhada pelo governo Temer em dezembro de 2016. O Projeto de Lei (PL) 6.787/16 prevê regras de contratos temporários de trabalho e prioriza o negociado sobre o legislado em relação a alguns direitos (inclusive os contidos na Consolidação das Leis do Trabalho). A matéria também autoriza o parcelamento das férias e a jornada de trabalho de até 12 horas por dia, 220 horas mensais, os planos de cargos e salários, entre outras questões. Atualmente, a jornada padrão é de 44 horas semanais, 176 horas mensais, e 8 horas diárias.

A proposta trabalhista ainda propõe parcelamento de férias. Em vez de 30 dias corridos, as férias poderiam passar a ser parceladas em até três períodos, sendo um deles de 15 dias corridos. Abre-se também a possibilidade de negociação da pausa dentro da jornada de trabalho, que deverá ter duração mínima de 30 minutos. Admite-se ainda acerto entre patrões e empregados sobre participação nos lucros da empresa, banco de horas e trabalho em casa “home office”.

O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) já manifestou ser favorável a um dos principais pontos da proposta: a prevalência dos acordos firmados coletivamente sobre o que diz a legislação. E também quer introduzir no texto o trabalho intermitente.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou um estudo no qual considera inconstitucional a proposta do governo Temer de contrarreforma trabalhista. Os procuradores também entenderam que a proposta traz impactos negativos na geração de empregos.

Com informações da Agência Câmara Notícias e Agência Senado

 

Fonte: ANDES-SN

“Dívida Pública e contrarreformas” será tema da próxima Universidade e Sociedade

Colaboradores têm até o dia 30 de abril para enviar materiais

O ANDES-SN divulgou na segunda-feira (6) o tema central da 60ª edição da revista Universidade e Sociedade: “Dívida pública e contrarreformas: previdência, trabalho e educação”. A publicação será lançada durante o 62º Conad, que acontece no meio deste ano, em Niterói (RJ). O lançamento do edital para colaboração e envio de materiais foi feito por meio da Circular Nº 23/2017.

Ana Maria Estevão, 1ª vice-presidente Regional São Paulo e integrante do Conselho Editorial da revista explica que a definição do tema central da publicação deve-se à atual conjuntura do país. “A própria conjuntura que estamos vivendo apontou para a necessidade de um número específico da revista que discuta as contrarreformas da previdência, trabalho e educação que estão em curso no país para gerar superávit primário e beneficiar o grande Capital. Nós, do ANDES-SN, temos muito acúmulo de luta e de material acadêmico sobre o tema, com alguns docentes do nosso Sindicato especialistas no assunto, e precisamos aprofundar essa questão com a categoria”, disse a diretora do ANDES-SN.

Os artigos temáticos deverão ser enviados até o dia 30 de abril de 2017. Também serão aceitos artigos sobre questões da educação superior brasileira tais como: estrutura da universidade, sistemas de ensino, relação entre universidade e sociedade, política universitária, política educacional, condições de trabalho, questões de cultura, artes, ciência e tecnologia, apresentação de experiências de organização sindical de outros países, além de resenhas críticas de livros. Os artigos devem ser enviados para o endereço eletrônico andesregsp@uol.com.br e obedecer à normatização publicada na Circular Nº 23/2017.

Ana Maria ressaltou a importância da revista Universidade e Sociedade, ao movimento docente e aos trabalhadores em geral, para o aprofundamento de debates relevantes, como os ataques à Previdência, aos direitos trabalhista e à Educação, que estão em curso no país.

Revista Universidade e Sociedade
A Revista Universidade e Sociedade é uma publicação semestral, editada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES-SN, cujo intuito é fomentar o debate, as pesquisas, debates e troca de experiências tanto no âmbito da pesquisa acadêmica bem como oriundas das vivências sindicais e sociais, acerca de temas de relevância para as lutas empreendidas pelos docentes na defesa de uma universidade pública, gratuita e de qualidade, socialmente referenciada.

Leia a edição 59 da Universidade e Sociedade

Confira a Circular 23/2017 com as normas e orientações para publicação

Coordenação da CSP-Conlutas se reúne em São Paulo

A Coordenação Nacional da CSP-Conlutas se reuniu no último final de semana (3 a 5) em São Paulo (SP). A reunião reafirmou a necessidade da construção imediata de uma Greve Geral para derrotar as contrarreformas da Previdência e Trabalhista do governo Temer. Houve, ainda, um seminário sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16.

Na sexta-feira (3) houve o debate sobre conjuntura nacional e internacional com a presença do representante dos metalúrgicos José Maria de Almeida; de Valério Arcary, historiador e professor titular aposentado do Instituto Federal de São Paulo (IFSP); e de Plínio de Arruda Sampaio Jr., economista, livre-docente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O objetivo foi discutir a realidade e armar politicamente a CSP-Conlutas e suas entidades para enfrentar as lutas do próximo período.

Já no sábado (4), teve lugar o Seminário sobre a Contrarreforma da Previdência. Participaram representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Anamatra, da Auditoria Cidadã da Dívida, da Anfip, da Cobap, do DIAP, do Movimento Mulheres em Luta (MML); e especialistas como o jurista e professor de Direito do Trabalho Brasileiro na Universidade São Paulo (USP), Jorge Luiz Souto Maior, e a docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sara Granemann, pesquisadora de assuntos relacionados à aposentadoria.

A partir do acúmulo dos dois dias de debate, a Central aprovou uma resolução política, que norteará as ações da CSP-Conlutas em relação à campanha contra a PEC 287/16, para a qual se buscará uma ampla unidade de ação na luta para derrotar a reforma. Ainda no domingo (5) foram aprovados os relatórios dos setoriais de educação, funcionalismo público, trabalhadores dos Correios, saúde e segurança do trabalhador, aposentados, mulheres, negros e negras, LGBT e internacional, assim como o relatório do grupo de trabalho de comunicação.

Eblin Farage, presidente do ANDES-SN, considerou que, durante a reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, houve importantes avanços. “Aprovamos duas resoluções provenientes do 36º Congresso do ANDES-SN, que são a participação da Central nas manifestações de 9 de fevereiro, em defesa das universidades estaduais do Rio de Janeiro, e no Dia Nacional de Lutas em 15 de março”, comenta a docente.

“O mais importante foi que conseguimos avançar no sentido de aumentar a unidade com movimentos sociais e entidades, rumo à construção da Greve Geral para barrar a retirada de direitos. Saímos da reunião com boas perspectivas para a luta em 2017, buscando sempre a unidade dentro da Central e também com movimentos fora dela”, completou Eblin Farage.

Confira aqui a resolução aprovada sobre conjuntura nacional e internacional

Com informações e imagem de CSP-Conlutas

 

Fonte: ANDES-SN

ANDES-SN entrevista Sara Granemann sobre a Contrarreforma da Previdência

Durante o 36º Congresso do ANDES-SN, realizado entre 23 e 28 de janeiro na Universidade Federal do Mato Grosso, em Cuiabá, um dos temas que foi amplamente debatido foi a contrarreforma da Previdência, prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, em tramitação no Congresso Nacional. Nas resoluções aprovadas, estão presentes diversas estratégias de ação para intensificar a luta contra a PEC 287/16 e para barrar a contrarreforma da Previdência.

Como forma de instrumentalizar os docentes, o ANDES-SN promoveu, durante o Congresso, debates sobre os ataques à previdência social. Uma das palestrantes, a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sara Granemann, concedeu entrevista coletiva aos jornalistas do Sindicato Nacional e das Seções Sindicais presentes no 36º Congresso. Confira:

O governo justifica a reforma da previdência em virtude de um suposto rombo que existe na previdência. A justificativa se sustenta?
Sara Granemann (SG) – Falar em rombo é falar no financiamento da Previdência, das aposentadorias, das pensões e de quem tem direito ou não. Eu digo que a principal falácia é a falácia do financiamento. Não há rombo na Previdência. No entanto, talvez qualquer outro argumento não seria tão forte para convencer as pessoas de que elas também devem dar sua cota de sacrifício.

Se não se fala do financiamento e que falta de dinheiro, vão dizer que irão retirar o direito à aposentadoria baseado em quê? Tem que explicitar de alguma forma. O argumento que consegue ter alguma base de cientificidade, do ponto de vista do Capital e dos seus governos, é o de gestão e de orçamento. Se falarem de qualquer outro argumento, não terá a força de tentar se tornar uma verdade científica, comprovada com números, com contas, com taxas de juros, com projeções para o futuro e toda essa parafernália, que nós também sabemos fazer. E, exatamente porque fazemos, é que dizemos que esse argumento não é verdadeiro, não há déficit.

Não se teria outra forma de argumentar, que impactasse tanto as pessoas do ponto de vista da desproteção da velhice. Não tenho dúvida que as duas maiores tragédias para o trabalhador é estar sem emprego e estar sem proteção na velhice, portanto estar sem Previdência. Acho que esses são os dois eixos da vida do trabalhador e, por isso, tem que se falar em financiamento.

Do ponto de vista do Capital, isso é o financiamento da grande ambição do Capital, porque há uma massa de recursos tão gigantesca que só a Previdência pode acumular e isso é parte importante, não exclusiva, mas central, do recrudescimento das crises e das possibilidades de expansão dos capitais. É um recurso que é renovado mensalmente e que é de longo prazo. É só por isso que os capitais têm possibilidade de novos investimentos.

Num momento de crise, como esse, isso é muito importante. E, fora da crise, também é importante para ter novas frentes, porque, se não se pode vender, renovadamente, milhões ou bilhões de carros por ano ou por décadas, então é preciso encontrar, como [Karl] Marx já explicou para a gente, novas formas de investir montantes de riquezas para se transformar em capitais.

Não tenho dúvidas que estamos num modo de produção capitalista em outro momento, que é transformar aquilo que foi direito e política social em investimentos financeiros. É impróprio dizer isso, porque teria de se debater mais-valia, mas tornar a Educação em uma indústria de educação, tornar a Previdência uma indústria da previdência e etc.

Claro que falar indústria não é correto do ponto de vista conceitual, mas é uma ideia para dizer que, isso que para nós foi direito, está numa disputa com o Capital para se tornar um negócio. Não é que está começando agora, mas nessa fase, suponho, do modo de produção capitalista, não há muito mais coisas para se transformar em novas mercadorias e em novas frentes de investimentos dos capitais. Por isso, esse ataque não é só localizado no Brasil e não é só com a Previdência.

Outra justificativa para a contrarreforma da Previdência é o aumento da expectativa de vida da população, da taxa de sobrevida nas faixas acima dos 60 anos. Só que com a proposta de 49 anos de contribuição, para poder ter acesso à aposentadoria integral, esse benefício não se torna uma ilusão?
SG – É muito ilusório, porque se a expectativa de vida, em boa parte dos estados do país, é de 65 a 69 anos, especialmente para os homens, e se o usuário chegar ao direito de ter o benefício aos 65, o terão por três ou quatro anos no máximo, supondo que não morreu antes, porque vários morrerão e contribuirão ao longo de décadas sem ter direito ao benefício. Aí sim os 65 não são cabalísticos, é a atuária, a estatística, é a projeção pela expectativa de vida, que, no caso previdenciário, é expectativa de morte. Então, é claro que é ilusório.

Agora, a expectativa de vida também não é uma determinação importante para se discutir a Previdência como se está fazendo no nosso país. Por quê? Porque junto com a expectativa de vida, que de fato aumentou, tem outra coisa que não entra nessa equação do governo e dos capitais, e que nós precisamos fazer, nós pesquisadores, pesquisadores sindicalistas, militantes e que atuamos na luta de classe. Nós temos de fazer um cálculo bastante difícil, eu estou tentando fazer isso, mas é um cálculo bastante difícil, porque aí temos que trabalhar com médias, que é o seguinte: a expectativa de vida não pode ser tida como um privilégio porque, junto dela, tem de se calcular também o aumento da produtividade do trabalho. Se você colocar a expectativa de vida de uma categoria com o aumento da produtividade do trabalho, por exemplo, a categoria dos metalúrgicos, em três décadas, passou de 40 anos de expectativa de vida para 60, e, se a gente calcular nessas mesmas décadas o aumento de produtividade do trabalho para essa categoria nós vamos ver que é absolutamente inconsistente dizer que, porque aumentou a expectativa de vida, nós teremos que mudar os padrões previdenciários.

Se nós juntarmos essas duas determinações o que nós vamos ver é que tem espaço importante para elevar os valores das aposentadorias e diminuir as exigências de tempo, contribuição e idade para que as pessoas se aposentem. Porque, se a expectativa de vida duplicou ou triplicou, a produtividade do trabalho certamente centuplicou. É absolutamente mais importante do que o aumento da expectativa de vida. Essas duas determinações têm relação, porque o aumento da produtividade também possibilita avanços e saltos na expectativa de vida, e aí é aumento da produtividade não como conquista do Capital, mas como conquista do trabalho, senão, nós estaríamos vivendo 30 anos ou menos, como aqueles que viviam nas cavernas.

Você estuda Previdência há muitos anos. Sobre os ataques contidos nessa contrarreforma, quais aspectos que chamam mais atenção e por quê?
SG – Eu diria que tem um aspecto e que é pouco explorado. Essa reforma é, em primeiro lugar, continuidade das outras duas. É continuidade da feita pelo governo Fernando Henrique [Cardoso] e da do Lula [Luís Inácio Lula da Silva]. Ela se alicerça sobre essas duas, e todas as reformas infraconstitucionais que a Dilma [Rousseff] fez. Por exemplo, aquela que estabelece por quanto tempo o cônjuge, dependendo da idade, tem direito à aposentadoria. E aqui falando cônjuge, só para deixar claro, é a cônjuge. É direcionado às mulheres, contra as mulheres. Estabeleceu uma legislação garantindo que mulheres jovens, “afeitas a golpe do baú” a homens que ganham um salário mínimo, especialmente no Norte e Nordeste brasileiros, devem ter, dependendo do tempo de casamento e da sua própria idade, um tempo de pensão. Isso é muito brutal, é machista, misógino, é brutal contra as mulheres. Então, tudo isso não pode ser desvinculado dessa proposta atual. Segundo, que boa parte do estudo que leva a falar do financiamento e das frações da classe trabalhadora dentro da reforma proposta pela PEC 287/16, está em um estudo feito durante o governo de Dilma, com o “luxuoso” auxílio de todas as centrais menos a CSP-Conlutas. Fizeram um diagnóstico que leva a tudo que está na PEC 287. Mas isso é uma introdução.

O que eu acho que é mais característico dessa PEC? O que é mais característico, e pode ser sua principal fragilidade, é que, diferente de todas as outras, ela não se concentra em uma fração de trabalhadores, ela ataca a todos. Nisso é bem fiel a um documento de 1994 do Banco Mundial que [propõe] como metodologia, como tática. Para os trabalhadores urbanos falam “vocês têm que fazer sacrifício porque os rurais não pagam o suficiente para ter suas aposentadorias”; para os homens: “por que vocês têm de trabalhar mais se as mulheres vivem mais?”; para os jovens: “olhem os privilegiados, que querem preservar seus direitos, já estão próximos da aposentadoria ou já estão aposentados e vocês não terão nada”. Então constroem uma metodologia de instituir, intra classe trabalhadora, uma guerra de todos contra todos. Esse é um ponto forte e inteligente da PEC. Antecipar como guerra das frações da classe trabalhadora, para que não nos compreendamos como classe para si, mas que cada fração se defenda como classe em si, na relação da totalidade da classe trabalhadora.

Entretanto, isso também é sua fragilidade, porque como a PEC se arvora a atacar a tudo e a todos de uma única vez, diferente do que fez Fernando Henrique, que atacou o regime geral e fez algumas coisinhas contra o regime próprio, diferente do que fez Lula, que atacou o regime próprio dos servidores públicos federais e fez algumas coisas contra o regime geral dos trabalhadores, essa PEC é contra o regime geral e contra todos os regimes próprios, é contra o federal, contra o regime dos estados, contra o regime de todos os municípios, contra homens e mulheres, contra jovens e velhos, contra rurais e urbanos, ela ataca a totalidade da classe trabalhadora. Isso pode ser o que nos leve a lutar uma mesma luta, como classe trabalhadora. Claro que isso não é simples, nem fácil. O que é a força da PEC, é também seu pé de barro. Eles partem de uma avaliação de que está tudo fragmentado e a luta de classes está num momento de descenso. Então, vamos fazer esse trabalho rápido atacando a todos. Pode ser, penso eu, que a maior força da PEC seja também sua fragilidade. Pelo menos dentro do ANDES-SN, se nós não conseguirmos fazer a luta dos diferentes regimes próprios, compreendendo que estamos sendo atacados da mesma forma, perderemos uma oportunidade ímpar. A temporalidade dos federais e estaduais é diferenciada, mas [em relação à PEC 287] essa temporalidade é uma só.

Como você analisa essas medidas de austeridade adotadas pelo governo federal no Brasil e o que nos fez chegar a esse momento do país?
SG – Acho que esse momento de austeridade é parte importante da resposta do Capital a mais um momento de crise, uma crise forte, importante e brutal, muito aguda, como nunca antes foi visto. O argumento que defendo nos estudos que faço, e na militância idem, porque meu estudo não está separado da militância, é que o Estado sempre teve a responsabilidade de preservar as condições gerais de produção e reprodução do modo de produção capitalista, desde que esse se instituiu. Mas, ao longo do desenvolvimento do modo de produção capitalista, as funções do Estado se alteram.

Se, no começo [do modo de produção capitalista], nos séculos XVIII e XIX, o Estado era mais liberal, embora sempre teve que intervir para que o modo de produção capitalista não se desmontasse, ainda que intervenções mais abreviadas, como uso da força, controle da força, controle do proletariado e em situações de emergências, como uma peste, uma catástrofe, quando transita do final do século XIX para o século XX, se consolida, principalmente entre as duas grandes guerras mundiais, o Estado monopolista e assume funções muito mais sofisticadas. O Estado não age mais só em situações emergenciais, para garantir a propriedade privada somente em situações emergenciais, ele assume uma série de outras funções. Dentre essas funções, uma é possibilitar aos capitais acesso aos fundos públicos, a dinheiro em quantidades absolutamente gigantescas para que, na vigência das crises, os grandes capitais, tenham disponíveis esses recursos para resolver suas crises.

O exemplo mais emblemático é a quebra da General Motors, sob o [governo do presidente estadunidense Barack] Obama. A General Motors não é só uma gigantesca indústria de automóveis, ela é um conglomerado que tem bancos e uma miríade de negócios. O Obama compra para os Estados Unidos 60% da General Motors e diz: “mas nós não queremos saber da administração, vocês [empresa] cuidem da General Motors”. Ou seja, transfere um dinheiro que é resultante dos impostos dos trabalhadores, que pagam diretamente por meio do consumo ou formando lucro para o Capital. Essa riqueza não foi gerada pelo Capital e sim por meio do trabalho.

Simplificando, essa massa de recursos é o ponto, no que se refere ao Estado, da luta de classes no mundo hoje. Por quê? Porque há uma disputa entre o Capital e o trabalho sobre parte, muito significativa, do fundo público, que está alocado em políticas sociais, incluindo sindicais, trabalhistas, que são os instrumentos que realizam os direitos que a classe trabalhadora, em diferentes países, conseguiu impor aos capitais. É desse recurso que nós estamos falando. Não que nós tenhamos a ilusão de que o Estado seja da classe trabalhadora, mas fazemos a luta pela manutenção dos seus direitos, e, portanto, pela manutenção de uma parte do fundo público, do orçamento do Estado ou da União que pode ou não ficar com os trabalhadores, sob a forma de realização de direitos.

Para o Capital, o que pode ser destinado aos direitos sociais, é aquilo que o Banco Mundial disse no documento de 1994, que vai extinguir as políticas sociais, mas essas podem ser apenas para realizar os mínimos sociais. Mínimo social na Alemanha pode ser dois mil euros, no Brasil pode ser meio salário mínimo, um terço de salário mínimo. Isso depende de várias modulações como o estágio da luta de classe e a produção daquele país na divisão internacional do trabalho. Mas, o que está em questão é o seguinte: cerca de 40% do fundo público brasileiro, e nós estamos falando, neste ano, de 3 trilhões de reais, um trilhão de dólares, que não está com o Capital diretamente. Como vamos transferir para o Capital esse recurso? Austeridade é isso.

Mas, veja, [o que se vende é que] austeridade é algo que esses “trabalhadores privilegiados” devem fazer, a exemplo do Capital, que já é austero, que nos suborna, que sonega. Austero tem que ser o trabalhador, que se aposenta muito cedo. A austeridade é esse pacote rosáceo que envolve esse discurso. Limpando, é a luta de classes pelo controle de uma parte já pequena do fundo público que está alocado para realizar direitos dos trabalhadores. A austeridade é dizer o seguinte: você está vivendo acima das suas possibilidades e vão perder, dependendo da faixa de recebimento da previdência, entre 30% e 50% do que recebem. Então, corta salários, corta previdência. Mas a austeridade é dirigida só aos trabalhadores, não são políticas de austeridade contra os capitais. Ou seja, essa é a palavra que os capitais, os governos utilizam: temos de ser austeros. Mas temos de ser austeros, e, ao mesmo tempo, pagamos empréstimos para a [Rede] Globo, fazemos concessões para as empresas privadas de educação.

Durante a nossa greve de 2015, nós estávamos lutando contra o corte de R$11 bilhões para as universidades federais. Duas semanas depois que [o governo] cortou os R$11 bilhões do orçamento das universidade federais, a mesma presidente Dilma liberou R$17 bilhões para as empresas privadas de educação. Então, austero para quem? Não é que é definitivo, mas no estágio atual da luta de classes, na minha concepção, como nunca antes o fundo público tem de ser liberado das políticas sociais e dos direitos dos trabalhadores para ficar disponível inteiramente aos capitais. Mais do que em qualquer época, o Capital não consegue resolver suas crises sem utilizar esse fundo público.

Como você já mencionou, essa questão é um ataque aos trabalhadores no mundo todo. Gostaria que você falasse dessa sua experiência em Portugal e na Itália, analisando um pouco do que foi feito com a aposentadoria em outros países e o que está para acontecer conosco.
SG – Na Europa, especialmente na Europa do sul, mas também na França, nos mesmos anos que nós aqui, os trabalhadores sofrem ataques na Previdência e eles têm lutado de forma muito aguerrida. Isso tem relação, na minha análise, é uma disputa do fundo público. E, por isso, as mesmas lutas ocorrem no mundo inteiro no mesmo período. Se trata de liberar fundo público, não só no Brasil, mas no mundo inteiro, para o Capital. A única forma de liberar este fundo público, porque do resto já se apropriam, é ser austero com os direitos dos trabalhadores. A lógica é esta: a exploração dos trabalhadores. Seja por trabalho necessário ou por trabalho excedente, que é o centro. Mas o Capital também conseguiu encontrar formas também de expropriar o trabalho necessário.

A previdência privada é uma forma dessas, de expropriar o trabalho necessário. Te convencem a devolver aos capitais uma parte do salário que você teria para comida, viagem, cultura ou habitação melhor. Você devolve para uma previdência complementar, que provavelmente você não receberá e, portanto, você tem no tempo presente uma condição de vida menor. Isso é aumento da exploração, porque você devolve ao Capital não só o excedente, mas dá também ao Capital o trabalho necessário sob uma cota do seu salário. É aumento da exploração, é um projeto que se vê realizar em todos os países, porque o Capital não nos quer internacionalistas, mas ele o é. Aplica as mesmas políticas simultaneamente no planeta inteiro. As reações e aquilo que o Capital consegue dependem da luta de classes em cada país. No México, além de terem uma previdência melhor que a da gente, eles estão impedindo de forma mais aguda a contrarreforma lá. Tanto da educação, da previdência e da saúde.

Um argumento que eu utilizo, analisando a história, é que, em todos os países em que ocorreram revoluções, é mais difícil alterar a previdência. Mesmo que seja revolução burguesa, com expropriação de uma classe pela outra, ou que se tenha elementos de luta revolucionária, como teve no México. Eles têm uma constituição elaborada em 1917, que é muito mais avançada que a nossa no campo da previdência. Portugal também teve uma revolução e tinha uma constituição e políticas previdenciárias muito mais avançadas. E, tem dois países no mundo em que os trabalhadores não contribuem: a África do Sul, mas que a previdência é universal e no valor de 30 dólares, e a gloriosa Rússia, onde os trabalhadores recebem uma previdência, alcançando uma determinada idade, que é universal. [Na Rússia] Aos 65 anos, todos têm uma previdência de 1400 dólares, homens, mulheres, campo e cidade. Está em debate contrarreforma da previdência lá? De jeito nenhum. Tem coisas que não se pode mexer, especialmente em lugares que passaram por determinadas experiências. A França também. A Comuna de Paris é o primeiro lugar na história dos trabalhadores que fala em proteção previdenciária. Dez anos depois, em 1881, na Alemanha, o Estado coloca na lei: vamos ter previdência aqui. Porque os trabalhadores alemães já estavam vendo os trabalhadores franceses e podiam fazer, de repente, a Comuna de Berlim.

Fonte: ANDES-SN

NOTA DE PESAR

É com pesar que a ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE – ADUFAC cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento da Senhora Oscarina Carvalho Lima, mãe dos docentes Margarida Lima Carvalho, Francisca Estela Lima Freitas e João Correa Lima Sobrinho. O velório acontece na capela São João Batista, ao lado da TV Gazeta, na cidade de Rio Branco, até 11h da manhã.

A diretoria da ADUFAC presta condolências aos familiares e amigos dos nossos valorosos professores neste momento de dor.

Rio Branco, Acre 04 de fevereiro de 2017.

O impacto da PEC 287/2016 sobre os servidores públicos

A reforma da previdência proposta pelo governo de Michel Temer é mais uma medida que faz parte do pacote de desmonte dos serviços públicos e planos de privatizações. A maioria dos trabalhadores brasileiros ainda não sabe como esta reforma perversa pode afetar suas vidas. No vídeo abaixo, a CTB explica passo a passo o impacto da PEC 287 para o servidos público, confira:

FONASEFE tem reunião ampliada no dia 9 de fevereiro

O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) se prepara para sua primeira reunião ampliada do ano de 2017, na próxima quinta (9), em Brasília (DF). Na pauta, está a deliberação sobre a Campanha Salarial Unificada dos Servidores Públicos Federais de 2017, além da luta contra as contrarreformas da Previdência e trabalhista.

O Fonasefe divulgou, ainda, um panfleto que explicita os ataques da contrarreforma da Previdência, que tramita na Câmara dos Deputados como Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16. Antes da reunião ampliada, na quarta (8), as entidades do Fonasefe realizam reunião preparatória, também na capital federal.

A primeira reunião do Fonasefe no ano, em 18 de janeiro, definiu também um calendário, com datas indicativas de paralisação e luta. Dia 8 de março será um desses dias, inclusive por ser o Dia Internacional da Mulher. Nessa data, o Fonasefe planeja realizar lutas contra a PEC 287, com ênfase nos prejuízos que as mulheres terão em seus direitos previdenciários.

Outra atividade indicada pelo calendário já ocorreu. Os servidores públicos federais realizaram panfletagens em diversos aeroportos do país, entre os dias 31 de janeiro e 2 de fevereiro, para pressionar os parlamentares a se posicionarem contra a PEC 287 e a retirada de direitos da Previdência.

Serviço

Reunião Ampliada do Fonasefe

Data: quinta-feira, 9 de fevereiro

Horário: 9h

Local: Auditório do SINDSEP/DF, Setor Bancário Sul Qd. 01 Bloco K Ed. Seguradoras, Brasília (DF).

Clique aqui para conferir o panfleto do Fonasefe 

 

Fonte: ANDES-SN

Transexuais lutam por respeito e espaço no mercado de trabalho

Seção sindical do ANDES-SN leva debate da Visibilidade Trans para a UFRRJ

O olhar meigo e o corpo franzino chegam a contrastar com os posicionamentos decididos, de quem foi calejado e fortalecido pelas violências da vida, que o levaram a tentar dois suicídios. Ao observar o estudante, do segundo ano de pedagogia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), de nome social Tito Carvalhal, não se imagina o que ele já foi, e ainda é, obrigado a enfrentar para conviver em sociedade. Transexual e militante do movimento LGBT, Tito comemora seus 31 anos de resistência, mas relembra que em seu passado, além das tentativas de acabar com a própria vida, constam três internações em clínicas psiquiátricas, diagnósticos de esquizofrenia, e muito preconceito na hora de conseguir emprego. Se o mundo é hostil à população trans, imagine como isso se reflete diariamente na tentativa de inserção no mercado de trabalho.

De acordo com dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), atualmente, devido ao preconceito, 90% das populações trans e travesti foram ou ainda são obrigadas a se prostituir para sobreviver. Vindo do sertão da Bahia, Tito chegou a Salvador com 16 anos. Após passar por vários subempregos, a exemplo de panfletagens nas ruas, conseguiu cursar administração pública, em uma faculdade particular, por meio de financiamento do governo federal. Já formado chegou a coordenador de um projeto social, mas teve a trajetória interrompida pela demissão, que ocorreu no momento em que tentava iniciar a utilização do nome social e um tratamento hormonal para ter feições mais masculinas. Depois disso, não conseguiu mais emprego formal.

“Meu currículo não era ruim. Eu era qualificado, mas bastava relatar o nome social que as portas se fechavam. Mesmo hoje em dia, estudando na Ufba, eu não consigo estágio externo. Estou como bolsista de um projeto interno. Mas fora da universidade não consigo nada ligado à educação”, desabafa Carvalhal. Abrigado pelos muros da universidade pública, Tito sabe que se tornou uma exceção. Sonha em ser educador, ajudar a formar uma nova geração, que respeite as diferenças e propicie melhores oportunidades a todas e todos.

Sobrevivência à margem

Com 32 anos de militância LGBT, Andrezza Belushi afirma que a sociedade coloca as/os trans na marginalização por meio de um discurso preconceituoso em que naturaliza, desde a infância, apenas a existência de homens e mulheres. É um conjunto de imposições e regras que condicionam a sociedade a não refletir sobre a possibilidade da existência e aceitação de outras orientações de gênero, como transexuais, travestis, lésbicas etc. “Somos eleitores, pagamos impostos, somos cidadãos, teoricamente temos os direitos garantidos pela constituição. Mas a sociedade não nos dá oportunidades. Nos empurram para a prostituição, para a marginalidade”, diz Andrezza.

Sem espaço no mercado, há 17 anos ela coordena em Salvador o Projeto Esperança, que faz o acompanhamento domiciliar e hospitalar de travestis e transexuais soropositivo com Aids. “Sou uma prestadora de serviço. Só tenho como me sustentar e pagar minhas contas, se eu fizer projetos e ganhar ajuda de custo. Criei esse projeto inovador, que é custeado por uma agência social da Bélgica. O valor não chega nem a mil reais”, explica.

Invisibilidade

Quando se pesquisa sobre dados da população trans, referente ao mercado de trabalho, a falta de informações disponíveis já é um forte indício de quanto esse segmento é invisível aos olhos da sociedade. A presidente da Antra e vice-presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Keila Simpson, explica que não há meios de encontrar essas informações, pois todos os dados oficiais referentes ao mercado são registrados baseados no binário de gênero masculino e feminino. Não existe a preocupação em ampliar as bases cadastrais e incluir a identidade de gênero, o que reforça a exclusão da população trans.

Políticas públicas

De acordo com os entrevistados não existem políticas públicas consistentes voltadas à inserção da população trans no mercado de trabalho. Seja no Estado ou no município, o que existem são ações pontuais, a exemplo de cursos de auxiliar administrativo, que afirmam garantias de emprego, mas que ao final da formação, não resultam em trabalho formal e carteira assinada.

Keila Simpson valoriza a iniciativa, pois avalia esses cursos como um avanço em relação às antigas ações das ONGs, que ofereciam formações profissionalizantes de cabeleireiro, maquiador, corte e costura, entre outros. Porém, a questão da falta de oportunidade no mercado continua a existir. “As atuais formações são em escolas, com cursos oficiais. Isso é importante. Mas, além da formação, também tem que estabelecer pontes com o mercado para inseri-las”, comenta. Simpson ainda mostra preocupação com a ausência de ascensão profissional. “São empregos dignos, mas que não permitem um crescimento na empresa. Precisamos da oportunidade de entrar em uma empresa e poder ascender profissionalmente”.

Nome social

Enraizado em todos os setores da sociedade, o preconceito de gênero, somado à burocracia, continuam a ser barreiras até para ações que, em tese, foram criadas para a inserção social dos trans e travestis. Várias portarias garantem a utilização do nome social em serviços públicos, universidades e outros locais, a exemplo da Portaria nº1820, publicada pelo Serviço Único de Saúde (SUS), em agosto de 2009. Porém, além do processo caminhar extremamente lento na justiça, são exigidas inúmeras documentações e exames médicos.

Formada em fonoaudiologia há sete meses, Taciane de Oliveira, há cerca de três anos, entrou com o processo de utilização de nome social. Ciente das barreiras que enfrentaria, devido ao nome masculino na carteira de trabalho, ela chegou a retardar a sua conclusão do curso. A expectativa era concorrer a uma vaga no mercado já com o novo nome.  “A audiência foi remarcada algumas vezes, e por isso, esse processo se tornou ainda mais longo. Tive que terminar a graduação, mesmo não tendo realizado a mudança nos documentos. É um processo difícil, pois, você tem que realizar um acompanhamento psicológico para que aquele profissional emita um laudo, atestando sua transexualidade.  É um absurdo, alguém ter que atestar algo por você, algo tão explicito. Até o momento ainda não mudei os documentos, pois, o processo foi deferido apenas em alguns quesitos. Tive que recorrer novamente”, relata a jovem Taciane.

O estudante de pedagogia Tito Carvalhal, do início desta reportagem, também faz críticas à maneira como se dá o processo de alteração de nome. Para ele, a questão da exigência do laudo tem uma “perspectiva patologizante”, ou seja, a necessidade de um laudo clínico deixa a entender que o processo de transexualidade seja interpretado como doença ou fora de um padrão considerado normal. Tito ainda comenta: “A justiça de Salvador não tem retificado o gênero, apenas o nome. Ela tem exigido intervenção cirúrgica para retificar o gênero. Tem quem não queira fazer a cirurgia, mas se quiser ter no documento, você é obrigado à intervenção cirúrgica. Exige ainda uma sexualidade hétero, ou seja, tem que ser homem ou mulher. Se falar, por exemplo que é bissexual, coloca tudo a perder”.

Cotas na pós-graduação

Após a aprovação no Conselho Acadêmico de Ensino, a Ufba, em 11 de janeiro deste ano, se tornou a primeira universidade do país a incluir, no sistema de cotas para pós-graduação, pessoas trans e quilombolas, além de negras/os, indígenas e indivíduos com deficiência.

Reunião do Conselho Acadêmico de Ensino da Ufba

De acordo com informações divulgadas pela própria universidade, todos os processos seletivos para os cursos de pós-graduação stricto sensu da Ufba (doutorado e mestrados) terão reservas de, no mínimo, 30% das vagas ofertadas para candidatas/os negras/os (pretas/os e pardas/os) e uma vaga a mais em relação ao total ofertado nos cursos para candidatas/os enquadradas/os em cada uma das categorias de quilombolas, indígenas, pessoas com deficiência e trans (transgêneras/os, transexuais e travestis).

Membro do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Ufba, a professora Lygia Viégas participou das discussões e se coloca favorável às cotas como forma de incentivar a inserção de trans no universo acadêmico e no mercado de trabalho. Segundo Lygia, a sociedade capitalista criou o mito de que todos possuem oportunidades iguais, de que bastaria se esforçar para ter êxito. Mas, tais condições iguais não são uma realidade concreta. Existe um perfil muita explícito daqueles que, por mais que se esforcem, não conseguirão as mesmas oportunidades, e os trans fazem parte desse perfil.

“É óbvio que depois de tanto preconceito, quando essa pessoa trans chega à universidade, ela já vem cheia de marcas de que naquele lugar ela não é bem-vinda. Quando a universidade toma a decisão de colocar uma cota já no topo desse processo, em nível mestrado e doutorado, essa é uma decisão muito feliz, que poderá produzir impacto em cadeia em todo o processo. Isso oferece visibilidade para todo um grupo social, que vem sendo excluído e exterminado”, analisa a docente.

Viégas ressalta que, apesar do avanço, é necessário pensar como a resolução acontecerá de maneira coerente. Precisam ser estudantes que, além do perfil adequado às cotas, já tenham uma trajetória naquela área de pesquisa em que estão pleiteando. Caso contrário, se tornará apenas um elemento de aprovação automática.

Debate nas escolas

Para a diretora da pasta de Gênero, Etnia e Diversidade da Associação dos Docentes da Universidade Estadual da Bahia (Aduneb SSind), Ediane Lopes, uma das maneiras de combate ao preconceito à população LGBT e, consequentemente obter mais espaço no mercado de trabalho, é levar o debate sobre gênero para dentro das escolas. “Além da discussão ser importante na perspectiva do ensino, tanto na universidade, mas, sobretudo, no ensino médio, há um conjunto de adolescentes que tem descoberto sua identidade sexual diferente da binária. Cabe a nós docentes, adquirirmos acúmulo de discussão, nos embasarmos e termos a sensibilidade para compreender como lidar e ajudar na luta pelos direitos dessas pessoas. Temos que explorar melhor o potencial do nosso trabalho, em perspectivas pedagógicas e políticas, de reivindicar que todas e todos possam viver em um mundo sem opressão. O êxito da educação só virá a partir da valorização da diversidade”, comenta Ediane.

A professora Lygia Viégas concorda com Ediane e ainda amplia a questão. Para ela, a discussão de gênero tem que estar em todas as etapas da educação, iniciando na infantil. “Se formos pensar no processo de escolarização de uma criança, que traz traços de transexualidade, desde a educação infantil, vai ser um/a aluno/a que vai sofrer inúmeros constrangimentos no processo de escolarização por colegas e professoras/es. Isso tudo pode produzir uma espécie de desilusão com a experiência escolar, fazendo-a ser amarga. Se não criamos oportunidades para que essas pessoas sejam incluídas no processo de escolarização, elas viverão excluídas o tempo todo”, encerra.

Números do preconceito

Dados disponibilizados pela Rede Trans Brasil mostram que o preconceito e a transfobia são causadores de um verdadeiro extermínio de transexuais e travestis no Brasil. Apenas em 2016 foram 142 assassinatos e 47 tentativas de homicídios. Segundo a ONG internacional Transgender Europe, no período de 2008 e 2014 foram 691 mortes, o que faz do país o campeão em assassinatos no mundo desse segmento populacional. Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais, a média de vida de uma pessoa trans no Brasil é de apenas 35 anos.

UFRRJ recebe pela primeira vez a Semana da Visibilidade Trans

A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) recebe, pela primeira vez, a “Semana da Visibilidade Trans UFRRJ” de 31 de janeiro a 2 de fevereiro. Organizada pelo Coletivo Pontes de Diversidade Sexual e de Gênero e pela Associação dos Docentes da UFRRJ (Adur-Seção Sindical do ANDES-SN), a semana tem como objetivo dar visibilidade e discutir a situação de pessoas trans na sociedade brasileira. As mesas são compostas, em sua maioria, por pessoas trans.

No primeiro dia do Seminário (31), ocorreu a mesa de abertura “Multiplicidade dos Corpos Trans – Transgressão aos padrões do cistema”. Nesta quarta-feira (1), pela manhã, será realizado o lançamento da cartilha do ANDES-SN “Em defesa dos direitos das mulheres, dos indígenas, das/os negras/os e das/os LGBT”, que trata de questões relacionadas à luta contra o preconceito de gênero, sexualidade e étnico-raciais. O informativo possibilita que o tema seja discutido não apenas no ambiente sindical, mas também nas instituições de ensino superior.

À tarde, será realizada a mesa “Trabalho e Educação da população Transvestigenere”. Transvestigenere é um termo usado para englobar travestis, transexuais e transgêneros. Para encerrar a Semana da Visibilidade, no dia 2, será realizado um sarau com o tema “Transcender”. Pessoas Trans terão prioridade para qualquer tipo de apresentação artística relacionada ao tema.

29 de janeiro

Dia 29 de janeiro é o Dia Nacional da Visibilidade Trans. A data simbólica foi criada em 2004 e é destinada a lembrar a luta de pessoas travestis e transexuais pelo respeito à identidade gênero, orientação sexual, e direitos básicos que são diariamente negados dentro da sociedade. De acordo com dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), atualmente, devido ao preconceito, 90% das populações trans e travesti foram ou ainda são obrigadas a se prostituir para sobreviver.

Com edição e inclusão de conteúdo de ANDES-SN. Imagens de Aduneb-SSind e AdurRJ-SSind

 

Fonte: Aduneb-SSind

CSP-Conlutas realiza Seminário Nacional contra a contrarreforma da Previdência

CSP-Conlutas realiza Seminário Nacional contra a contrarreforma da Previdência

A CSP-Conlutas realizará, no dia 4 de fevereiro, o “Seminário Nacional contra a Reforma da Previdência”, que acontecerá em São Paulo. O Seminário faz parte da programação da primeira reunião do ano da Central e tem como objetivo fortalecer e ampliar a luta para barrar a contrarreforma da Previdência, que conta com diversas atividades, como assembleias e debates – além da produção de materiais informativos-, para dialogar com a base acerca do tema.

Segundo a Central, a mobilização da classe trabalhadora, dos movimentos e entidades sindicais é urgente dado o anúncio da contrarreforma da Previdência, feito pelo governo Temer em 2016, que pretende acabar com as aposentadorias e pensões no país. A contrarreforma da Previdência tramita no Congresso Nacional como Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16 e está sob análise, neste momento, de uma comissão especial na Câmara dos Deputados.

Para debater o tema com os trabalhadores, duas mesas serão realizadas no dia 4 com expositores que já se manifestaram contra a PEC 287/2016. Entre os convidados estão os representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Anamatra, da Auditoria Cidadã da Dívida, da Anfip, da Cobap, do DIAP, do Movimento Mulheres em Luta (MML); e especialistas, como o jurista e professor de Direito do Trabalho Brasileiro na Universidade São Paulo (USP) Jorge Luiz Souto Maior e a docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sara Granemann, pesquisadora de assuntos relacionados à aposentadoria, entre outros.

No 36° Congresso do ANDES-SN, realizado entre 23 e 29 de janeiro, em Cuiabá (MT), os delegados aprovaram uma série de ações para intensificar a luta contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 e barrar a contrarreforma da Previdência.

Reunião da Central

Entre os dias 3, 4 e 5 de fevereiro, acontecerá, na cidade de São Paulo (SP), a primeira reunião de 2017 da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas. O encontro terá como objetivo avaliar a conjuntura e definir ações de luta para enfrentar os ataques aos direitos dos trabalhadores, que se intensificarão no primeiro semestre deste ano com as contrarreformas da Previdência e Trabalhista e, ainda, construir a greve geral no país.

Confira a programação do Seminário Nacional contra a Reforma da Previdência

9h30 às 12h – Painel de expositores

“A Seguridade Social é um direito; A dívida pública é um saque. Diga não à Reforma da Previdência!

Expositores: Maria Lucia Fattorelli, Coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida; Sara Granemann, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Vilson Antonio Romero, presidente do Conselho Executivo da ANFIP (Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil)

12h30 às 14h00 – Intervalo do Almoço

14h às 17h30 – Debate

“Unidade de ação para barrar a Reforma da Previdência!”

Expositores: Cézar Britto, ex-presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Chico Couto de Noronha Pessoa, Conselheiro Federal e Presidente da Comissão Especial de Direito Previdenciário do Conselho Federal da OAB Brasil, Erika Andreassy, do MML (Movimento Mulheres em Luta), Jorge Luiz Souto Maior, jurista e professor de Direito do Trabalho Brasileiro na USP (Universidade São Paulo), Roberto Parahyba de Arruda Pinto, presidente da ABRAT (Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas) e Warley Martins, presidente da COBAP (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas).

Serviço

Seminário Nacional contra a Reforma da Previdência

Data: 04 de fevereiro de 2017 (sábado)

Horário: 9h30

Local: Novotel Jaraguá Conventions, Rua Martins Fontes, 71 – Centro (próximo ao metrô Anhangabaú), São Paulo

Fonte: ANDES-SN

Disposição para a luta em unidade marcou o 36º Congresso do ANDES-SN

Já na madrugada de domingo (29), os delegados encerram dos trabalhos do 36º Congresso do ANDES-SN, com a aprovação de diversas moções e a leitura da Carta de Cuiabá, que será disponibilizada posteriormente no site do Sindicato Nacional e enviada às seções sindicais.

Entre as mais de 30 moções aprovadas estão a de repúdio os governos dos estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte pelo sucateamento e ameaça de privatização das universidades estaduais – Uerj, Uezo, Uenf e Uern.  Ainda em relação ao estado do Rio de Janeiro, os delegados aprovaram o repúdio à política econômica que vem sendo desenvolvida pelo governo estadual, que se aproveita do discurso de crise para deixar milhares de servidores sem o pagamento de seus vencimentos em dia.

Os participantes do 36º Congresso do ANDES-SN repudiam também o governo e os membros da Assembleia Legislativa do Ceará pela aprovação, no final de 2016, de proposta de emenda constitucional 03/16 e projeto de lei 11/16, ambos do Executivo estadual, que a institui novo regime fiscal e eleva a contribuição previdenciária dos servidores cearenses, respectivamente.

Ainda em relação aos ataques de governos estaduais, os delegados expressaram solidariedade aos servidores do Rio Grande do Sul, que têm seus empregos e direitos ameaçados pela extinção de diversas fundações do estado.

Foi expresso ainda o repúdio à Reitoria da Universidade de São Paulo que exigiu, na justiça, o despejo do Sindicato dos Trabalhadores da USP de sua sede histórica, no campus Butantã da instituição, e ainda pelo ataque às creches da universidade, com o recente fechamento da Creche Oeste, no mesmo campus.

Os docentes manifestaram, também, apoio ao reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto Leher, e à estudante Thais Zacharia, do centro acadêmico da UFRJ, que estão sendo alvos do Ministério Público Federal, que ajuizou ação civil pública tendo como justificativa uma suposta “improbidade administrativa” pelo apoio à realização de ato em favor da democracia.

Outra moção de repúdio aprovada foi endereçada ao Ministério da Educação  e ao Conselho Universitário da Universidade Federal de São Paulo, devido à suspenção da nomeação da professora Soraya Smaili para o cargo de reitora da universidade, vencedora da primeira consulta pública paritária às três categorias que constituem a universidade, resultado confirmado pelo Conselho Universitário.

Em sua fala de encerramento, a presidente do ANDES-SN, Eblin Farage, destacou alguns momentos do 36º Congresso.  “Começamos o nosso congresso mostrando que a nossa disposição é de fato aprender com a história para que possamos transformar o presente. Por isso,  fizemos a opção de, nesse congresso, fazer homenagens e relembrar a história como os 100 anos da Revolução Russa, os 100 anos da primeira greve geral no Brasil, os 50 anos de morte de Ernesto Che Guevara, a morte de Fidel Castro e as mulheres revolucionárias desse processo. E ousamos fazer um vídeo [apresentado na abertura], e fazer uma rádio, que foi uma novidade”, destacou. Durante os dias do congresso, os participantes receberam por whatsapp o programa Cuiabá 36, idealizado pela diretoria do ANDES-SN e executado por  um grupos de estudantes da UFMT, que trouxe informações sobre a programação e os debates do congresso, bem como sobre diferentes momentos históricos relacionados à luta dos trabalhadores. “Para nós, foi uma maneira de resgatarmos algumas bandeiras da nossa história”, acrescentou.

Na avaliação da presidente do Sindicato Nacional, o 36º Congresso foi muito positivo, na medida em que tocou questões centrais da luta dos docentes. “Nos desafiamos a, novamente, reafirmar esse sindicato como um sindicato de base, como um sindicato nacional, um sindicato democrático. Enfrentamos nossas divergências e as nossas polêmicas com o debate”, disse.

“Esse 36º Congresso teve marcas e marcos importantes. Aqui também aprendemos. Aprendemos com as mulheres que tiveram coragem de denunciar o assédio. E que isso sirva de aprendizado para nós. Que sirva de amadurecimento para esse sindicato, para que a gente mude a nossa postura”, ressaltou, reafirmando que “não aceitaremos nesse sindicato nenhum tipo de opressão”.

Eblin pontuou que as deliberações do 36º Congresso fortaleceram a construção da unidade na luta e na ação e elencou, ainda, os desafios postos aos docentes em 2017. “O que a gente ousa aprovar e realizar no período de um ano é muita coisa. Mas demonstra a grandeza desse sindicato e a disposição que a nossa categoria tem de construir, não só uma universidade pública, que seja realmente democrática, para todos, mas também outra forma de educação e de sociabilidade. Nós temos o desafio, agora em 2017, de mais uma vez intensificar a unidade na luta, tendo a clareza que temos o desafio de fortalecer a nossa central sindical e também desafio de ampliar o espectro de relações com outros movimentos sociais e com outras organizações sindicais, para que possamos ampliar as lutas da classe trabalhadora, com aqueles e aquelas que estão no mesmo campo, mas não estão organizados nas mesmas entidades que o ANDES-SN”, comentou.

“Demos um passo a frente quando afirmamos que não aceitaremos o sucateamento das universidades estaduais, e, por isso, vamos dizer ‘não’ de forma coletiva no ato nacional em defesa da Uerj, que na verdade é um ato em defesa da educação pública, em defesa de todas as universidades estaduais. Nossos desafios são muitos. Lutar contra a reforma da previdência esse ano, lutar contra a reforma trabalhista e lutar para que a universidade pública gratuita laica de qualidade socialmente referenciada continue existindo”, acrescentou.

Ao encerrar o 36º Congresso, a presidente do Sindicato Nacional, afirmou, ainda, que os docentes estarão “juntos nas ruas, mais uma vez em 2017, em defesa das bandeiras que o ANDES-SN construiu ao longo de seus 35 anos, e nos desafiando as outras que ainda vamos construir”.

Fonte: ANDES-SN

 

36º Congresso do ANDES-SN define centralidade da luta para 2017

Na primeira plenária temática do 36º Congresso do ANDES-SN “Movimento Docente, Conjuntura e Centralidade da luta”, os mais de 460 participantes do Congresso debateram as lutas travadas no último período, os desdobramentos do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o recrudescimento do conservadorismo e a intensificação da retirada de direitos, a partir do governo de Michel Temer.

Em comum nas diversas análises apresentadas pelas falas dos autores dos textos de apoio apresentados no Caderno do 36º Congresso, a necessidade da construção de uma ampla unidade com os diversos segmentos da classe trabalhadora para barrar os retrocessos dos direitos sociais, pelo Fora Temer e rumo à construção da greve geral.

Durante os debates e propostas de alteração do texto aprovado, alguns dos participantes apontaram a necessidade de identificar as entidades com as quais o ANDES-SN irá construir a luta, o que foi rejeitado, no sentido de ampliar as possibilidades de articulação da unidade.

Após debates, foi aprovada como centralidade da luta do Sindicato Nacional para 2017: “Defesa dos serviços públicos e do projeto de educação do ANDES-SN, referenciado no Plano Nacional de Educação da Sociedade Brasileira, lutando pela autonomia e valorização do trabalho docente, construindo ações na luta contra a intensificação da retirada de direitos, contra a apropriação do fundo publico pelo capital, e a criminalização dos movimentos sociais e todas as formas de opressão. Intensificação do trabalho de base, em unidade com a CSP-Conlutas, as entidades da educação e demais organizações do campo classista, na perspectiva da reorganização da classe trabalhadora, pelo Fora Temer e da construção da greve geral”.

Para a presidente do ANDES-SN, Eblin Farage, a centralidade da luta aprovada mostra o caminho que o sindicato já está trilhando que é o de combater toda e qualquer retirada de direitos, identificando que neste governo houve uma intensificação dos ataques aos trabalhadores, e que, nesse sentido, é necessária uma ampla articulação entre os diferentes segmentos da classe trabalhadora. “É muito importante que tenhamos aprovado uma centralidade da luta em que conste que nós temos que nos articular com as entidades da educação e do campo classista na perspectiva do Fora Temer e da construção da greve geral. É uma centralidade da luta que nos permite continuar construindo a unidade, lutando contra a retirada de direitos e buscando avançar na reorganização da classe trabalhadora, em defesa da educação pública”, avaliou.

Números do 36º Congresso
Ao todo, 467 docentes de 73 seções sindicais participam do 36º Congresso do ANDES-SN, que acontece até sábado, na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, sendo 356 delegados, 70 observadores, 4 convidados e 37 diretores nacionais.

Fonte: ANDES-SN

 

Centrais Sindicais aprovam Dia Nacional de Paralisações em março

As Centrais Sindicais CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central, CSB, CTB, Intersindical, CGTB, NCST, CSB se reuniram na última sexta-feira (20) e decidiram realizar uma campanha ampla para barrar as contrarreformas da Previdência e Trabalhista. Reunidas na sede do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em São Paulo, as Centrais aprovavam a organização de um Dia Nacional de Paralisações na segunda quinzena de março, com data a ser definida.

Outra importante data será a realização, no dia 22 de fevereiro, de uma ação em Brasília (DF) para pressionar os deputados federais a não aprovarem essas medidas. O mesmo ocorrerá nos estados, onde devem ser formados comitês unitários que vão pressionar os parlamentares, e esclarecer a população sobre os malefícios dessas medidas.

Para Amauri Fragoso de Medeiros, 1º tesoureiro do ANDES-SN, as deliberações são importantes, especialmente a unidade na luta e no embate à contrarreforma Previdenciária. “A reunião das Centrais é a segunda do ano. Na primeira, realizada em 10 de janeiro, foram definidos elementos e eixos para que pudéssemos compor essa segunda reunião. O mais importante foi a definição de que todas as Centrais são contrárias à contrarreforma previdenciária. Neste sentido vamos organizar paralizações nacionais na segunda quinzena de março, com outras categorias – centrais, confederações e sindicatos – na tentativa de barrar a contrarreforma Previdenciária. Além disso, no dia 22 de fevereiro vamos fazer um movimento sindical de ocupação do Congresso Nacional. A expectativa é de que 5 mil sindicalistas participem, pressionando os parlamentares que estiverem no Congresso para que não aprovem a contrarreforma da Previdência.” Explicou Amauri.

Fonte: ANDES-SN